Boundary: para aqueles que dizem que o Metal e o rock morreram
Resenha - O.O.S. (Overdose of Sins) - Boundary
Por Ivison Poleto dos Santos
Postado em 28 de dezembro de 2018
Esse álbum é para aqueles que batem no peito para dizer que o Heavy Metal, e o rock, claro, morreram. Obviamente que ninguém que conhece o gênero, e a cena, vai dizer uma asneira dessas, mas vá lá, tem gente que acha que sabe mais que o rei, e o nosso Brasil está cheio deles.
Acho que já disse aqui que o Heavy Metal é um movimento musical histórico, quero dizer, as bandas novas aprendem com as bandas mais velhas. Nada vem por acaso, aquela guitarra mais distorcida é uma influência do Iron, ou do Sabbath, ou do Metallica, ou do Slayer, aquela música com aquele andamento é influência de tais outras bandas e por aí vai. E assim a máquina musical do Heavy Metal vai lenta, mais seguramente, progredindo.
É isso exatamente o que vemos neste Boundary "Overdose of Sins", uma banda que aprendeu com o legado anterior, incorporou-o em sua música fazendo um belo uso dos ensinamentos. Uma banda que faz um Heavy Metal moderno, excitante e atualizado. Musicalmente falando, o Boundary lembra bastante o Guns N' Roses e o Mötley Crüe, mas como doses generosas do Metallica na era do "Black Album". O grande achado é a utilização das pentatônicas para compor os riffs e os solos de guitarra. Isso é para quem achava que as velhas técnicas estavam perdidas. Não estão. Não é só subir e descer escalas maiores e maiores, tem de ter paixão e emoção. E isso o Boundary tem de montão.
São ao todo onze faixas em "Overdose of Sins". Todas elas muito bem compostas com ideias plenamente satisfeitas. Algumas faixas, no entanto, como "Quit the Torment", mostram que a influência do Metallica é bastante forte principalmente nos vocais e nos solos de guitarras com aquele whah característico. Outra coisa bastante peculiar no Boundary é que o baixo toma a liderança em algumas faixas. Isso dá um efeito incrivelmente pesado às músicas. Pena que muitas bandas se esqueçam disso. "Resurrection" é uma faixa que lembra a grande usina de riffs que o Boundary coloca em "Overdose of Sins" e que ainda há muito o que fazer. O Boundary faz isso para nós. De novo.
Bom minha criança da noite, "Overdose of Sins" é um álbum para fazê-lo relembrar dos anos maravilhosos, mas não para trazer saudades deles porque eles se foram. Eles não se foram, continuam vivos em bandas como o Boundary que continuam mantendo o espírito vivo e alto. Se me permite, vá direto a "Wasting Time" e divirta-se.
Boundary "Overdose of Sins" será lançado em 18 de janeiro de maneira independente.
Lista de músicas:
First Line
Better Off Dead
City Of Madness
The Curse
Overdose Of Sin
War
Break The Wall
Quit The Torment
Resurrection
L.N.D.A.
Wasting Time
Assista ao vídeo de "Overdose of Sin" aqui:
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A maior banda do Brasil de todos os tempos, segundo Andreas Kisser do Sepultura
Regis Tadeu esclarece por que Elton John aceitou tocar no Rock in Rio 2026
Guns N' Roses anuncia valores e início da venda de ingressos para turnê brasileira 2026
As 3 bandas de rock que deveriam ter feito mais sucesso, segundo Sérgio Martins
Para Edu Falaschi, reunião do Angra no Bangers Open Air será "inesquecível"
Os melhores covers gravados por bandas de thrash metal, segundo a Loudwire
Os quatro clássicos pesados que já encheram o saco (mas merecem segunda chance)
James Hetfield deu o "sinal verde" para vocalista do Paradise Lost cortar o cabelo nos anos 90
O disco do Dream Theater que Felipe Andreoli levava para ouvir até na escola
A maior canção já escrita de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
Hall da Fama do Metal anuncia homenageados de 2026
O baterista que ameaçou encher Ronnie James Dio de porrada caso ele lhe dirigisse a palavra
Mantas convidou Cronos para reunião da formação clássica do Venom
Para Lobão, a maior banda de rock do mundo dos dias de hoje é brasileira
A melhor banda ao vivo de todos os tempos, segundo o lendário Joey Ramone
A música emocionante do Yes que mexe com os sentimentos de Steve Harris e Geddy Lee
Manowar: eles vivem o que pregam ou é tudo marketing? Marcus Castellani responde
O baterista com melhor som de bumbo da história, segundo o lendário Phil Collins
"Ascension" mantém Paradise Lost como a maior e mais relevante banda de gothic/doom metal
Trio punk feminino Agravo estreia muito bem em seu EP "Persona Non Grata"
Svnth - Uma viagem diametral por extremos musicais e seus intermédios
Scorpions - A humanidade em contagem regressiva



