Illumishade: unindo rock a um mundo de fantasia
Resenha - Eclyptic; Wake of Shadows - Illumishade
Por José Antonio Alves
Postado em 01 de junho de 2020
Nota: 8 ![]()
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Quando no ano de 2016 foi anunciada a saída de Anna Murphy, vocal feminino da banda suiça ELUVEITIE, muito se discutiu entre os fãs da banda os impactos dessa perda e se alguém poderia ocupar este posto com talento e competência no futuro. Liv Kristine (ex-LEAVES EYES e THEATRE OF TRAGEDY) até fez algumas performances ao vivo com a banda depois disso, mas ainda sim não parecia ser a peça ideal para preencher o espaço deixado por Anna Murphy. Substituições andaram rondando a banda nos anos anteriores e a lacuna deixada por Anna parecia ser difícil de se preencher.

Finalmente em 2017, o ELUVEITIE anunciou sua nova formação definitiva, com a adição da vocalista Fabienne Erni e também do guitarrista Jonas Wolf que desde então se firmaram na banda. Após gravarem "Ategnatos", e mostrarem que a banda suiça estava mais de volta do que nunca, os dois integrantes criariam pouco depois um novo projeto chamado ILLUMISHADE, juntamente com Mirjam Skal (teclado, orquestrações), Yannick Urbanczik (baixo) e Marc Friedrich (bateria).
Em maio de 2020 seu debut intitulado "Eclyptic: Wake of Shadows" foi lançado, e contou com a ajuda de fãs em um processo de crowdfunding que logo atingiu sua meta e proporcionou a Fabienne Erni e companhia a gravação e lançamento do trabalho.

Sempre bem ativa nas redes sociais, a banda criou um álbum conceitual que mergulha num mundo de fantasia que vai além do universo musical, apresentando os membros como personagens tribais de traços distintos. Tão ativa foi a banda com os fãs nesse processo que inclusive a introdução do álbum foi criada com a ajuda deles, através do envio de áudios e vídeos com um texto falado que se transformou na épica "Passage Through The Clouds".
A entrada nesse universo particular criado pelo ILLUMISHADE ganha terreno na seqüência com a faixa "The Calling Winds", que mostra certo peso nas guitarras e bateria que logo são acompanhados pela voz doce de Fabienne. Mas nem dá para aproveitar muito, pois a curta faixa é emendada com "Tales of Time", que conta com a participação especial de Chrigel Glanzmann, vocalista do ELUVEITIE. Uma linda canção que mistura arranjos que flertam com o "novo" ELUVEITIE e até com algumas linhas amaranthianas.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A orquestração usada em todo álbum é um ponto a se destacar, pois é usada em doses pontuais que não tornam o trabalho enjoativo nem repetitivo, muito pelo contrário, casam perfeitamente com o peso da guitarra de Jonas Wolf, e nem dá muita margem a comparação com um estilo de música majoritariamente tradicional do metal sinfônico.
"The Farewell Arcades" soa como uma introspectiva experiência logo aliada ao peso de guitarra em uma faixa instrumental que serve de prévia para "Crystal Silence", a mais rock/pop do álbum.
"What Have I Become" é uma das mais lindas e profundas faixas do debut, com mais um destaque para Jonas Wolf na guitarra.
"Rise" vem logo a seguir, definitivamente uma das melhores do trabalho ao lado de "Muse of Unknown Forces", que definem mais fielmente a proposta musical da banda: passagens emotivas com certo peso e arranjos orquestrais, com um potente vocal que suaviza o trabalho e belos solos de guitarra (em "Rise" até lembrando solos de baladas de hard rock dos anos 80) bem encaixados.

"Worlds End" pode não ser sobre o fim do mundo literalmente mas é sim o fim do álbum. Com um refrão marcante, Fabienne Erni mostra todo o talento e versatilidade que possui, e nos deixa com gosto de "quero mais".
"Eclyptic: Wake of Shadows" é um trabalho coeso, de boa produção, que evidentemente não vai dar aos fãs passagens para rodas de moshpit como as do ELUVEITIE, ou mesmo trechos de air flute. Toda a arte do encarte do álbum vai de encontro com a proposta musical empregada e nos deixa mais curiosos sobre o caminho que a banda seguirá no futuro, principalmente se será mais que um projeto paralelo.
Illumishade - Eclyptic: Wake of Shadows
01. Passage Through The Clouds
02. The Calling Winds
03. Tales Of Time
04. The Farewell Arcades
05. Crystal Silence
06. What Have I Become
07. Rise
08. Into The Maelstrom
09. Muse Of Unknown Forces
10. Golden Lands
11. Beyond The Obsidian Veil
12. World's End
13. Glowing Tides

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