Resenha - Rise Of The Koala - Ricsárdgír
Por Bruno Sanchez
Postado em 23 de janeiro de 2020
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O que você conhece da Hungria?
Os fãs do futebol podem se lembrar da lendária seleção da década de 50 do século XX com destaque para Ferenc Puskás, que também brilhou no Real Madrid e dá nome ao prêmio do gol mais bonito do ano pela Fifa.
Para quem não se aventura muito pelo esporte, o campo headbanger ganhou força nos anos 90 com o Thrash Metal do Ektomorf (na ativa até hoje), o Black do Sear Bliss (também ativo) e o saudoso Doom do Mood (que encerrou atividades em 2001 gerando alguns filhotes).
Nos demais estilos, o som raramente chega por estas bandas, seja porque o húngaro (também conhecido como magiar) é um inibidor ao público brasileiro ou mesmo o isolamento europeu do bloco soviético até 1990 e suas conseqüências econômicas / culturais nos dias atuais.
Se depender do Ricsárdgír (se pronuncia "Richard Gere", um trocadilho com o nome do ator mesmo), no entanto, essa barreira está a ponto de ser quebrada com o lançamento do terceiro álbum, Rise Of The Koala, em Dezembro de 2019.
Mas quem é essa banda de nome engraçado e como eles chegaram por aqui?
A banda é de Szentendre, um cidade pequena próxima a Budapeste e o som dos caras saiu do underground quando o cantor húngaro, Sergio Santos (não me pergunte), postou em suas redes sociais, novembro passado, o divertidíssimo vídeo de SzintisLaci (em tradução livre "O cara do Teclado"), do álbum em questão. O vídeo é uma paródia de um programa musical da TV estatal do país nos anos 90, só que muita gente levou aquilo a sério e a magia da internet aconteceu: o som do Ricsárdgír viralizou!
O videoclipe que abriu as portas para a banda!
E que som, meu amigo! Gostei tanto do que ouvi naquele clipe que fui atrás para conhecer mais da banda e não resisti em adquirir o álbum inteiro e é essa experiência que tento passar a vocês neste texto.
O estilo do álbum é bastante original e difícil de descrever. Para começo de história, cada faixa tem uma sonoridade única variando entre Indie Rock, um Punk anos 70 / 80 beirando o Hardcore ou às vezes quase caindo pro gótico e a New Wave com sintetizadores na linha do que o Devo fez lá atrás, além de uma pitada de música eletrônica e até rap mas de uma forma que, garanto, você nunca ouviu. O próprio vocalista classifica a experiência da banda como "caótica". A sacada é a pouca ênfase às guitarras deixando o teclado de László Páal como o grande destaque, inclusive nos petardos mais pesados e eles conseguiram um som realmente único.
Todas as faixas são curtas (apenas duas músicas têm pouco mais de 4 minutos), na duração ideal para não deixar o ouvinte entediado. Os vocais de Daniel Márton são muito marcantes, seja nas "baladas" ou nas músicas mais rápidas, com um bom alcance. A banda também trabalha com outras duas vocalistas convidadas, inclusive nos shows ao vivo: Éva Papp e Flóra Széles.
A maior parte das músicas é cantada em húngaro mesmo, com poucos trechos em inglês, mas acredite: uma vez que você for fisgado pelo som grudento dos caras, vai sair desesperado procurando as letras e suas traduções para cantar junto e esse é o ponto mais complicado do Ricsárdgír, infelizmente: pouquíssimo material está disponível na internet em inglês ou qualquer outro idioma, mesmo com a banda nos Spotify da vida!
Os destaques do álbum vão para as excelentes faixas Minden Nyár, Let´s Dance, a famosa SzintisLaci que está dando fama à banda, a pesada e introspectiva Tipikus én e A Pap, com seu clima mais sombrio.
Para quem se interessar mais no som, eles são figurinha carimbada todos os anos no mais importante festival musical da Hungria, o Fishing On Orfú. Se souberem aproveitar o momento, não vai ser difícil que em breve estejam dando as caras em uma turnê mundial.
Formação:
Daniel Márton: Vocais, Guitarra
László Páal: Teclados e Sintetizadores
Andris Zsirai: Baixo
Ákos Huszár: Bateria
Track-list:
Minden Nyár
Let´s Dance
Temetés
SzintisLaci
Azonistúl
Smackleves
My Horse
Bulikrumpli
Na persze
Szabad világ
Tipikus én
A pap
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bo Lueders, guitarrista e membro fundador do Harm's Way, morre aos 39 anos
Guns N' Roses - Resenha do show em Porto Alegre
Wolfgang Van Halen toca cover de Rick Astley, seguidores chiam e ele responde com categoria
Os 50 hambúrgueres do Guns N' Roses após show em Porto Alegre
Fala de Alírio Netto sobre brasilidade do Angra revolta fãs de Fabio Lione e gera resposta dura
O melhor álbum de metal de todos os tempos, segundo Gary Holt do Exodus
Alissa White-Gluz fala sobre "Black Widow's Web" do Angra e reação ao conhecer Sandy
A música do Metallica que lembra King Crimson, segundo David Ellefson
Korzus anuncia nova formação, com Jéssica Falchi e Jean Patton nas guitarras
Yes suspende atividades e Steve Howe passará por cirurgia de emergência
David Ellefson diz que "Master of Puppets" foi o primeiro disco de metal progressivo
Jéssica Falchi sobre entrar no Korzus: "Existe abismo de diferença entre ser vista e respeitada"
O disco que define o metal, na opinião de Amy Lee, vocalista do Evanescence
Exausto das brigas, guitarrista não vê a hora de o Journey acabar de vez
Alice Cooper apresenta Anna Cara, nova guitarrista de sua banda
A banda que Wolf Hoffmann não aceita que chamem de metal: "É boa, mas me poupe"
O dia que Axl Rose pediu camarim de 70 mil reais no Engenhão e nem sequer entrou nele
A música que Roger Waters quis tocar com o Pink Floyd no Live 8, mas David Gilmour vetou


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



