Michael Schenker: essa ressurreição merece uma grande festa
Resenha - Resurrection - Michael Schenker
Por Ricardo Seelig
Postado em 11 de julho de 2019
Michael Schenker é um dos maiores guitarristas da história. E também é dono de um dos temperamentos mais instáveis e difíceis do show business. Sua passagem pelo Scorpions e o período no UFO, onde alcançou o status de guitar hero, foram pródigos em grandes canções e também em tretas memoráveis. E foi justamente essa incapacidade em permanecer por muito tempo em uma banda que acabou prejudicando a carreira de Michael. Caso tivesse sido mais estável, o reconhecimento para o seu incrível talento seria muito maior.
Michael Schenker - Mais Novidades
Pois bem. Celebrando sua carreira, o guitarrista criou o Michael Schenker Fest, show que rodou alguns países trazendo na bagagem os vocalistas Robin McAuley (parceiro no Michael Schenker Group), Gary Barden (também ex-MSG), Graham Bonnet (ex-Rainbow, Alcatrazz e MSG) e Doogie White (ex-Rainbow e Michael Schenker’s Temple of Rock). A boa aceitação a essas apresentações motivou a gravação de um disco não apenas com o quarteto de vocalistas, mas também com as participações de Kirk Hammett, Steve Mann (guitarra e teclado), Chris Glen (baixo) e Ted McKenna (bateria).
Ainda que longe de seus melhores momentos no UFO, "Resurrection" é um bom álbum. A sensação é de estarmos ouvindo um trabalho honesto, onde Schenker passeia pelas diversas facetas de sua carreira, ora aproximando-se do heavy metal ora caminhando pelas estradas do hard rock.
A presença de Hammett na música de abertura dá um ótimo início ao disco. Fã de longa data do alemão, Kirk duela com Michael nos solos da canção, emulando seu estilo e mostrando que pode fazer muito mais do que faz no Metallica. E é preciso dizer: como é bom ouvi-lo solar sem o uso do pedal wah-wah.
Ainda que em alguns momentos o disco aproxime-se demasiadamente do pop, como na fraca "Messin' Around", o saldo final é positivo. Doogie White é o grande destaque, e a cada vocal seu fica a sensação de que ele merecia chegar mais longe do que chegou. Graham Bonnet aparenta estar com a voz já cansada, mas ainda consegue entregar bons momentos. E Robin McAuley continua o bom vocalista de sempre. Os quatro cantam juntos em apenas duas músicas, "Warrior" e "The Last Supper", e quando isso acontece o trabalho ganha outra proporção, com as canções chegando a lembrar, estruturalmente, o que Tobias Sammet faz à frente do seu Avantasia.
Um bom disco de rock, como há algum tempo Michael Schenker não entregava aos fãs.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
A música que Ian Gillan considera a melhor de sua carreira, acima dos clássicos do Deep Purple
A banda de metal que Gene Simmons dizia que iria tomar o lugar do Kiss
Zakk Wylde lembra breve período como guitarrista do Guns N' Roses
A melhor música dos Rolling Stones, segundo a Paste Magazine
As 10 melhores músicas do Anthrax com John Bush nos vocais, segundo o Metal Sucks
Para Marty Friedman, Nick Menza foi uma das razões para o sucesso do Megadeth
A divergência entre Max Cavalera, Jack Black e Michael Sweet sobre o grunge
O cantor que deixou Robert Plant e John Bonham impressionados; "algum dia seremos assim?"
A música do Van Halen que desagradou fãs antigos, mas fez gravadora sentir cheiro de dinheiro
Por que o Led Zeppelin nunca alcançou a popularidade dos Beatles, segundo John Paul Jones
Tony Iommi ficou em choque ao ver Ozzy durante ensaios para último show do Black Sabbath
Os três álbuns de estúdio que Alice Cooper não lembra de ter gravado
A banda influenciada pelo Iron Maiden que Bruce Dickinson elegeu como sua favorita
Como AC/DC e Angus Young ajudaram Dave Mustaine a criar solo de "Holy Wars"
Roger Waters relembra sua colaboração com David Gilmour no hit "Wish You Were Here"
A opinião de Andreas Kisser sobre irmãos Cavalera regravarem discos do Sepultura
A arriscada escolha do Titãs que Renato Russo não entendeu, mas eles estavam certos

Ritchie Blackmore aponta os três melhores guitarristas de todos os tempos



