Dream Theater: 15º álbum empolga, mas não surpreende
Resenha - A View from the Top of the World - Dream Theater
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 13 de novembro de 2021
Nota: 7 ![]()
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Iniciando a história do seu estúdio particular (DTHQ), o quinteto estadunidense de metal progressivo Dream Theater chega ao seu décimo quinto álbum (o quinto em dez anos!), A View from the Top of the World.
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Com uma estrutura "clássica" para a banda, o disco traz poucas faixas (apenas sete), com três beirando ou superando os dez minutos. E nos seus setenta minutos, consegue mostrar tudo que o grupo tem de melhor, de uma forma até que direta e coesa.
É como uma continuação do lançamento anterior, Distance over Time, que foi deliberadamente criado de forma "rápida" e focada. Talvez este não tenha sido criado com este espírito em mente, mas o resultado foi este mesmo.
Quem gosta do lado mais intrincado e pesado deles não terá do que reclamar após ouvir as duas primeiras ("The Alien", "Answwering the Call"). Quem tem uma quedinha por aqueles momentos mais setentistas que o grupo manda de vez em quando pode contar com a bela "Transcending Time".
E até na hora de soar relativamente comercial/baladesco ("Invisible Monster"), eles acabam soltando uma letra com a qual é praticamente impossível não se relacionar.
As três épicas ("Sleeping Giant", com pouco mais de 10 minutos; "Awaken the Master", beirando a mesma marca; e a faixa-título, com mais de 20) não deixam nada a desejar. Ou quase nada. Pelo menos nessas audições iniciais, nenhuma parece fazer jus a "Illumination Theory", "A Nightmare to Remember", "The Ministry of Lost Souls" e outros mastodontes antológicos dos caras.
Pode ser resultado do fato de que o quinteto investiu numa escrita um pouco mais "acessível", de modo que esta obra pode ser comparada com o Octavarium, de 2005 (inclusive pela capa levemente parecida). Os solos são curtos e diretos ao ponto, sensivelmente menos "fritados" que os mais típicos.
Isso não desvaloriza, absolutamente, a ala instrumental, que investiu em dinâmica para fazer com que mesmo as canções mais longas soem interessantes. Há momentos para valorizar cada um dos integrantes e passagens que exibem bem a química desta formação, que em 2022 se tornará a campeã isolada em longevidade na história do Dream Theater.
Meu único "pé atrás" com A View from the Top of the World é que tudo me soou incrivelmente previsível. Às vezes, quando James LaBrie começava a cantar um verso, ou quando algum instrumentista iniciava uma linha, meu cérebro automaticamente completava as notas. Fiquei um tanto preocupado de não ter sido surpreendido desta vez. Talvez o tempo mude minha impressão (como aconteceu com o A Dramatic Turn of Events, que hoje considero melhor do que considerei quando saiu).
Enquanto isso não acontece, fica o reconhecimento de que se trata de um bom trabalho de uma das melhores bandas do mundo, o que o torna automaticamente um dos melhores discos do ano.
Abaixo, o clipe de "The Alien":
FONTE: Sinfonia de Ideias
https://sinfoniadeideias.wordpress.com/2021/11/11/resenha-a-view-from-the-top-of-the-world-dream-theater/
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