Sentenced: The Funeral Album é despedida em grande estilo
Resenha - Funeral Album - Sentenced
Por Mateus Ribeiro
Postado em 12 de fevereiro de 2019
Nota: 10 ![]()
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O SENTENCED foi um dos grandes nomes do metal europeu na década de 1990. No início da carreira, os finlandeses faziam Death Metal, que depois passou para o Death Melódico, e por fim, o som da banda era uma mistura de gothic com Heavy Metal.

Após álbuns com relativo sucesso, a banda anuncia no início de 2005 que iria encerrar as atividades, mas que antes, um álbum seria lançado. Então, em maio de 2005, o SENTENCED lança "The Funeral Album" (um título pra lá de sugestivo).
O oitavo disco é um misto de emoções e influências. Algumas músicas são mais rápidas, outras mais cadenciadas, sobrando espaço, é óbvio, para as baladas tristes (e o SENTENCED sabia fazer isso como ninguém) e muita ironia.
O disco conta com muitos destaques, e um deles é a faixa de abertura, "May Today Become The Day", que com seu riff heavy chega a dar a falsa impressão de que o disco tem um clima mais "feliz". Não tem. E a próxima faixa, a clássica "Ever Frost" já deixa isso bem claro, tanto pela sua melodia carregada quanto pelo seu clip, que mostra algo parecido com o enterro da banda.

Falando em enterro, o clima de despedida continua marcando presença na linda e melancólica "We Are But Falling Leaves" (a música mais triste do álbum) e "Her Last 5 Minutes".
Após a breve intro (muito pesada, por sinal) "Where Waters Fall Frozen", chega um dos momentos mais brilhantes do disco: "Despair- Ridden Hearts". Uma música mais Heavy (que começa com um clima de cadeia do velho oeste), com um baita trabalho vocal por parte de Ville Laihiala. Acredite você ou não, a sexta faixa do disco chega a ser até mesmo empolgante (o que pode parecer uma ofensa para os fãs de SENTENCED).
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Após um momento um pouco mais "relax", temos "Vengeance Is mine", e como você deve ter imaginado pelo título, a música é ódio puro. O refrão dessa música, aliás, é um dos melhores do disco, e da carreira da banda. O coro de vozes no meio da música também é algo sensacional.
A última parte do disco começa com "A Long Way To Nowhere", que também é pesada. O clima de despedida começa a dar as caras com as emblemáticas "Consider Us Dead" e "Lower The Flags". Os momentos um pouco mais "pra cima" voltam com "Drain Me", mas sabe quando aquele ente querido está muito mal, melhora um pouco, e dias depois acaba morrendo? Pois bem...

A instrumental "Karu" é o prelúdio para o tiro de misericórdia, disparado pela monumental "End Of The Road" (outro título certeiro). Cuidadosamente escolhida como a última faixa do ato derradeiro da banda, é um tema de despedida mais que perfeito. Uma composição apoteótica, digna de fechar com chave de ouro uma carreira tão brilhante.
O oitavo disco do SENTENCED é um dos melhores e mais sólidos discos da década passada. Pesado, melodioso e melancólico. Todos esses elementos foram combinados de maneira muito harmoniosa, tornando sua audição um misto de satisfação e tristeza (ocasionada pelo final da banda). Aliás, o clima de adeus toma conta do disco, o que torna sua audição uma experiência pra lá de marcante.

Musicalmente falando, não tem muito segredo, é o SENTENCED de sempre: riffs matadores, trabalho vocal excelente, uma cozinha que não faz espetáculos, mas cumpre com maestria seu papel. Um som que está longe de ser simples, mas que pega o ouvinte pela emoção, e não pelos malabarismos instrumentais.
Por fim, o SENTENCED definitivamente acabou, e conforme prometido, não foi feita nenhuma reunião caça níquel até o momento (e após a morte do guitarrista Miika Tenkula, as chances foram enterradas).

Um disco marcante, lendário, que encerrou as atividades do SENTENCED com muita honra e dignidade.
Clássico.
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