Tripa Seca: espécie de supergrupo nacional faz ótima e variada estreia
Resenha - Tripa Seca - Tripa Seca
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 13 de dezembro de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O que acontece quando você reúne uma trupe de músicos experientes e oriundos das mais diversas vertentes? Se você gosta de música, sabe que a resposta é inexistente por sua imprevisibilidade. Pode sair uma joia ou um chorume.
Nesta resenha, falamos de uma joia. Joia esta que carrega o não tão refinado nome de Tripa Seca - estreia do projeto homônimo. "Projeto" porque os rapazes não querem se ver como banda. E o Tripa Seca soa mesmo mais como um encontro especial, em vez de uma banda no sentido mercadológico da palavra.

Sabe quando você revê os colegas de escola e percebe que os caminhos que cada um escolheu são muito distantes uns dos outros, mas você ainda aprecia cada minuto que passa ao lado deles? É mais ou menos esse o paralelo que posso estabelecer com a sonoridade deste quarteto formado por Renato Martins (vocais, guitarra), André Paixão (vocais, guitarra, teclados), Melvin Ribeiro (baixo) e Marcelo Callado (bateria, percussão) - todos músicos calejados do cenário underground carioca.
A primeira coisa que ouvimos (na abertura "Mil") é uma garota aparentemente alcoolizada proferindo o nome do grupo como se fosse a coisa mais sensacional do mundo. Esse "sample", por assim dizer, dita a tônica irreverente do disco.

Mas os acordes e a letra que se seguem - não só nesta primeira faixa, mas também na segunda, "Cicatrizes", mostram que o álbum também sabe ser maduro. Indie, alternativo, pop e new wave chocam-se da mesma forma que colidiram nos anos 1980 no repertório do rock nacional.
E a banda também consegue ser musicalmente brasileira até dizer chega. E isso já nos fica claro na terceira, "Vai Que Eu Vou", na qual ritmos caribenhos e nortistas dançam colados. "Never" tira proveito do trocadilho entre as palavras "neve" e "never" (nunca, em inglês). É bonitinha, mas confesso não ter paciência para ouvir a piada sendo repetida ao longo de cinco minutos de música lenta.
Inclusive, é nesta hora que o disco começa a intercalar velocidades. De lentas, temos a eletrônica e psicodélica "Universo Paralelo", a melancólica "A Paisagem" e o progressivo encerramento "My Saturation". E do outro lado: "Bipolar", companheira musical de "Mil" e "Cicatriz"; e as urgentes "Na Palavra" e "Vai Com Deus", com influências punk.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | É em "Bipolar", gostaria de ressaltar, que percebi o quanto a voz de Renato é parecida com a de Tato, do Falamansa, impressão esta que pode ter sido reforçada pelo acordeão de Fernando Bastos, presença notória nesta peça.
No grande encontro musical promovido pela Tripa Seca - falta só isso *gesto de 'pouquinho' com as mãos* para eu chamá-los acidentalmente de Trupe Seca - , quem ganha é todo mundo: os músicos, que nitidamente se divertiram produzindo a obra aos poucos, desde 2015; e os fãs, que ganham uma das melhores estreias nacionais de 2019.
Abaixo, o clipe de "Vai Que Eu Vou":

Track-list:
1. "Mil"
2. "Cicatrizes"
3. "Vai Que Eu Vou"
4. 'Neve"
5. "Bipolar"
6. "Universo Paralelo"
7. "Na Palavra"
8. "A Paisagem"
9. "Vai Com Deus"
10." My Saturation"
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/tripaseca
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Guns N' Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
Johnny se recusou a ajudar Joey nos últimos shows do Ramones, diz CJ
População de São Paulo reclama do som alto no Bangers Open Air
10 músicas ligadas ao rock que entraram para o "Clube do Bilhão" do Spotify em 2026
A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
O melhor solo de guitarra de todos os tempos, segundo Eric Clapton
O motivo por trás da decisão de Aquiles Priester de vender baquetas do Angra no Bangers
Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
Bangers Open Air tem datas confirmadas para 2027
A dupla de rappers que Slash disse que sempre vinha com algo interessante
Belo Horizonte entra na rota do rock internacional e recebe shows de Men At Work, Dire Straits Legac
Dave Grohl redescobriu o Alice in Chains graças às filhas
A opinião de Fernanda Lira sobre Jessica Falchi como nova guitarrista do Korzus
A melhor faixa de abertura de um disco de Metal, segundo Max Cavalera
Carlos Santana diz que perdoou homem que abusou dele quando era criança
O cantor famoso que ia entrar no Barão antes do Cazuza, mas achou que eles tocavam muito alto

"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Ju Kosso renasce em "Sofisalma" e transforma crise em manifesto rock sobre identidade
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme

