Matérias Mais Lidas

imagemA fundamental diferença entre Paulo Ricardo e Schiavon que levou RPM ao fim

imagemSystem of a Down: por que Serj Tankian não joga mais nenhum vídeo game?

imagemO clássico dos Rolling Stones que levou mais de 30 anos para ser tocado ao vivo

imagemA simpatia de James Hetfield ao conversar com pais de bebê que nasceu durante show

imagemKiko Loureiro defende surgimento de banda que seria "Greta Van Fleet do Iron Maiden"

imagemRitchie Blackmore revela como o impactou a chegada de Jimi Hendrix na Inglaterra

imagemOzzy Osbourne dá sua opinião sobre o streaming e dispara contra Spotify; "É uma piada"

imagemOzzy Osbourne diz que está bem aos 73 anos, mas sabe que sua hora vai chegar

imagemOzzy Osbourne é visto caminhando com dificuldade ao sair de estúdio

imagemLuciano Hang processa vocal do Fresno e quer indenização de R$ 100 mil por danos morais

imagemA visão de Arnaldo Antunes sobre sua timidez no período da adolescência

imagemLars Ulrich diz que shows do Metallica na América do Sul foram incríveis

imagemFreddie Mercury revelou em 1985 como foi conciliar carreira solo e o Queen

imagemConfira as músicas que o Iron Maiden está ensaiando para turnê que passa pelo Brasil

imagemMetallica faz doação para complexo de saúde e educação em Curitiba


Stamp

B. B. King: 50 anos de Indianola Mississippi Seeds, o maior tesouro do rei

Resenha - Mississippi Seeds - B. B. King

Por Pablo Sathler
Em 23/09/20

Quando o assunto é blues, ouvir um disco inteiro pode ser uma experiência complicada. A tendência é todas as músicas soarem igual ou com poucos contrastes significativos. No entanto, essa falta de contraste acontece pela forma como o blues é criado. Sua métrica fixa de 12 compassos faz com que os músicos de blues presem pela economia de recursos harmônicos e desenvolvam ideias rítmicas e melódicas. Isso acontece no disco Indianola Mississippi Seeds do único rei possível, B.B King.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Com pouco mais de um minuto e apenas dois versos Nobody Loves Me But My Mother abre o disco mostrando o verdadeiro significado do blues. A mensagem é certeira e dispensa qualquer comentário: ninguém me ama, exceto minha mãe/ e ela pode estar me enganando também / agora você vê porque eu ajo tão engraçado, baby /quando você faz as coisas que você faz. A segunda canção é a mais longa do disco. Com seis minutos de puro blues, You’re Still My Woman narra um assunto muito conhecido por nós podendo ocupar o lugar favorito dos aficionados pelos solos do rei. Aqui, entendemos o porquê do senhor Riley Ben receber a coroa. Poucas notas e muito feeling dão o tom da realeza.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Ask me no questions leva o disco para outro caminho, outro clima. Bem mais "pra frente" que as duas primeiras e com caminhos harmônicos diferentes dos até aqui explorados, a terceira música realmente dá um up na toada do disco. Com notas muito longas capazes de diminuir a marcha dos mais ansiosos, Until I’m Dead And Cold se destaca pela construção do arranjo. No início, piano e baixo fazem um pano de fundo para a majestade brilhar ainda mais. À medida que a música acontece, outros instrumentos como o sax barítono e o sax tenor abrem os caminhos do salão para a dança do rei e da rainha Lucille, agraciando os súditos com um solo incrível.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Uma música totalmente instrumental leva o disco para outro lugar cujo o nome não teria sido melhor: King’s Special. Como o próprio nome indica, esse é o momento do rei e com certeza é especial. Ouça com muita atenção o quê a realeza tem a nos dizer. Ain’t Gonna Worry My Life Anymore pode soar um pouco estranha. Há uma jam session no começo onde os músicos se divertem à beça. Dá pra ouvir as gargalhadas de B.B King e seu diálogo com os músicos,mas de repente a música para e outra completamente diferente começa. No meio da faixa. Em relação à letra, podemos dizer que essa também é muito econômica. Há apenas quatro versos, mas a essa altura nem nos damos conta da letra, ou melhor, da falta dela.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Na sétima faixa do disco, Chains and things estamos diante de uma encruzilhada sonora. O encontro entre dois mundos aparentemente distantes cria um ambiente inesperado. A orquestra erudita e a guitarra popular se fundem numa mistura pra lá de criativa. Apenas a escuta atenta dessa canção pode revelar o que há de mais precioso nesses mundos. Go Undergroud retoma o clima dançante do álbum dando ao ouvinte um estimulo a mais pra terminar o disco. Um solo muito interessante conduz boa parte da música e dá ao amante do blues tudo que ele mais gosta: solo de guitarra.

Na última faixa do disco Hummingbird, o clima de nostalgia toma conta do álbum. As cordas aparecem mais uma vez, mas de uma maneira diferente. Agora, a orquestra pulsa com notas mais curtas e por isso o arranjo aparece mais marcado. Ao final da música ouve-se a derradeira frase don’t fly away encerrando assim um dos maiores trabalho do rei.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Comemorando os 50 anos do seu lançamento vale lembrar que o disco apareceu várias vezes nas paradas de sucesso daquele ano. Indianola Mississippi Seeds foi o número 26 na lista dos álbuns Pop, o número 7 na lista dos álbuns de Jazz e o oitavo disco na Black Albums, uma lista da Billboard que procura contemplar discos de Jazz, Hip-Hop, R&B, etc. Várias canções atingiram sucesso como Chains and Things", "Ask Me No Questions" do próprio King e "Hummingbird" de Leon Russell. O próprio King vê o álbum como um dos seus maiores trabalhos. Quando questionado sobre o seu melhor trabalho, King disse: "Eu sei que os críticos sempre mencionam Live & Well ou Live at the Regal, mas acho que Indianola Mississippi Seeds foi o melhor álbum que fiz artisticamente." Em todo o trabalho, destaco a orquestra de cordas e a maneira econômica como lidaram com esse recurso. Realmente, B.B King deixou um legado digno de rei, cabendo a nós, meros súditos, as maiores condolências e o máximo respeito.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Artista: B.B King Álbum: Indianola Mississippi Seeds Ano: 1970

Produção: Bill Szymczyk
Arranjos de cordas e sopros: Jimmie Haskell
Engenheiros: Bill Szymczyk e Gary Kellgren
Engenheiros assistentes: Llyllianne Douma, Mike D. Stone e John Henning Masterização: Bob Macleod Gravação: The Record Plant, Los Angeles, California.

FONTE: Bar da Baixa Cultura
https://bardabaixakultura.wordpress.com/2020/09/16/50-anos-de-indianola-mississippi-seeds-o-maior-tesouro-do-rei/

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

B.B. King: 5 faixas para provar que ele era um gênio, pela Far Out MagazineB.B. King: 5 faixas para provar que ele era um gênio, pela Far Out Magazine


Eric Clapton para B.B. King: "Obrigado, do fundo do meu coração"

B.B. King: músicos comentam falecimento do lendário bluesman