Michael Romeo: parte 2 de releitura de Guerra dos Mundos supera a anterior
Resenha - War of the Worlds, Pt. 2 - Michael Romeo
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 06 de abril de 2022
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Enquanto o colega de Symphony X Russell Allen se recuperava da tragédia que sofreu em turnê com o Adrenaline Mob, o guitarrista estadunidense Michael Romeo reativou sua carreira solo (dormente havia quase 25 anos) com War of the Worlds, Pt. 1. Pouco depois, outra tragédia: a pandemia de COVID-19, que frustrou planos da banda de fazer turnês. Michael não teve dúvidas e tratou de finalizar a segunda parte de sua obra, War of the Worlds, Pt. 2, que já estava em gestação desde a edição de sua antecessora.

Na resenha do disco anterior, eu disse que o ouvido destreinado poderia erroneamente taxá-lo como "Symphony X sem Russell Allen". Para desespero deste resenhista, Michael trocou o vocalista: sai Rick Castellano (não, não aquele do Blue Öyster Cult) e entra Dino Jelusick (sim, aquele do Trans-Siberian Orchestra, Whitesnake e outros), cujo timbre é muito próximo do de Russell - o que uma maneira singular de dizer que ele manda bem pacas.
Brincadeiras à parte, o som segue distante do grupo principal do guitarrista, porque desta vez, até mais do que antes, ele investe muito em música clássica cinematográfica, com densas orquestrações permeando - às vezes até dominando - as canções (cinco das 13 são instrumentais, devo adicionar).
Fora esses instrumentais, temos basicamente uma paulada atrás da outra. A balada "Just Before the Dawn" é a única exceção. Nem as duas faixas bônus escapam da lógica, sendo uma paulada e outra instrumental. Eu nem tenho muito o que dizer depois da surra que meus ouvidos levaram da avalanche de riffs que o estadunidense despeja sem dó.
E preciso exaltar novamente a performance dos incríveis John "JD" DeServio (Black Label Society) e John Macaluso (ex-Yngwie Malmsteen), respectivamente baixista e baterista. A cozinha dos dois não se contenta em ser um mero suporte e soa proeminente, mas não a ponto de competir com o nome que assina o lançamento.
Faminto por novos conteúdos, Michael se arriscou em instrumentos inusitados como o violoncelo, o oud e o saz (estes últimos instrumentos de cordas típicos de toda a região que vai do leste europeu ao Oriente médio) - isso fora o evidente salto evolutivo em qualidade de composição.
Dito isto, eu não sei como vai soar o próximo álbum do Symphony X, mas estou esperando algo que iniciará uma nova fase para o quinteto. Por enquanto, o fã tem muito com o que se deliciar até que a lenda de Nova Jersey volte ao estúdio.
Abaixo, o clipe de "Divide & Conquer".
FONTE: Sinfonia de Ideias
https://sinfoniadeideias.wordpress.com/2022/04/05/resenha-war-of-the-worlds-pt-2-michael-romeo/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
U2 volta ao Brasil no início de 2027, diz portal de notícias
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
A formação do Black Sabbath que não funcionou, na opinião de Geezer Butler
John Baizley (Baroness) fará a próxima tour do Mastodon como membro convidado
Quando The Edge pensou em abandonar o U2 por causa dos egos inflamados
King Diamond sobe ao palco com o My Chemical Romance
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026
Metal Hammer e Classic Rock classificam álbuns do Iron Maiden do pior ao melhor
Como o Aerosmith terceirizou a escrita da própria volta por cima nos anos 80
O disco do Slayer que é uma "resposta" ao pop punk feito por Green Day e Offspring
A carteirada de Tom Morello sobre Jimmy Page para ajudar o próprio filho
Canal crava a tier list definitiva do Iron Maiden e joga um disco no fundo do poço
O disco do Iron Maiden com Blaze Bayley que a Metal Hammer considera "metade de um clássico"

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?


