The Dead Daisies: supergrupo, experiência e rock and roll
Resenha - Burn It Down - Dead Daisies
Por Ricardo Seelig
Postado em 11 de julho de 2019
O The Dead Daisies surgiu em 2013 com a proposta de fazer um rock clássico para os fãs do estilo. Cinco anos depois e chegando ao quarto disco, a banda norte-americana pode afirmar que alcançou o seu objetivo. Com um line-up recheado de feras - anote aí: John Corabi nos vocais, Doug Aldrich e David Lowy nas guitarras, Marco Mendonza no baixo e Deen Castronovo na bateria -, o quinteto meio australiano meio californiano é uma das mais sólidas formações do rock atual.
"Burn It Down" saiu no início de abril e é o sucessor de "Make Some Noise" (2016). O disco marca a estreia de Castronovo no lugar de Brian Tichy, que deixou a banda para seguir outros projetos. A produção de Marti Frederiksen é responsável por uma sonoridade cheia e atemporal, que fica ainda mais cristalina em canções onde a banda tira o pé do acelerador e leva o feeling às alturas, como na bela "Set Me Free". A alta rodagem e experiência dos músicos, que somam passagens por bandas como Whitesnake, Dio, Mötley Crüe, Thin Lizzy e Journey, encorpam a música do Dead Daisies com um pedigree cheio de classe.
De modo geral, temos em "Burn It Down" um álbum de hard rock clássico, com canções que trazem belos riffs e algumas baladas para diminuir o ritmo. Tudo isso feito com ótimas ideias e belas soluções criativas que colocam o trabalho do The Dead Daisies, como já visto nos discos anteriores, em um nível superior.
O belo timbre vocal de Corabi reforça ainda mais o aspecto "clássico" do som do grupo, enquanto as guitarras de Aldrich e Lowy conduzem a banda por caminhos certeiros. Há ecos de AC/DC, Whitesnake, Bad Company, Free e outros gigantes, mas sempre sem exageros ou "clonagens" explícitas. A banda sabe trabalhar bem as suas influências, aplicando-as na construção de uma sonoridade própria. E de lambuja ainda entrega uma ótima versão para "Bitch", música dos Rolling Stones presente no álbum "Sticky Fingers" (1971).
Quem gosta de rock tem que ouvir.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Você também é guitarrista?": Quando a Rainha da Inglaterra conheceu lendas do instrumento
O melhor baixista da história do heavy metal, segundo o Loudwire
Edu Falaschi pede desculpa a Rafael Bittencourt por conflito no Angra e ouve: "Eu amo você"
A melhor música de "Brave New World", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Rafael Bittencourt conta pela primeira vez a promessa que fez ao pai de Edu Falaschi
O disco mais extremo da carreira de Rick Rubin; "Todo mundo tinha medo"
Taylor Hawkins sobre tocar no Foo Fighters: "Há coisas que faço que Dave Grohl não faria"
David Ellefson solta o verbo contra o ex-companheiro Dave Mustaine; "Vá se f*der"
O melhor disco de death metal de cada ano, de 1985 até 2025, segundo o Loudwire
Edu Falaschi atualiza sobre possível reunião do Angra ao estilo Helloween
O melhor disco de heavy metal de cada ano da década de 1970, segundo o Loudwire
A ideia do Queen que Brian May não repetiria hoje; na época, parecia "inocente e divertido"
A lição de Bruce Dickinson e Dave Murray do Iron Maiden que marcou Edu Falaschi
Tom Morello largou mão do Yngwie Malmsteen para o Rage Against The Machine existir
De quase padeiro a show esgotado: como Joe Lynn Turner salvou a carreira de Edu Falaschi
O hit dos Beatles que John Lennon elogiou: "Paul McCartney, essa é minha favorita sua"
A banda de rock que Dave Grohl acha boba demais: "Eu realmente acredito nela? Bem, não"
Vocalista do DevilDriver manda a real para Bruce Dickinson sobre maconha em shows


Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia
"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Iron Maiden: uma análise sincera de "Senjutsu"



