ZERØ: Letras introspectivas, melancólicas e desprezo pela indústria
Resenha - Carne Humana - ZERØ
Por Ricardo Cunha
Postado em 19 de maio de 2019
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
ZERØ é uma banda de Rock Brasil formada em 1983 por Fabio Golfetti, Alberto "Beto" Birger, Cláudio Souza, Gilles Eduar, Nelson Coelho e Guilherme Isnardque na cidade de São Paulo. O grupo surgiu numa época em que as bandas do estilo eram marcadas por um lirismo insipiente, e, justamente por isso, uma época romântica.
Carne Humana (1987) traduzia o romantismo de uma época que de romântica tinha bem pouca. O país era transpassado por crises subsequentes. Muitos planos econômicos fracassados e o desemprego somava-se à inflação criando monstros que brincavam com a realidade nos infantilizando. Nossos medos juvenis fortaleciam os monstros sociais e existência parecia mais difícil de ser suportada. Mas havia os idealistas que, com sua arte nunca deixaram a esperança morrer. ZERØ era considerada existencialista em sua essência e isso estava explícito nas suas letras inspiradas em traduções pessoais das obras do filósofo existencialista Nietzsche. Suas músicas espelhavam angústias juvenis no momento que precedia a transição do regime militar para a "democracia" e conseguiam expressar o sentimento de muitos jovens que desejavam e lutavam por dias melhores. Suas músicas, produziam a sensação de um enorme desconforto e isso parecia nos encorajar a enfrentar os monstros da existência de uma forma silenciosa e bela. Era uma forma simples, mas eficaz de denunciar e protestar contra todas as formas de anti-liberdades. A banda tornou-se símbolo de sua época por causa de letras introspectivas e melancólicas e por demonstrar desprezo pela indústria da música.
Por razões não oficialmente comunicadas e, alegando apenas "falta de interesse", Guilherme Isnard anunciou em 1989 que o ZERØ estava encerrando suas atividades. Como herança, deixou, um único disco. Por fim, de acordo com a Wikipedia, Guilherme mudou-se para Nova Friburgo (RJ) onde trabalhou em outros projetos, entre eles uma banda cover do "Roxy Music" e outro do "Bryan Ferry Roxy Nights", além de ter trabalhado como padeiro. Rick Villas-Boas viveu por um tempo na Holanda mas, retornou para o Brasil; Eduardo Amarante mudou-se para Aracaju, onde é dono de um bar; Malcolm Oakley tornou-se publicitário; e Freddy Haiat mudou-se para Jericoacoara/CE com seu irmão Alec, onde ambos abriram uma loja de instrumentos musicais.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor cantor do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
"Um baita de um babaca"; o guitarrista com quem Eddie Van Halen odiou trabalhar
Mick Mars perde processo contra o Mötley Crüe e terá que ressarcir a banda em US$ 750 mil
O guitarrista que Ritchie Blackmore acha que vai "durar mais" do que todo mundo
O melhor disco de thrash metal de cada ano da década de 90, segundo o Loudwire
A banda clássica dos anos 60 que Mick Jagger disse que odiava ouvir: "o som me irrita"
O que Paulo Ricardo do RPM tem a ver com o primeiro disco do Iron Maiden que saiu no Brasil
Slash promete que o próximo disco do Guns vai "engrenar rápido", e explica mudanças nos shows
Agenda mais leve do Iron Maiden permitiu a criação do Smith/Kotzen, diz Adrian Smith
Os melhores álbuns de hard rock e heavy metal de 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
Extreme confirma shows no Brasil fora do Monsters of Rock; Curitiba terá Halestorm
A banda punk que Billy Corgan disse ser "maior que os Ramones"
Os guitarristas mais influentes de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
David Gilmour escolhe a melhor letra escrita por Roger Waters, e quase ninguém conhece a música
Regis Tadeu explica porque o Sepultura jamais atingiria a popularidade do Metallica
Conheça todos os 11 músicos que já tocaram na Legião Urbana além de Russo, Bonfá e Dado


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



