Ross Jennings: vocalista do Haken surpreende em estreia solo
Resenha - A Shadow of My Future Self - Ross Jennings
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 02 de dezembro de 2021
Nota: 9 ![]()
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Depois do guitarrista/tecladista Richard Henshall realizar sua estreia solo - o empolgante The Cocoon -, é a vez de mais um integrante do quinteto britânico de metal progressivo Haken alçar voos solitários: Ross Jennings, o vocalista (que também ataca de guitarrista neste lançamento).
Sua voz sempre chamou a atenção pela elevada dose de melosidade, uma característica adequada, mas nem sempre escolhida por grupos do gênero. E aquilo que parecia provável se confirmou de vez: sim, ele tem um pé forte no pop. Mas como todo bom músico, ele soube fazer tudo com maestria.

A Shadow of My Future Self - seja lá o que este título queira dizer com "uma sombra do meu futuro eu", que é sua tradução livre - é uma aventura musical exclusiva para quem não tem frescura nem mente fechada. O cantor britânico explora em impressionantes 80 minutos uma vasta gama de influências, mostrando que o Haken tem que se sentir privilegiado por poder chamá-lo de "nosso vocalista".
"Better Times", nascida a partir de uma tentativa de interpretar "Dancing in the Dark" (do Bruce Springsteen) tem uma vibe country que cai bem na voz melosa de Ross, mas é em "Words We Can't Unsay" que o "quê" mais progressivo começa a se mostrar. Taí uma faixa que consegue o impossível e passeia de Yes a The Mighty Mighty Bosstones.

Outros momentos como "Violet" e "The Apologist" vão agradar os que não querem nada muito distante do Haken, mas parte significativa da magia do álbum reside justamente nos momentos menos hakeanos.
Além da já mencionada "Better Times", temos por exemplo "Catcher in the Rye", "Since That Day", "Feelings" e "Third Degree" mergulhando mais fundo no pop e na música radiofônicas em geral (o próprio vocalista admite que Coldplay é um freguês nas suas playlists). Não por um acaso, quase todas podem ser consideradas baladas.
Esse apelo radiofônico não nos privou de canções épicas. Até porque, pop não precisa ser necessariamente curto. Um exemplo é "Young at Heart", que o cantor vê como blues mas que não tem quase nada do gênero exceto a sensualidade dos ritmos. Outro é "Phoenix", um dos pontos altos, e a mais longa. Inspirada em Coldplay e Anathema (e sim, essas influências gritam aqui), ela talvez não exigisse tamanho comprimento, mas empolga de qualquer forma.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Importante constar que Ross entregou este ótimo trabalho amparado pelo baixista Nathan Navarro (Devin Townsend), o tecladista Vikram Shankar (Redemption, Lux Terminus, Silent Skies) e o baterista Simen Sandnes (Arkentype), além dos convidados Blasemafian nos metais.
Numa empreitada multi-gênero que fica próxima até do exotiquíssimo Swagger & Stroll Down the Rabbit Hole, do Diablo Swing Orchestra, A Shadow of My Future Self só não me permite dizer que é Ross Jennings em sua melhor forma porque, bem, ele acabou de iniciar a carreira solo e gosto de pensar que ainda há espaço para melhorar, palavra que aqui adota também o significado de "arriscar".
Abaixo, o clipe de "Violet":

FONTE: Sinfonia de Ideias
https://sinfoniadeideias.wordpress.com/2021/12/01/resenha-a-shadow-of-my-future-self-ross-jennings/
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