Dream Theater - uma obra de arte em movimento em São Paulo
Resenha - Dream Theater (Vibra, São Paulo, 09/05/2026)
Por Diego Camara
Postado em 13 de maio de 2026
Após uma incrível apresentação de 40 anos pouco mais de um ano atrás, o Dream Theater retornou ao Brasil para uma nova turnê prometendo um setlist impressionante e desafiador: tocar o novo álbum "Parasomnia" na sua íntegra, diversos sucessos e finalizar com o EP "A Change of Seasons", que fez 30 anos no início desta turnê e nunca havia sido tocado em sua totalidade no Brasil. Confira abaixo os principais detalhes do show com as imagens de Fernando Yokota.
Foi uma noite bastante tranquila no Vibra SP para a apresentação do Dream Theater. O público - que não chegou a lotar as dependências da casa, mas encheu os setores da Pista Premium, cadeiras e camarotes - teve muita tranquilidade para adentrar a casa de shows e aguardar a apresentação da noite.
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Quando o ponteiro atingiu 20h30m, a música sombria de "The Shining" encheu a casa, e os fãs aguardam com ansiedade até a subida de Mike Portnoy até o topo de sua imensa bateria para abrir o show com a instrumental "In the Arms of Morpheus". Os fãs gritaram muito e bateram cabeça na incrível apresentação da banda, com direito a suspiros e gritos de surpresa pela performance de Jordan Rudess, que dominou com maestria a primeira música.

"Night Terror" veio logo em seguida, e o público recebeu James LaBrie aos gritos e aplausos. Complexa e bastante intrincada, puxada pelo incrível instrumental da banda, a música reúne a fase sombria do Dream Theater as suas origens progressivas, com destaque para o trabalho impressionante de guitarra de John Petrucci, que arrancou suspiros e aplausos do público.

A qualidade do palco, tanto na sua montagem - que reteve toda a originalidade da banda - quanto no som foram incríveis. O excelente trabalho da produção da Liberation, em conjunto com os técnicos da banda, fez novamente valer a força do instrumental da banda. Apesar de algumas reclamações do público sobre a altura do som, pelo menos no meu ver elas são infundadas, dado que em nenhum momento se perdeu algum ponto da música por falta de equalização dos instrumentos.

"Midnight Messiah" foi outro grande destaque da primeira parte da apresentação, com o público se empolgando bastante e puxando o refrão junto com LaBrie e novamente sendo coroados com uma performance que fez o público mais hardcore da banda bater cabeça. Logo após veio "Are We Dreaming?", com um lindíssimo foco nos vocais e uma casa inteiramente iluminada pelas lanternas dos celulares dos fãs. O público não cantou tanto junto com LaBrie quanto ele esperava, mas não faltou ânimo dos fãs deste novo material do Dream Theater.

Com "Bend the Clock", o público se empolgou muito com o trabalho das guitarras de Petrucci, o bastante para gritar o nome do guitarrista ao final da música. Logo depois, sem dúvidas a mais bem recebida pelos fãs foi "The Shadown Man Incident", com sua longa sequência musical e o homem sombrio sendo inflado diretamente na lateral do palco. Aqui, não só o solo foi impressionante, mas também o trabalho de bateria de Portnoy, totalmente no ponto.

Após uma pausa de 20 minutos, a banda voltou ao palco com tudo. "The Enemy Inside" foi a primeira a ser tocada, com uma psicodelia das luzes do palco que encheram o Vibra SP, levantando o público, que aos gritos e a cantoria trouxeram o show um patamar acima. Logo após, "A Rite of Passage" também veio com tudo, sendo puxada pelas palmas dos fãs que cantaram a plenos pulmões essa música, além de outra performance magnífica de Rudess, com uma sequência magnífica de solos.

Outro grande destaque do show foi a pequena suíte de "Metropolis Pt. 2", com outro convite para o público cantar junto e a banda esbanjando na iluminação que valorizou ainda mais o espetáculo. "Peruvian Skies" também foi muito bem recebida, o público se animou muito com a qualidade do som e Petrucci deixou sua marca no solo, com direito a homenagens ao Metallica e ao Pink Floyd durante a execução da música.

A segunda parte foi finalizada com "Take the Time" do "Images and Words", álbum que abriu a banda para o sucesso do público. A banda entregou muito neste final e o público puxou novamente o refrão junto com LaBrie, cantando a plenos pulmões os vocais da música. No final, aos aplausos da plateia, a banda deixou o palco para finalizar o show.

Não demorou muito e dessa vez a banda retornou para o bis que só o Dream Theater consegue entregar aos seus fãs. O belíssimo instrumental abriu com excelência, e a sequência foi um sonho para os fãs mais antigos da banda. O público cantou muito com LaBrie, gritaram bastante e se emocionaram com o lindíssimo trabalho de guitarra de Petrucci, muito diferente do que na maioria dos trabalhos da banda.
Setlist
Act I (Parasomnia):
Intro: Main Title (The Shining) (música de Wendy Carlos & Rachel Elkind)
Intro: Prelude (música de Bernard Herrmann)
In the Arms of Morpheus
Night Terror
A Broken Man
Dead Asleep
Midnight Messiah
Are We Dreaming?
Bend the Clock
The Shadow Man Incident
Outro: Let's All Go to the Lobby
Act II:
Intro: False Awakening Suite
The Enemy Inside
A Rite of Passage
Act I: Scene Three: I. Through My Words
Act I: Scene Three: II. Fatal Tragedy
The Dark Eternal Night
Peruvian Skies (com trechos de "Nothing Else Matters", "Wish You Were Here" e "Wherever I May Roam")
Take the Time (com trecho de "Tom Sawyer")
Ato III (A Change of Seasons):
Intro: Dead Poets Society
A Change of Seasons: I The Crimson Sunrise
A Change of Seasons: II Innocence
A Change of Seasons: III Carpe Diem
A Change of Seasons: IV The Darkest of Winters (com trecho de "When the Water Breaks")
A Change of Seasons: V Another World
A Change of Seasons: VI The Inevitable Summer
A Change of Seasons: VII The Crimson Sunset (com trecho de "A Fortune in Lies")
Outro: Singin' in the Rain (música de Arthur Freed & Nacio Herb Brown)





































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