Resenha - Light Of Revelations - Guilherme Costa

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Por Pedro Hewitt
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O ano é o de 2019, bem antes da pandemia ter dado sua aparição assustadora, onde já estávamos na expectativa da colheita de bons frutos aos lançamentos de final de ano e início de 2020, uma pena que desandou, entretanto tivemos o lançamento em agosto do ''Light of Revelations'', seguindo a mesma linha do já resenhado ''The King Last Speech'', ou seja, uma sonoridade já conhecida pelas suas grandes influências.

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De fato podemos apostar notas altas quando se trata de Guilherme Costa, onde pra sorte de quem gosta de uma boa música e conhece a capacidade do músico, tal dá uma dinâmica a música como um verdadeiro apreciador de Satriani faria, onde claramente pude perceber trechos que me lembra ao visto em bandas de Southern Rock moderno, sem perder o feeling do experimental exercido.

Com as ótimas estruturas e solos de guitarra que me fazem repetir inúmeras vezes, é de se entender um sentimento de empolgação, logo porque podemos imaginar passagens até de Bon Jovi, e aí no decorrer da audição de fato começa com seus demais instrumentos uma linha mais Heavy Metal e até Metal Progressivo (Liquid Tension Experiment que o diga). É repetitiva? Não, afinal, essa é uma marca registrada de faixa em faixa que Guilherme resolveu se aventurar, mas possui duas linhas vocais de extrema competência e excelente como um todo.

"The Sound of Hope" é uma peça instrumental e de ritmo médio, simples e coeso, porém, muito bem preenchido pela guitarra. O que torna esta faixa interessante é o incrível solo de guitarra, mesmo que o seu início lembre passagens de onde me fez encantar por esse tipo de trabalho ''Kiko Loureiro - No Gravity''.

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"An Invitation to The Soul" é uma daquelas faixas que podemos chamar de balada, bem padrão, com entrada em violão, bem Aerosmith, repetitiva, mas quebra um pouco do gelo até fechar pouco mais de 43 minutos de duração de todo o material.

E impressionantemente jurei ouvir a fase clássica do Angra na faixa título do material, ainda mais pela bateria bem progressiva e nos vocais do majestoso Gus Monsanto. Bem alinhada e com fácil percepção de cada instrumento, mostra o quanto os integrantes compostos possuem influência nessa faixa. Possui um bom solo de guitarra e refrão. Sem dúvidas ele e Jefferson Gonçalves foram escolhas perfeitas para dividir e compor este material.

"Homeland" é mais uma faixa instrumental e provavelmente a única faixa que menos gosto no entre esse e o material citado na primeira estrofe. Não chega a ser ruim, mas às vezes mais parece um exercício para efeitos de guitarra com pitadas do Nordeste e batidas alternadas.. De brinde fica as faixas bônus do EP para tirarem as próprias conclusões.

No geral é um bom álbum principalmente para quem gosta de materiais bem progressivos e experimentais. Mas vale notar que aqui todas as músicas têm um ritmo e estrutura medianas. O que mais merece atenção obviamente são os vocais e trabalhos de guitarra de Guilherme Costa. Porém a música que o acompanha muitas vezes é de uma simplicidade versátil, um fluxo até mesmo bastante alternado, mas que acerta em cheio. No fim de tudo é um bom álbum e vale a pena.

Tracklist:
1. Fight Against Myself (Feat. Gus Monsanto)
2. Bloody Wars
3. Inside My Mind
4. Rising Star (Feat. Jefferson Gonçalves)
5. The Sound of Hope
6. A Invitation to the Soul
7. Light of Revelations (Feat. Gus Monsanto)
8. Homeland
9. Come on and Play (Bônus)
10. The Beginning of a Journey (Bônus)
11. The King's Last Speech (Bônus)

Para mais informações, shows e merchandise:
https://www.facebook.com/guilhermecostaguitar

FONTE: FullRock
https://fullrockinc.blogspot.com/2020/09/review-cd-guilherme...


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Sobre Pedro Hewitt

Estudante, Headbanger, amante de relações públicas, responsável pelo Infektor Self Festival & Toque Rápido ou Peça Perdão, trabalha desde 2015 com produção de shows em Teresina. Teve a oportunidade de trabalhar com grandes nomes do Metal como Onslaught, Air Raid, Enforcer, Fist Banger, Escarnium, entre outros.

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