Whitesnake: uma nova coleção de clássicos do rock

Resenha - Flesh & Blood - Whitesnake

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Por Ricardo Pagliaro Thomaz
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Nota: 10

Em 2015, o Whitesnake lançou um disco de reinterpretações de clássicos que o David Coverdale gravou na sua época de Deep Purple. Já em turnê, ele sondou a chance de se aposentar após este álbum, mas para nossa alegria, ele resolveu retornar e nos apresentar um novo disco de músicas inéditas! Eu até falei na época para o cara esquecer essa ideia de aposentadoria, porque ele ainda se encontrava em plena forma e podia ainda nos presentear com muitas chapuletadas musicais! Dito e feito! Flesh & Blood, o novo trabalho do Whitesnake lançado dia 10 de Maio, é uma nova coleção de clássicos do rock que Coverdale e sua turma nos trazem, e eu digo isso com muita alegria!

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E a minha maior alegria, é que o grupo não deixou de ser ele mesmo. Se você pegar o disco para ouvir, você ouvirá exatamente um disco do Whitesnake, sem alterações ou adaptações. É apenas mais um álbum do grupo, com todos aqueles maneirismos, aquela fúria, as guitarras rufantes e a bateria estrondosa, tudo junto com a voz rouca e potente de Mr. Coverdale nos deliciando com o mais puro Hard Rock. Eu particularmente estou adorando essas parcerias entre Coverdale, Reb Beach e o baterista Tommy Aldridge, estão rendendo alguns dos maiores hits dignos de serem classificados como clássicos do grupo.

Já na primeira faixa ele nos cumprimenta com a música "Good to See You Again". E é verdade, é sempre um prazer ver Coverdale de novo com sua trupe! E taca porrada e chute na porta. Há também a ótima "Shut Up & Kiss Me", que foi o primeiro single que saiu do disco em videoclipe, uma faixa alegre e pegajosa.

Tem também aquelas estilo Thin Lizzy, que são arrastadas e fazem você bater muita cabeça, como a ótima "Hey You (You Make Me Rock)", e o que eu mais aprecio nessas músicas é aquela melodia forte de fundo, aquele riff de guitarra intermitente que você passa até a cantarolar na cabeça.

É o exemplo da também excitante "Trouble is Your Middle Name", uma faixa que praticamente beira aquele estilão do ZZ Top, bel estilo bluezão, mais rápida e com riffs rufantes, uma beleza para curtir numa estrada com o vento na cabeça. Praticamente todas do Whitesnake são naquele estilão do blues, mas tem umas que são mais blues do que outras. Outro exemplo é a ótima e rápida "Get Up", um baita de um bluezão para curtirmos e pularmos feito doidos, ou então a própria faixa título "Flesh & Blood", em que Reb Beach dá um show de guitarra.

Tem aquelas que parecem saídas diretamente dos anos 80, como "When I Think of You (Color Me Blue)" (pense em "Here I Go Again"), ou a atmosférica "Heart of Stone" (pense em "Crying in the Rain"); e vejam só que surpresa, tem faixa até que remete àquele Whitesnake dos primeiros anos, em discos como o Lovehunter, por exemplo, é o caso de "Always & Forever".

Outras faixas como a ótima "Well I Never" ou a segunda do disco, "Gonna Be Alright" contém aqueles arranjos melódicos tão característicos do grupo que a gente adora e fica doido quando ouve, essa última no entanto eu pude perceber que o riff meio que me lembrou aquele estilão do Edu Ardanuy no Dr. Sin. Será que foi inspiração do Reb Beach na banda brasileira? Fica a pergunta!

E para quem se contentou com a versão normal do disco, ele termina com a bonita balada country "After All" e a boa "Sands of Time", que praticamente soa uma faixa mais metal, não uma faixa épica de fechamento como foi nos discos anteriores, mas satisfatória.

Na versão deluxe, mais algumas surpresas: num primeiro momento, faixas inéditas, como uma bonita faixa mais soul chamada "Can't Do Right For Doing Wrong" e o ótimo bluezão "If I Can't Have You". Num segundo momento, reprises com remixes diferentes das faixas "Gonna Be Alright", "Sands of Time" e "Shut Up & Kiss Me".

Mais uma vez eu fico feliz com o retorno de uma lenda do Hard Rock, o Whitesnake. E mais uma vez eu fico triste que a diversão tenha terminado tão rápido. Sou um grande fã do grupo e altamente influenciado pelo estilo vocal poderoso e pela música contagiante de Mr. Coverdale, fui minha vida toda, desde que me conheço por roqueiro, e isso nunca vai mudar. Para encurtar a conversa: curte Hardão? Classic Rock? Vai atrás desse novo discaço do Whitesnake, meu filho! É minha dica de novidade para você, seja velho ou novo, e terá uma nova leva de potentes faixas de Hard Rock da mais alta safra! Para quem é muito novo e conheceu o Whitesnake agora: pode começar deste disco aqui tranquilamente, e não deixe de conferir o restante da discografia! Mas fique avisado: uma vez que você ouviu Whitesnake pela primeira vez, meu caro, não tem como largar mais! Isso eu te garanto! Experiência própria.

Flesh & Blood (2019)
(Whitesnake)

Tracklist:
01. Good to See You Again
02. Gonna Be Alright
03. Shut Up & Kiss Me
04. Hey You (You Make Me Rock)
05. Always & Forever
06. When I Think of You (Color Me Blue)
07. Trouble Is Your Middle Name
08. Flesh & Blood
09. Well I Never
10. Heart of Stone
11. Get Up
12. After All
13. Sands of Time
Deluxe edition:
14. Can't Do Right for Doing Wrong
15. If I Can't Have You
16. Gonna Be Alright (X-Tendo Mix)
17. Sands of Time (radio mix)
18. Shut Up & Kiss Me (video mix)

Selo: Frontiers Records

Whitesnake é:
David Coverdale: voz
Reb Beach: guitarra
Joel Hoekstra: guitarra
Michael Devin: baixo
Michele Luppi: teclados, voz
Tommy Aldridge: bateria

Discografia anterior:
- The Purple Album (2015)
- Made in Japan (2013) - ao vivo
- Forevermore (2011)
- Good to Be Bad (2008)
- Restless Heart (1997)
- Greatest Hits (1994) - compilação
- Slip of the Tongue (1989)
- Whitesnake (1987)
- Slide It In (1984)
- Saints & Sinners (1982)
- Come an' Get It (1981)
- Ready an' Willing (1980)
- Lovehunter (1979)
- Trouble (1978)
- Snakebite (1978) - EP

Website:
http://www.whitesnake.com

Para mais informações sobre música, filmes, HQs, livros, games e um monte de tralhas, acesse também meu blog.

http://acienciadaopiniao.blogspot.com.br


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Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.

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