Mokoma: Korpiklaani cantando Thrash metal
Resenha - Ihmissokkelo - Mokoma
Por Marcelo Rocha Nasser Hissa
Postado em 11 de maio de 2020
Imaginem uma banda de Thrash metal, com mais de 20 anos de carreira e 13 álbuns lançados oriunda de um país rico em Heavy metal. Deduz-se que essa banda deve ser conhecida por metade do universo, ou que pelo menos seja cultuado nos círculos dos adoradores do estilo. Não poderiam estar mais enganado, Mokoma é quase exclusiva do país de origem, a Finlândia.

Talvez esse obscurantismo em relação à carreira da banda tenha uma explicação bem simples; a banda só canta em finlandês. Os vocais causam sim certa estranheza que demora a se esvair soando como um Korpiklaani dos infernos sem instrumentos folclóricos. A identidade musical da banda é aquele Thrash noventista cadenciado, quando o fator speed já não era tão prepoderante. É agressivo, com riffs pujantes, apostando muito mais em groove do que em velocidade. Músicas como Ilmoitusluontoista asiaa, Pimeä aine, Ihmissokkelo trazem esse lado mais cadenciado poderoso. Eventualmente o barco vira para a direção do desenfreado, com riffs frenéticos como em Syyttävä sormie, Tuhat ei riitä e Leikin loppu. Aposta em alguns momentos em uma pegada que beira o hard rock, utilizando-se de vocais mais limpos de sonoridade suave como em Toinen ihminen e Huomenna voikin olla niin; e nesse ímpeto sobra até para alguns vocais meio-rappeados como em Vuoret, huolet.
Mokoma pode soar linguisticamente estranho nas primeiras audições, mas nem por isso deixa de ser um bom álbum de Thrash cadenciado com elementos de hard rock. Já se foram 20 anos de estrada e muito material lançado. Agora é com você fazer o dever de casa e escavar todos os 12 álbuns prévios que estão perdidos nas areias no tempo.
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