Manilla Road: um dos discos mais cultuados do heavy metal
Resenha - Open the Gates - Manilla Road
Por Ricardo Seelig
Postado em 07 de julho de 2019
Quarto álbum da banda norte-americana Manilla Road, "Open the Gates" é um dos discos mais cultuados do heavy metal dos anos 1980 e possui uma legião de fãs aqui no Brasil. Sabendo disso, a Hellion Records relançou o título em CD, para alegria de quem coleciona e quer conhecer mais sobre uma banda pouco falada e sobre um dos períodos mais criativos da música pesada.
Na época, o Manilla Road havia trocado de baterista, e "Open the Gates" marcou a estreia do novo dono do posto, Randy Foxe, que substituiu Rick Fischer. O disco soa como uma evolução de seu predecessor, "Crystal Logic" (1983), e apresenta uma sonoridade mais pesada e muito mais épica do que os dois primeiros trabalhos do grupo, que tinham uma pegada mais hard rock. Essa nova abordagem se reflete nas músicas, que em sua maioria foram inspiradas nas lendas arturianas e nos mitos nórdicos, explorando um direcionamento lírico que seria comum nos anos seguintes em grande parte da cena power metal.
O álbum possui uma sonoridade bem crua, com os instrumentos, notadamente a bateria, bem na cara. É algo bem longe da sonoridade atual das bandas de metal, com menos graves e muito menos recursos do que estamos habituados a encontrar no metal moderno. Há uma certa similaridade com gigantes da NWOBHM como Iron Maiden e, principalmente, o Saxon. A proximidade entre as duas bandas é bastante evidente no período, com o Manilla Road soando quase como uma banda irmã do Saxon.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
As faixas mostram um heavy metal clássico e técnico, com ideias imaginativas e bem elaboradas e com a maioria dos ingredientes que iriam fazer nascer, pouco tempo depois, o power metal. Não é errado imaginar que os músicos do Helloween, por exemplo, tenham colocado os ouvidos em Open the Gates.
O trabalho de guitarra do também vocalista Mark Shelton é um destaque onipresente, com bons riffs e ótimos solos, que invariavelmente se desdobram em belas melodias. Nas faixas mais agressivas, como a abertura com "Metalstrom", o Manilla Road chega até mesmo a se aproximar da nascente cena thrash metal da época. Há lindos momentos em Open the Gates, como a arrepiante "The Ninth Wave", "Heavy Metal to the World" (com um clima bem Motörhead e com uma pegada super agressiva) e o encerramento com a climática e atmosférica "Witches Brew".
A bela capa, criada pelo artista Eric Larnoy, também merece elogios.
A edição lançada no Brasil pela Hellion Records vem com o áudio remasterizado e três faixas bônus: "Touch the Sky (Early Rehearsal)", "Witches Brew (Live 1987)" e "Weaver of the Web (Live 2011)".
Se você é fã de heavy metal, aqui está um CD imperdível para a sua coleção.
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