Sepultura: em 1993, banda alcança o topo do mundo
Resenha - Chaos A.D. - Sepultura
Por Mateus Ribeiro
Postado em 03 de julho de 2019
Nota: 10 ![]()
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Não há dúvidas que o Sepultura é a maior banda brasileira de metal que já existiu (muito por conta dos seis primeiros lançamentos, é bem verdade). Porém, há pouco mais de duas décadas, o grupo era também um das maiores bandas de metal desse monumento mastodôntico conhecido como Planeta Terra.
Os primeiros discos trazem um thrash/death rápido, brutal. Não havia muita moda, era porrada atrás de porrada, tudo embalado por uma velocidade absurda. Porém, em 1993, a sonoridade do grupo passou por uma grandiosa mudança: obviamente o peso era a base de tudo, mas começaram a aparecer algumas passagens mais alternativas, batidas tribais, com toques de hardcore e até mesmo da música brasileira. O mundo conheceu o clássico, versátil e fundamental "Chaos A.D.".
Apostando em letras críticas e mudanças marcantes, o Sepultura conquistou o mundo. Até hoje "Refuse/Resist", "Terrytory", "Propaganda", "Slave New World" e "Biotech Is Godzilla" continuam atuais e influenciam músicos mundo afora. Aliás, cabe aqui ressaltar que "Chaos A.D." tem uma importância gigantesca para o surgimento de inúmeras bandas e discos do que anos depois veio a ser chamado de new metal. Vale lembrar também a ótima "Kaiowas", mostrando toda a "brasilidade" da banda".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
É claro que o disco conta com outras faixas de destaque, como a quase instrumental "We Who Are Not as Others", "Nomad", "Manifest" e o cover sensacional para "The Hunt", do New Model Army.
"Chaos A.D." abriu as portas para o Sepultura chocar e conquistar de vez o mundo. Poucas vezes o universo da música presenciou algo tão pesado, original e bem feito quanto o material apresentado no disco lançado em 1993.
Anos depois, o Sepultura mostraria com "Roots" que estava preparado para se consagrar como a maior potência sonora do planeta, mas como todos sabem, as coisas não funcionaram tão bem.
De qualquer forma, o legado da banda ficou escrito, e atualmente, os membros restantes se esforçam para manter o nome em evidência. Podem fazer um bom trabalho, mas nenhum chegará perto do impacto causado por "Chaos A.D.", um álbum subversivo, pesado e desafiador, já que em 1993 o metal não estava tão em alta.
Uma obra prima que deve ser não apenas ouvida, mas cultuada!
Clássico, necessário, fundamental, obrigatório!
Ano de lançamento: 1993
Faixas:
"Refuse/Resist"
"Territory"
"Slave New World"
"Amen"
"Kaiowas"
"Propaganda"
"Biotech Is Godzilla"
"Nomad"
"We Who Are Not as Others"
"Manifest"
"The Hunt"
"Clenched Fist"
Formação:
Max Cavalera: guitarra/vocal
Andreas Kisser: guitarra
Igor Cavalera: bateria
Paulo Jr. baixo
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