Epica: A banda está de volta, revigorada, em novo álbum
Resenha - Omega - Epica
Por Adenilson Oliveira.
Postado em 28 de fevereiro de 2021
Depois de cinco anos do já aclamado álbum The Holographic Principle, os holandeses do Epica retornam com este oitavo petardo, Omega, álbum este que só revitaliza tudo o que a banda já têm mostrado em trabalhos anteriores.
Simone, Mark e cia.; estão em ótima forma e nada mais justo que lançar um álbum com tamanho impacto num cenário de altos e baixos que vivenciamos ultimamente dentro do Symphonic Metal. O gênero, cá entre nós, vêm sendo avassalado por discos de produção questionável e com qualidade aquém daquilo que esperamos. O Symphonic Metal será está entrando em colapso! Jamais!!! E o Epica mostra isso em Omega.

O Disco tem início com uma bela intro, chamada Alpha(Anteludium); despojada e cheia de detalhes, com coros fortes e presença forte de orquestrações dignas de qualquer entrada triunfal da banda.
Segue Abyss of Time(Countdown to Singularity), já conhecida do público fã da banda e da mídia, por ser o carro chefe desse lançamento. Ela tem um início bem contundente, com riffs gloriosos e balanço musical estável, sendo uma perfeita abertura sonora. Destaca-se claramente os vocais de Simone e os guturais de Mark, sempre se alternando, ao fundo, orquestrações e chega-se ouvir flautas e piano bem intimamente. Boa música.
The Skeleton Key chega bem íntima, com teclado bem saliente e coros altos, além de vocalizações bem acentuadas de Mark. Logo, Simone entra soltando ao ar do mais puro e belo show de vozes em se tratando de vocal feminino. Como canta essa mulher! Novamente as guitarras de Mark e Isaac, que estão bem envolventes. Música mais cadenciada, mas jus a banda como um todo.

Seal of Solomon entra em seguida bem orquestrada e com coros em ritmo cantante. Riffs mais progressivos dão peso a música, além de Mark estar vocalizando bem forte na faixa. Simone acompanha de forma agradável e o coro da um show de refrão!
Gaia já entra com riffs pesadíssimos, com Simone bem acentuada em alguns momentos, sendo uma faixa mais trabalhada no progressivo. Refrão bem encaixado e não se pode deixar de comentar sobre a bateria de Ariën, que está matadora!
Code of Life é uma faixa experimental e com certeza uma das melhores do disco! Grande atuação de Simone e das orquestrações. Destaque para o trabalho de guitarras, que se mostram envolventes e contrastando novamente com o lado mais progressivo da banda.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Freedom(The Wolves Within) chega com coro fortíssimo e deixando lugar pra Simone fazer uma ótima entrada. Mark também figura bem na faixa, sendo também uma das mais belas do disco. Ótimos riffs, cheios de energia e dando um ar de Design Your Universe ao disco.
Kingdom of Heaven Part III(The Antidiluvian Universe) é sem dúvida a faixa mais trabalhada do disco, com seus quase 14 min de duração, mas também pela forte ligação com trabalhos anteriores da banda, sendo eles o principal Kingdom Of Heaven de Design Your Universe. O Epica consiste em nos manter sempre ligados em álbuns anteriores, fazendo ótimas continuações, por assim dizer, de músicas. Nem preciso comentar muito sobre esta faixa.

Rivers é daquelas baladas dignas de qualquer álbum da banda. Simone cantando super bem e com lindas passagens orquestradas de deixar qualquer fã emocionado.
Synergize(Manic Manifest) entra aquecendo novamente os ouvidos com seu peso e melodias mais cadenciadas. Ótima música, destacando-se um bom trabalho de guitarras.
Twilight Reverie(The Hypnagogic State) é uma faixa simples, direta e bonita; sendo mais voltada a um devido preenchimento de lacuna.
Ótimos riffs, coros bem cadenciados e um forte refrão. Simone super bem novamente.
Omega(Sovereign Of the Sun Sphers) justifica o porquê do Epica hoje ser o principal nome do Symphonic Metal na atualidade. Faixa forte, orquestrada, pesada e bem estruturada. Mark entrando bem e Simone mais uma vez potente e delicada ao mesmo tempo! Encerramento digno de nota 10 ao álbum.

Hoje e difícil olhar pra trás e não parabenizar estes holandeses pelos trabalhos que foram feitos com tamanha qualidade. É inegável o talento de criação da banda, sempre com novas idéias e conceitos. Omega não chega a ser uma inovação ou revolução, mas beira á perfeição perante a qualidade da banda. Este é mais um trabalho bem feito e sem dúvida um grande lançamento esperado pelos fãs e adoradores de um bom Symphonic Metal. Nota 10.
Tracklist:
1- Alpha(Anteludium)
2- Abyss Of Time(Countdown To Singularity)
3- The Skeleton Key
4- Seal of Solomon
5- Gaia
6- Code Of Life
7- Freedom(The Wolves Within)
8- Kingdom of Heaven Part III(The Antidiluvian Universe)
9- Rivers
10- Synergize(Manic Manifest)
11- Twilight Reverie(The Hypnagogic State)
12- Omega(Sovereign of the Sun Sphers)

Gravadora: Nuclear Blast Records.
Epica é:
Simone Simons - Vocais
Mark Jansen - Vocal/Guitarra
Isaac Delahaye - Guitarra
Ariën Van Weesenbeek - Bateria
Rob van der Loo - Baixo
Coen Jaansen - Teclados e sintetizadores.
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