Iron Maiden: Em 1981, o primeiro registro ao vivo da banda
Resenha - Maiden Japan - Iron Maiden
Por Thomas Engel
Postado em 20 de março de 2019
Hoje um CLÁSSICO que se tornou uma raridade no meio do vinil, chegando a sair (por um tempo) da discografia oficial da banda,
Maiden Japan é um EP ao vivo (apesar de existirem versões com todas as músicas do show vendendo online) e o primeiro registro ao vivo oficial da banda (e último com Paul Di'Anno, que deixa a banda nesse mesmo ano), com uma belíssima capa do Derek Riggs mostrando o Eddie com uma Katana (espada tradicional japonesa) em um cenário com diversos holofotes, podendo ser tanto um palco da banda como uma apresentação de espada (vai da interpretação de cada um).
Também existe uma capa (extremamente rara) que mostra esse mesmo Eddie segurando a cabeça recém degolada de Paul, dando a entender que foi de fato o último lançamento com ele na banda.
Não vou falar sobre o que fala cada música, até porque já o fiz nas resenhas anteriores. Com discos ao vivo vou focar na execução das músicas.
Antes de tudo vale comentar que se você não tem o hábito de escutar vinil, esse disco é um bom começo, por ser curto (apenas 5 músicas) você consegue digerir bem o que está ouvindo e "digere" bem as músicas, é um disco bem gostoso de ouvir várias vezes seguidas.
RUNNING FREE já começa naquele pique, mais rápida que no disco de estúdio e com o diferencial de Adrian Smith na segunda guitarra, onde a sincronia da dupla no solo é de se tirar o chapéu (coisa bem difícil de se fazer ao vivo). Vale citar as foderosas viradas de batera de Clive Burr.
REMEMBER TOMORROW tem aquele clima melancólico (e corro riscos de vida dizendo isso, mas também um pouco progressivo). Provavelmente é a melhor performance vocal de Paul no disco. As transições também são mais rápidas que no disco, onde você consegue imaginar a intensidade do bate-cabeça no momento. Um destaque pro solo que é uma aula de boa fritação na guitarra, onde as duas guitarras alternam em seus solos antes de uma frase conjunta (claro, em guitarras gêmeas).
WRATHCHILD é praticamente uma reprodução exata do disco! só não é 100% igual por causa da voz de Paul que chega a falhar um pouco e alguns solos adicionais de Adrian, mas mostra a intensidade de um show da banda na época.
KILLERS não deixou a desejar! o puro e genuíno heavy metal sendo executado com louvor, digno de uma banda precursora do gênero. Nota-se um cansaço na voz do Paul mas é perdoável dado ao fato de que um show desses deve realmente cansar alguém com pouco preparo (por mais que goste da fase com Paul, ele não teve o mesmo preparo como um Bruce Dickinson ou um Rob Halford, por isso também que ele deixa a banda logo depois).
INNOCENT EXILE mostra que Steve Harris está errado quando diz que não é um bom baixista! a execução é perfeita e encerra o disco com chave de ouro! o pequeno solo em gêmeas é extremamente bem executado e sincronizado. Lembro-me de me viciar nessa música após ouvir essa versão.
line up:
Paul Di'Anno - vocal
Dave Murray - guitarra
Adrian Smith - guitarra, backing vocal
Steve Harris - baixo, backing vocal
Clive Burr - bateria
tracklist:
Running Free
Remember Tomorrow
Wrathchild
Killers
Innocent Exile
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