Resenha - Home, Sweet Prison - Beyond Chaos

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Por Silas Rodrigues
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Antigamente, para que uma banda conseguisse gravar um bom álbum, havia-se uma enorme dependência de uma gravadora, um produtor de renome e afins. Trabalhos caseiros resumiam-se a demos de baixa qualidade, ou talvez qualidade mediana, dependendo do esforço e principalmente dos recursos à disposição da banda. Nos dias de hoje, com toda a evolução da tecnologia no que concerne à execução e gravação de músicas, o cenário demonstra-se diferente. Com alguns recursos, esforço e principalmente talento, pode-se conseguir resultados impressionantes! Prova disso é a one-man band paulistana de Death Metal Beyond Chaos.

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Depois de muito tempo tentando encontrar membros para seu projeto, Thiago Alboneti (guitarrista, vocalista, programação de bateria e baixo) resolveu meter a mão na massa e se aventurar a executar gravar, mixar e produzir sozinho. O primeiro resultado dessa empreitada foi o bom The Mind Trauma, de 2019. Pouco depois do lançamento oficial do álbum citado, o músico resolve continuar compondo e gravando, e de forma impressionante, após apenas um ano de diferença, dá forma a mais um trabalho caótico e pesado, "Home, Sweet Prison".

Aqui nos é apresentado um Death Metal ríspido, pesado e cru, com toques de Black Metal em alguns pontos (como na sexta faixa, Father of Lies). Sem muitas firulas mas bem trabalhado, com palhetadas rápidas, encontra-se em "Home, Sweet Prison" vocal alternando entre o gutural e o rasgado, muitos blast beats, e em alguns momentos melodias de guitarras e teclados e arranjos de cordas discretos, ainda dentro do contexto caótico do som, basicamente sem pausas para o ouvinte respirar. São oito faixas que totalizam um pouco mais de 37 minutos. O álbum ser curto não implica em um ponto negativo, muito pelo contrário. Ele torna a audição uma boa experiência, não deixando o ouvinte começar a se sentir cansado como talvez aconteceria se ele se extendesse mais.

Bem coeso e linear, essa obra não visa trazer uma "inovação" dentro do estilo, mas simplesmente expressar a arte de seu autor, seus gostos e influências, e reverenciar bandas já consagradas, mas ainda tendo algo de si mesmo no processo. Thiago tem como influências em sua música bandas como Belphegor, Behemoth e Arch Enemy (na faceta mais melódica das músicas).

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Destaques do álbum: "I Declare War" (rápida e direta, dita o tom do resto do álbum)," The Woman in White" (single lançado antes do álbum), "Your Fears" (que se destaca das demais por começar um pouco mais cadenciada) e a faixa-título, que conta com arranjos muito interessantes de teclado.

Esse álbum é prova cabal de que na cena underground há muitos músicos talentosos que conseguem, a despeito da falta de apoio na cena atual, lançar trabalhos competentes e empolgantes.

Tracklist:

1.I Declare War
2.The Chess Game
3.The Woman in White
4.Father of Lies
5.False Truth
6.Your Fears
7.Outro
8.Home, Sweet Prison




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