The Damned Things: segundo álbum fica abaixo da expectativa

Resenha - High Crimes - Damned Things

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Por Ricardo Seelig
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O The Damned Things é formado por músicos do Anthrax, Every Time I Die, Alkaline Trio e Fall Out Boy. A banda surgiu em 2009, lançou o seu primeiro álbum - "Ironiclast" - no ano seguinte, e então meio que sumiu dos holofotes. Esse silêncio foi quebrado com "High Crimes", segundo trabalho dos caras.

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O quinteto conta com Keith Buckley (vocal), Scott Ian (guitarra), Joe Trohman (guitarra), Dan Andriano (baixo) e Andy Hurley (bateria). Em relação à estreia, dois ajustes na formação: Andriano no lugar de Josh Newton e a saída do guitarrista Rob Caggiano, que deixou o Anthrax e os Estados Unidos em 2013 para integrar o Volbeat.

O som do The Damned Things é uma espécie de união entre pop e elementos agressivos e energéticos de gêneros como o punk e o hard rock. O metal, principalmente o mais agressivo, pouco dá as caras por aqui. "High Crimes" foi lançado pela Nuclear Blast no final de abril e conta com dez músicas. Não há ecos nem de Anthrax e muito menos de Every Time I Die, duas bandas que transitam pelas sonoridades mais pesadas do metal, em suas canções. Na prática, trata-se de uma sonoridade acessível e feita com o objetivo de atingir um público mais abrangente.

Há bons momentos em "High Crimes". "Omen", apesar da semelhança com "The Zoo", do Scorpions, é uma das melhores músicas do disco. A arrastada "Storm Charmer" traz sutis influências de Alice in Chains, enquanto "Le Me Be - Your Girl" é um power pop bem feito. No outro lado da moeda, a grande maioria das faixas soa como um pastiche de rock alternativo com o "punk" de nomes como Blink-182, em uma mistura que talvez possa agradar fãs desse tipo de música. A cereja do bolo é a risível "Something Good", cuja letra causa vergonha alheia em qualquer pessoa com o mínimo de senso crítico.

No final, vale como um esforço louvável de um grupo de músicos em tentar explorar um universo sonoro diferente do que estão inseridos. Porém, o resultado ficou, na melhor das hipóteses, abaixo da média.




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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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