Bryan Adams: um cara dos clássicos artistas dos anos 80 e 90

Resenha - Shine a Light - Bryan Adams

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Por Ricardo Pagliaro Thomaz
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Nota: 9

Estou nostálgico hoje, então vamos de nostalgia, só que ao invés de pegar um disco velho, vou falar de um lançamento, e vocês podem me perguntar "onde está a nostalgia nisso?" Porque o artista que fez o disco é um cara dos clássicos artistas dos anos 80 e 90, ou seja, da minha juventude. Esse cara é o Bryan Adams, e ele é o tipo de artista que simplesmente me leva de volta no passado toda vez que eu escuto, não só por causa de sua música, mas também porque a voz dele, o estilo dele, está muito atrelado aos anos 80 para mim, a associação que o meu cérebro faz dele com essa década é praticamente imediata, então quando ouço um disco dele, minha memória já liga de volta nessa década. Hoje o cara está com 59 anos, mas não importa se ele estiver velhão e enrugado daqui duas décadas, eu ainda assim vou ligar o cara aos anos 80, porque ele me marcou muito nessa época que eu era moleque e estava descobrindo as coisas.

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E eu vim falar de Bryan Adams porque ele, obviamente, lançou disco novo; se bem que eu deveria falar um pouco mais do cara do que eu geralmente falo, porque ele é um artista bem marcante para mim, mas enfim, tem disco novo na praça, e a nova bolacha dele chama Shine a Light, lançada agora em Março deste ano, no dia primeiro.

Vamos conhecer o novo álbum? Então vamos, porque tem bastante coisa legal, e este novo disco inclusive consegue ser melhor até do que os últimos três lançamentos dele, ou seja, desde o disco 11, que ele lançou em 2008, eu tenho escutado o som que ele vem fazendo e achei que ele conseguiu desta vez fazer o melhor trabalho dele desde o Room Service, que ele lançou em 2004. E houve um capricho de arranjos aqui neste disco que eu achei que ficou faltando no disco Get Up, de 2015, gostei daquele disco, mas este daqui realmente é um disco bem mais legal e mais Rock'n'Roll do que seus últimos lançamentos.

A primeira faixa abre o disco, "Shine a Light", e eu pareço entrar novamente naquele vórtex temporal, sentindo o cheiro da nostalgia; essa voz rouca dele que eu reconheço tão bem, essa melodia alegre e ritmada que faz eu me sentir jovem de novo me contagia e mil coisas passam pela minha cabeça enquanto a escuto e balanço, dançando ao ritmo da batida. Essa é pra capturar mesmo minha atenção! Adams é um dos poucos artistas que eu conheço que tem esse efeito sobre mim, de me levar de volta, me pegar na veia, o que é curioso, porque eu, como qualquer outra pessoa normal, costumava ouvir ele bastante sim, mas eu escutava muitas outras bandas no passado, e no entanto, ele é um dos poucos que faz isso comigo. Não mude nunca, Bryan! Seja sempre esse cara que me leva de volta no tempo. E para minha surpresa, eu vejo os créditos da música e está lá, junto com Adams, o nome do Ed Sheeran, um artista mais recente que eu acho bem legal, eu sempre tive essa impressão de que ele e Adams tinham uma conexão musical desde o dia que eu conheci o Sheeran.

Vou falar da sessão mais "classic rock" do disco dele, é a minha favorita, a começar pela faixa "Part Friday Night, Part Sunday Morning", que tem aquela batida de Rock'n'Roll contagiante com traços de música country, e eu curto bastante esse estilo mais "redneck" do Rock tradicional. Também muito legal é a próxima, "Driving Under the Influence of Love", que é aquele Rock mais mistura de anos 50 com anos 80, aquele tipo de coisa que te faz querer curtir um som dirigindo na estrada, música perfeita para carro. "All or Nothing" é aquele estilo de som AC/DC, já escutou "Highway to Hell"? Então curte aí a faixa do Adams, tem exatamente o mesmo tipo de riff! E ainda tem mais Classic Rock com "No Time for Love", um Rock mais setentista e bem alegre que Adams manda, e muito bem, e depois ele viaja mais um pouco para os anos 60, tocando "I Could Get Used to This", na verdade tem aquele ritmo carregado de anos 60, mas melodicamente soa meio anos 90, e é bem curta, mas bacana.

Depois de todo esse Classic Rock, ele resolve voltar de novo ao Pop Rock que também escreve bem, entre os destaques, ficam a faixa "Nobody's Girl", que tem aquele cheiro de Pop Rock dos anos 80, "Don't Look Back", mais reminiscente dos últimos discos dele, e termina a bolacha com uma música irlandesa tradicional, "Whiskey in the Jar", que tem versões bem populares pelo Metallica e pelo Thin Lizzy, por exemplo; aqui Adams dá sua versão e fica bem bacana, gostosa de tocar ao violão inclusive.

Terminada minha viagem nostálgica, já fico sempre com vontade de colocar o disco do começo para escutar de novo. Fiquei sabendo inclusive que ele vem ao Brasil em outubro deste ano, pena que não posso ir, mas vou continuar curtindo aqui minha nostalgia e recomendar a você, velhão como eu, que ouça o novo disco do cara, tenho certeza de que se você curte Rock clássico, vai gostar muito, e para quem é mais novo e deve ouvir constantemente que antigamente a música popular que rolava nas rádios era muito melhor: se você ouvir este disco aqui, vai entender essa afirmação muito mais claramente e descobrir porque as pessoas gostavam mais de ligar suas rádios no passado. Que caras como o Adams possam estar por aí por mais umas duas décadas pelo menos, porque a boa música, ela tem esse poder, te levar de volta a uma época que você gostava muito e era feliz.

Shine a Light (2019)
(Bryan Adams)

Tracklist:
01. Shine a Light
02. That's How Strong Our Love Is (feat. Jennifer Lopez)
03. Part Friday Night, Part Sunday Morning
04. Driving Under the Influence of Love
05. All or Nothing
06. No Time for Love
07. I Could Get Used to This
08. Talk to Me
09. The Last Night on Earth
10. Nobody's Girl
11. Don't Look Back
12. Whiskey in the Jar (traditional)

Selo: Polydor

Banda:
Bryan Adams: voz, guitarra, violão, baixo, teclados, gaita, percussão
Jennifer Lopez: segunda voz (faixa 2)
Johan Carlsson: guitarra, baixo, piano (faixas 1, 2)
Keith Scott: guitarra (faixas 3, 5, 6, 8, 10, 11)
Lyle Workman: guitarra (faixas 4, 6, 10)
Rusty Anderson: guitarra (faixas 5, 8, 11)
Phil Thornalley: guitarra, guitarra slide, baixo, teclado (faixas 8, 9)
Paul Bushnell: baixo (faixas 4, 5, 6, 8, 10, 11)
Mattias Bylund: teclados (faixa 2)
Jamie Edwards: piano, teclados (faixas 2, 3, 5, 6, 8, 10)
Gary Breit: piano, órgão (faixas 3, 4, 11)
Jim Vallance: back vocal, guitarra, órgão, tamborim (faixas 4, 7, 10, 11)
Mickey Curry: bateria (faixas 1, 3)
Josh Freese: bateria (faixas 4, 6, 10)
Abe Laboriel Jr: bateria (faixas 5, 8, 11)
Pat Steward: bateria (faixa 7)
Tom Meadows: bateria (faixa 9)

Discografia anterior:
- Get Up! (2015)
- Tracks of My Years (2014)
- 11 (2008)
- Room Service (2004)
- Spirit: Stallion of the Cimarron (2002)
- On a Day Like Today (1998)
- 18 til I Die (1996)
- Waking Up the Neighbours (1991)
- Into the Fire (1987)
- Reckless (1984)
- Cuts Like a Knife (1983)
- You Want It You Got It (1981)
- Bryan Adams (1980)

Site oficial:
http://www.bryanadams.com

Para mais informações sobre música, filmes, HQs, livros, games e um monte de tralhas, acesse também meu blog.

http://acienciadaopiniao.blogspot.com.br




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Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.

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