Kreator: A revolução violenta que fez a banda renascer
Resenha - Violent Revolution - Kreator
Por Mateus Ribeiro
Postado em 25 de abril de 2019
Nota: 10 ![]()
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A década de 1990 foi um período turbulento para o Kreator. O disco "Renewal"(1992) marca o início de uma fase mais experimental da banda, que inseriu elementos de gothic e industrial nos lançamentos posteriores. Toda essa salada (que desagradou os fãs mais tradicionalistas, pra variar) culminou no controverso e ousado "Endorama" (1999), que se mesmo sendo mais criativo que seus antecessores "Outcast" (1997) e "Cause For Conflict" (1995), não causou a melhor das impressões.
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Se por um lado, a banda explorou novos horizontes e fugiu da mesmice, por outro, as raízes do Kreator se encontravam no metal, e os seguidores da banda esperavam uma volta às origens. E esse retorno aconteceu em 2001, com o lançamento do magnífico "Violent Revolution".
A primeira faixa do álbum, "Reconquering The Throne", com o perdão do trocadilho, mostra que a banda estava reconquistando o trono. Riffs cortantes, bateria pulsante, vocais raivosos mostram que o Kreator havia inovado mais uma vez, porém, sem deixar o peso tão de lado como havia deixado em outras oportunidades.
Depois de uma breve introdução, a faixa título é um dos melhores momentos do disco, e com todos os motivos, se tornou um dos maiores clássicos da banda. Outras grandes músicas como "Second Awakening", "Replicas Of Life" (que traz um pouco do espírito de "Endorama" em seu início), "Ghetto War", "All Of The Same Blood" e "Servant In Heaven, King In Hell" mostraram que o Kreator não havia parado no tempo. Afinal,mesmo fazendo um som parecido com o que fazia no passado, continuava investindo em uma sonoridade mais moderna, só que dessa vez, ao contrário do que havia feito antes, investiu mais em peso e menos em elementos distantes das origens do grupo.
Conforme dito acima, a banda apostou em uma mescla de passado e presente. Nas primeiras audições, é possível notar toques de estilos que cresceram nos anos 90, como o death melódico, ao mesmo tempo que a gloriosa estupidez dos primeiros discos estava presente, porém, de maneira mais civilizada.
Como era de se esperar, "Violent Revolution" foi um sucesso, e colocou o Kreator de volta no caminho de glórias. Outros grandes discos como "Enemy of God" e "Hordes Of Chaos" continuaram seguindo a receita de peso, velocidade, raiva e técnica, mistura que deu muito certo, e continua sendo a base do som da banda.
Se você não é fã da banda, e deseja conhecer o trabalho dos caras, vá sem medo. Se você admira o trabalho de Mille e seus comparsas, faça como este que vos escreve, e ouça "Violent Revolution" até a orelha sangrar.
Ano de lançamento: 2001
Faixas:
"Reconquering the Throne"
"The Patriarch"
"Violent Revolution"
"All of the Same Blood"
"Servant in Heaven – King in Hell"
"Second Awakening"
"Ghetto War"
"Replicas of Life"
"Slave Machinery"
"Bitter Sweet Revenge"
"Mind on Fire"
"System Decay"
Formação:
Mille Petrozza — guitarra, vocal
Jürgen "Ventor" Reil — bateria
Christian Giesler — baixo
Sami Yli-Sirniö — guitarra
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