Ancient Bards: um dos melhores do power/sinfônico de 2019

Resenha - Origine - Black Crystal Sword Saga Part 2 - Ancient Bards

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Por Victor de Andrade Lopes
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Foi por meio de uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo que o sexteto italiano de power metal sinfônico Ancient Bards chegou ao seu quarto disco de estúdio, Origine - The Black Crystal Sword Saga Part 2, o primeiro com o guitarrista Simone Bertozzi, que passou quatro anos sendo membro de apoio do grupo antes de ser efetivado.

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A banda prometeu que este seria o maior álbum já feito por eles. Com efeito, ele empolga em quase todos os momentos e faz valer cada centavo que os fãs confiaram no site Indiegogo (a campanha arrecadou 169% da meta). Agora, se ele supera todos os três ótimos trabalhos de estúdio anteriores dessa rapaziada italiana, já são outros 500...

Enfim, Origine (chamá-lo-ei apenas assim daqui em diante) começa com uma introdução clichê (termo que aqui significa "narração orquestrada") autointitulada (apenas "Origine" mesmo) que prepara o terreno para "Impious Dystopia", uma faixa enérgica, acelerada, dinâmica, em suma, um excelente cartão de visitas.

No "meião" do álbum, temos "Fantasy's Wings" e "Aureum Legacy", que desaceleram um pouco as coisas (sem detrimento da qualidade) até chegarmos a "Light", uma balada verdadeiramente tocante e totalmente desprovida daquele ar burocrático que canções similares carregam; "Oscurità", que retoma o ritmo com altas orquestrações e coros; e "Titanism", que mantém a peteca lá em cima, com mais foco no metal.

Abrindo a reta final, a progressão, repetitividade e grandiosidade de "The Hollow" chegam concedendo a ela uma fortíssima pegada de introdução. A música poderia ter sido colocada no lugar de "Origine" tranquilamente, exceto pela questão das letras, é claro. No fim, acaba soando como um longo interlúdio que liga nada a lugar nenhum.

Depois de "Home of the Rejects", faixa morna, porém dona de um notável refrão, chegamos à épica "The Great Divide", com seus quase 15 minutos muito bem preenchidos por tudo o que o Ancient Bards tem a oferecer de melhor, incluindo um interlúdio sereno e pouco denso com destaque ainda maior para os vocais femininos.

As alas mais trogloditas da comunidade metal são insensíveis à beleza de um metal épico e misturado a orquestrações e por isso rejeitam esta e outras bandas consideradas "nerds" demais. Só que isso as priva não apenas de um quinteto instrumental de competência acima de qualquer suspeita, mas também da belíssima voz de Sara Squadrani, que rouba a cena numa performance de arrepiar.

Como disse ao abrir esta resenha, eu não me apressaria em dizer que este realmente é o melhor álbum do Ancient Bards. Mas que é um puta dum disco, com certeza é. Mal terminamos o mês de janeiro e já acho difícil pensar numa lista de melhores do power metal/metal sinfônico de 2019 sem a presença de Origine...

Abaixo, o clipe de "Impious Dystopia":

Track-listing:
1. "Origine"
2. "Impious Dystopia"
3. "Fantasy's Wings"
4. "Aureum Legacy"
5. "Light"
6. "Oscurità"
7. "Titanism"
8. "The Hollow"
9. "Home of the Rejects"
10. "The Great Divide"

Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/OTBCSSP2




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Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 77507/SP) formado pela PUC-SP com extensões em Introdução à História da Música e Arte Como Interpretação do Brasil, ambas pela FESPSP, e estudante de Sistemas para Internet na FATEC de Carapicuíba, onde mora. É também membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil e responsável pelo blog Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cultura pop, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados e misturas. Toca piano e teclado nas horas livres.

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