Sweet Oblivion: finalmente, o grande retorno de Geoff Tate
Resenha - Sweet Oblivion - Sweet Oblivion
Por Ricardo Seelig
Postado em 09 de agosto de 2019
Geoff Tate saiu do Queensryche em 2012, banda onde foi frontman por mais de trinta anos e gravou discos clássicos como "Operation: Mindcrime" (1988) e "Empire" (1990), fundamentais para tornar o quinteto um dos grupos mais influentes , importantes e populares do metal dos anos 1980 e 1990. Desde então, gravou cinco discos: o solo "Kings & Thieves" (2012), "Frequency Unknown" (2013, que saiu como Queensryche em uma época em que o vocalista teve o direito do nome da banda) e os três álbuns do Operation: Mindcrime – "The Key" (2015), "Resurrection" (2016) e "The New Reality" (2017).
Enquanto o Queensryche se reconstruiu com Todd La Torre assumindo o posto que foi de Tate e gravou álbuns sólidos desde então – "Queensryche" (2013), "Condition Human" (2015) e "The Verdict" (2019) -, Geoff não conseguiu voltar para o posto que é seu de direito: o de uma das maiores vozes da história do metal. Até agora.
Lançado na metade de junho, o álbum de estreia do Sweet Oblivion é o melhor trabalho de Geoff Tate em muitos e muitos anos. Ao lado do cantor está uma banda formada exclusivamente por instrumentistas italianos: Simone Mularoni (guitarra e baixo), Emanuele Casali (teclado) e Paolo Caridi (bateria). O disco tem uma sonoridade límpida mas sem abrir mão do peso e apresenta muito bom gosto nas composições, que podem ser classificadas como uma amálgama entre prog metal e hard. Há uma interação constante entre a guitarra de Mularoni e o teclado de Casali (ambos fazem parte da banda italiana de power prog DGM), criando tanto solos empolgantes como harmonias que cativam.
Entre as músicas, destaque para a ótima "True Colors" (uma excelente abertura para o disco), as pontes melódicas e o ótimo refrão de "Sweet Oblivion" (que estruturalmente lembra "I Don’t Believe in Love", do álbum Operation: Mindcrime), a mid-tempo "Behind Your Eyes" e a avalanche de melodia de "The Deceiver".
Com o Sweet Oblivion, Geoff Tate recoloca a sua carreira no caminho certo e entrega um dos discos mais legais de sua longa trajetória.
Lançamento nacional via Hellion Records.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ex-Arch Enemy, Alissa White-Gluz anuncia sua nova banda, Blue Medusa
O melhor guitarrista de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
A cantiga infantil sombria dos anos 1990 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
A melhor banda de rock progressivo para cada letra do alfabeto, segundo a Loudwire
A atração do Rock in Rio que "as pessoas já viram 500 vezes"
Baterista do Matanza Ritual e Torture Squad é dopado e roubado após show do AC/DC
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
10 álbuns essenciais do metal dos anos 70 que valem ter em vinil
A joia cearense que gravou um clássico do rock nos anos 1970, segundo Regis Tadeu
Terra do Black Sabbath, Birmingham quer ser reconhecida como "Cidade da Música"
Cinco dicas úteis para quem vai ao Bangers Open Air 2026
A música do Thin Lizzy que sempre deixa James Hetfield de bom humor
Jack Osbourne expõe "banda gigante" que exigiu quantia absurda no último show de Ozzy
O melhor guitarrista dos anos 1980, segundo Ritchie Blackmore: "Ele é absurdo"
A profissão pós-Megadeth que Mustaine gostaria de seguir, e até cortaria o cabelo para tal


Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia
"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Iron Maiden: Em 1992 eles lançavam Fear Of The Dark


