The Damned Things: segundo álbum fica abaixo da expectativa
Resenha - High Crimes - Damned Things
Por Ricardo Seelig
Postado em 29 de julho de 2019
O The Damned Things é formado por músicos do Anthrax, Every Time I Die, Alkaline Trio e Fall Out Boy. A banda surgiu em 2009, lançou o seu primeiro álbum – "Ironiclast" - no ano seguinte, e então meio que sumiu dos holofotes. Esse silêncio foi quebrado com "High Crimes", segundo trabalho dos caras.
O quinteto conta com Keith Buckley (vocal), Scott Ian (guitarra), Joe Trohman (guitarra), Dan Andriano (baixo) e Andy Hurley (bateria). Em relação à estreia, dois ajustes na formação: Andriano no lugar de Josh Newton e a saída do guitarrista Rob Caggiano, que deixou o Anthrax e os Estados Unidos em 2013 para integrar o Volbeat.
O som do The Damned Things é uma espécie de união entre pop e elementos agressivos e energéticos de gêneros como o punk e o hard rock. O metal, principalmente o mais agressivo, pouco dá as caras por aqui. "High Crimes" foi lançado pela Nuclear Blast no final de abril e conta com dez músicas. Não há ecos nem de Anthrax e muito menos de Every Time I Die, duas bandas que transitam pelas sonoridades mais pesadas do metal, em suas canções. Na prática, trata-se de uma sonoridade acessível e feita com o objetivo de atingir um público mais abrangente.
Há bons momentos em "High Crimes". "Omen", apesar da semelhança com "The Zoo", do Scorpions, é uma das melhores músicas do disco. A arrastada "Storm Charmer" traz sutis influências de Alice in Chains, enquanto "Le Me Be – Your Girl" é um power pop bem feito. No outro lado da moeda, a grande maioria das faixas soa como um pastiche de rock alternativo com o "punk" de nomes como Blink-182, em uma mistura que talvez possa agradar fãs desse tipo de música. A cereja do bolo é a risível "Something Good", cuja letra causa vergonha alheia em qualquer pessoa com o mínimo de senso crítico.
No final, vale como um esforço louvável de um grupo de músicos em tentar explorar um universo sonoro diferente do que estão inseridos. Porém, o resultado ficou, na melhor das hipóteses, abaixo da média.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Os três gigantes do rock que Eddie Van Halen nunca ouviu; preferia "o som do motor" do carro
Suposta filha secreta de Freddie Mercury morre aos 48 anos, diz família
Regis Tadeu revela qual lado está errado na treta do Sepultura com Eloy Casagrande
A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
Festival SP From Hell confirma edição em abril com atrações nacionais e internacionais do metal
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Novo álbum do Kreator, "Krushers of the World" é elogiado em resenha do Blabbermouth
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
"Obedeço à lei, mas não, não sou de direita", afirma Dave Mustaine
As melhores músicas de heavy metal de cada ano, de 1970 a 2025, segundo o Loudwire
Marcello Pompeu lança tributo ao Slayer e abre agenda para shows em 2026
Dave Mustaine diz que mortes de Ozzy Osbourne, Dio e Lemmy Kilmister o afetaram
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo


