Lee Luland: guitarrista estreia já com uma obra prima
Resenha - Zodiac - Lee Luland
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 31 de agosto de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Como se os dois ótimos primeiros álbuns do quinteto inglês de metal progressivo Prospekt (The Colourless Sunrise e The Illuminated Sky) não bastassem, o guitarrista deles, Lee Luland, precisou de um trabalho solo para mostrar por que é um dos melhores nomes de sua geração no instrumento, equiparável a Eric Gillette (The Neal Morse Band) e Richard Henshall (Haken; prestes a lançar sua estreia solo também).

Para isso, ele deu à luz Zodiac, um disco relativamente breve (pouco mais de 40 minutos), mas com muito recheio musical, ainda que só instrumental. Sendo ele um guitarrista, é de se esperar que tenhamos em mãos uma obra focada em riffs, solos e licks nas seis cordas.
A abertura "Mortal" bebe bastante de lendas neoclássicas como Yngwie Malmsteen e Michael Romeo, mas não a ponto de ofuscar a identidade de Lee. Esta se manifesta melhor na sequência "Aquarius Rising", que desacelera um pouco a fritação e já começa a adotar mais elementos progressivos, como andamentos diversos e mudanças abruptas de climas. O mesmo ocorre na ótima "The Sapphire King".
"Prophecy" é apenas um interlúdio que nos leva a "Eyes of Orpheus" - a faixa que podemos classificar de "épica", apesar de bater apenas nos sete minutos e meio. Combinando elementos orquestrais com os já explorados toques progressivos e neoclássicos, temos aqui uma música que deixaria qualquer fã de Symphony X com um sorriso no rosto. O mesmo vale para "Sagittarius A*".
"The Last Star", apesar de começar matadora, vem para nos mostrar que também de momentos serenos se faz este álbum. É uma boa oportunidade para calar os insuportáveis fiscais de feeling, que costumam atacar música mais focada em técnica. E a jornada de 40 minutos se encerra na curta peça convenientemente batizada como "Epilogue".
Não são todos que conseguem estrear já com uma obra prima, mas assim Lee Luland fez em 2019, com este trabalho cheio de riffs empolgantes e composições inspiradas. A boa notícia é que isso o coloca já de cara no mesmo patamar de algumas lendas contemporâneas. A má (má?) é que o nível a ser superado num possível segundo lançamento é alto, bastante alto. Poderá o britânico fazer jus a esta estreia futuramente? Eu aposto que sim.
Abaixo, o playthrough da faixa "The Sapphire King":
Track-list:
1. "Mortal"
2. "Aquarius Rising"
3. "The Sapphire King"
4. "Prophecy"
5. "Eyes of Orpheus"
6. "The Last Star"
7. "Sagittarius A*"
8. "Epilogue"
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/leeluland
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que Lemmy viu ainda nova e percebeu que seriam como os Beatles e Stones
Tainá Bergamaschi (Crypta) toca "Territory" com o Sepultura em Dublin
A música do Nightwish que conquistou Steve Harris, líder do Iron Maiden
Morrissey e Johnny Marr deixam guerra de lado para algo relacionado ao The Smiths
As únicas quatro músicas próprias que o Guns N' Roses ainda não tocou ao vivo
O verso de "Pintura Íntima" que fez muitos pensarem que casal da letra usou cocaína
Como o Queen, Sylvester Stallone e uma guitarra quebrada produziram o maior hit de 1982
O álbum que Robert Plant considera o mais "lindamente escrito" do Led Zeppelin
A grande discordância entre Kiko Loureiro e Paul Gilbert, segundo Marcos de Ros
As 40 melhores músicas da história do nu metal, segundo a Louder
Os 50 melhores discos de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Troy Sanders fala sobre nova formação do Mastodon, que conta com músico brasileiro
Nevermore já conta com ideias para novas músicas registradas
A formação bem-sucedida do Dimmu Borgir que era "uma bomba-relógio"
A melhor música de Bob Dylan de todos os tempos, segundo Paul McCartney
Sepultura e Nightwish fizeram sucesso no Metal pelo mesmo motivo, afirma Regis Tadeu
O maior erro que Raul Seixas cometeu e o levou ao declínio, segundo Regis Tadeu
O desodorante que deu origem ao título de um dos maiores hits dos anos 1990



Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco
"Transpiração Contínua Prolongada" levou skate, rua e atitude para o topo do rock brasileiro
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



