Toxic Holocaust: o distópico mundo de Joel Grind
Resenha - Primal Future 2019 - Toxic Holocaust
Por Alexandre Veronesi
Postado em 17 de julho de 2020
Nota: 8 ![]()
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Fundado no ano de 1999 em Portland, Oregon (EUA), o TOXIC HOLOCAUST é uma criação do multi instrumentista Joel Grind, iniciado na configuração de "one man band", assim permanecendo até 2008, quando a banda passou a contar com um line-up fixo (até então, as formações para os shows ao vivo eram rotativas). Após dois álbuns de estúdio com o time completo, "Conjure And Command" (2011) e "Chemistry Of Consciousness" (2013), Joel decidiu retornar às raízes em seu mais novo registro, "Primal Future: 2019", lançado em Outubro passado, inteiramente composto e gravado pelo próprio.
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Desde a excelente arte da capa, a temática "Cyberpunk" - subgênero da ficção científica que sugere uma realidade provida de alta tecnologia e baixa qualidade de vida - se faz notar com absoluta clareza. As letras do disco abordam assuntos como os perigos da tecnologia excessiva, guerras nucleares, realidades distópicas e futuros apocalípticos. São temas bastante recorrentes na história do Thrash Metal, é verdade, mas que o TOXIC HOLOCAUST sempre trabalhou com muita efetividade e continua fazendo-o.
A bolacha abre com "Chemical Warlords", boa faixa introdutória que, como de praxe, traz riffs cirurgicamente alinhados aos vocais característicos de Joel; seguida por "Black Out The Code", veloz, visceral e detentora de um refrão pegajoso; "New World Beyond", de ritmo cadenciado e que conta até com um certo "groove", algo não muito convencional aos padrões do grupo; e "Deafened By The Roar", totalmente direta, com uma boa pegada à lá Discharge. "Time's Edge", por sua vez, não passa de uma canção comum da banda, sem grande destaque; ao contrário de "Primal Future", que possui introdução densa e climática, mas não tarda a se tornar um poderoso Thrash em midtempo, revelando-se um dos sons mais marcantes do álbum. Na sequência, temos "Iron Cage", que nada mais é que um daqueles petardos típicos do TOXIC HOLOCAUST, na linha Speed Metal, mais uma vez trazendo os vocais em alta sincronia com excelentes riffs. "Controlled By Fear", curta e certeira, precede "Aftermath", música brutalmente old school, rápida, suja e crua; e por fim, "Cybernetic War", um surpreendente Heavy Metal clássico, com riffs cavalgados e refrão poderoso, que obtém imediato destaque em relação às demais, e encerra o álbum em grande estilo.
Em resumo, "Primal Future: 2019" é mais um registro excepcional de uma das melhores bandas contemporâneas do gênero. Altamente recomendado para quem curte o bom e velho Speed/Thrash/Black Metal baseado na saudosa escola oitentista.
Toxic Holocaust - Primal Future: 2019 (2019)
Gravadora: eOne
Data de lançamento: 04/10/2019
Tracklist:
01 - Chemical Warlords
02 - Black Out The Code
03 - New World Beyond
04 - Deafened By The Roar
05 - Time's Edge
06 - Primal Future
07 - Iron Cage
08 - Controlled By Fear
09 - Aftermath
10 - Cybernetic War
Formação:
Joel Grind - vocal, guitarra, baixo e bateria
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