Kiko Loureiro: novo álbum Open Source é um petardo
Resenha - Open Source - Kiko Loureiro
Por Marcio Machado
Postado em 11 de julho de 2020
Em atividade com o Megadeth e prestes a lançarem novo material, o conceituado guitarrista brazuka Kiko Loureiro, arranjou tempo para trazer um novo trabalho solo, o quinto nesse formato, intitulado "Open Source". Para a empreitada ele trouxe os ex parceiros de Angra, Felipe Andreoli no baixo e Bruno Valverde na bateria, além das participações do ex Megadeth, Marty Friedman e de Mateus Asato, ambos guitarristas, o segundo, mais brasileiro para o time.
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O trabalho traz 11 faixas e a maestria de Kiko está ali, imprensa em cada detalhe, desde a abertura com "Overflow" que nos primeiro dedilhados já nos ganha e toma atenção até a quebradeira quando o trio surge em ação mostrando a boa química. Já em "EDM (e-Dependent Mind)", primeiro single do trabalho vemos que o guitarrista está atualizado e propõe uma mudança sonora, indo na direção do djent e causando momento bastante intrincados na composição e explodindo em feeling. "Iminent Threat" traz a participação de Friedman e os riffs de Kiko estão cravados ali e sem esforço sabemos que se trata de uma composição sua, e o convidado não deixa por menos criando linhas de solo impecáveis e o garoto Valverde brilha acompanhando esses dois. A evolução na bateria do rapaz é incrível em tempos absurdos, fora as passagens do baixo de Andreoli que soam bruscas e carregadas de técnica.
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"Liquid Times" é a vez de Asato brilhar e aqui mais uma vez há o flerte com o djent, empregado de uma ótima atmosfera do fusion. Em seguida é hora do momento "abrasileirado" que como de praxe, não podia faltar e está lá com "Sertão", que nos faz lembrar dos tempos de Angra, principalmente no "Holy Land" e um toque do "Secret Garden", soando pesada e precisa, além de uma bela passagem de piano. "Vital Signs" já é um produto mais técnico com total pé no fusion e Kiko se esbalda nesses momentos. "Dreamlike" é mais branda e traz momento bonitinhos, bastante melódica e agradável. "Black Ice" é pesada e traz uma porradaria sonora, passagens totalmente quebradas e muito groove, umas das melhores do disco todo. "In Motion" continua essa vibe e é puro deleite sonoro, carregada de força e um baixo estalado que chama atenção, a mudança nos andamentos é fantástica e uma das faixas mais ricas aqui.
"Running With the Bulls" é pura quebradeira e vai torcer a mente do ouvinte com guitarras sobrepostas e que nos tiram da órbita, e mais uma vez um impecável trabalho da bateria. O nome da faixa é levado a sério mesmo aqui. E encerrando "Du Monde" tem uma leve semelhança com a introdução de "Rebirth", mas logo as coisas mudam e vem uma ótima faixa de fusion para fechar o belo trabalho.
Destrinchar um disco de música instrumental em palavras é tarefa quase impossível, pois somente ouvindo você vai saber do que realmente se trata. E talvez impossível também para alguns seja ouvir um disco todo desse estilo, principalmente para aqueles que não tocam algum instrumento, mas acredite, Kiko conseguiu a façanha de criar um disco que agrada até mesmo esse público, pois sua audição é um tanto fluida e prazerosa de se fazer, então pode se deleitar nos momentos que com certeza você não irá se arrepender. Um petardo.
NOTA: 9
FORMAÇÃO:
Kiko Loureiro - guitarras
Felipe Andreoli - baixo
Bruno Valverde - bateria
CONVIDADOS:
Marty Friedman - guitarra
Mateus Asato - guitarra
TRACKLISTING:
Overflow
EDM (e-Dependent Mind)
Iminent Threat
Liquid Times
Sertão
Vital Signs
Dreamlike
Black Ice
In Motion
Running With the Bulls
Du Monde
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