Boundary: para aqueles que dizem que o Metal e o rock morreram

Resenha - O.O.S. (Overdose of Sins) - Boundary

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Ivison Poleto dos Santos
Enviar correções  |  Ver Acessos

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Esse álbum é para aqueles que batem no peito para dizer que o Heavy Metal, e o rock, claro, morreram. Obviamente que ninguém que conhece o gênero, e a cena, vai dizer uma asneira dessas, mas vá lá, tem gente que acha que sabe mais que o rei, e o nosso Brasil está cheio deles.

Slipknot: 12 histórias que retratam o quão insana a banda éRefrãos: alguns dos mais marcantes do Rock/Metal

Acho que já disse aqui que o Heavy Metal é um movimento musical histórico, quero dizer, as bandas novas aprendem com as bandas mais velhas. Nada vem por acaso, aquela guitarra mais distorcida é uma influência do Iron, ou do Sabbath, ou do Metallica, ou do Slayer, aquela música com aquele andamento é influência de tais outras bandas e por aí vai. E assim a máquina musical do Heavy Metal vai lenta, mais seguramente, progredindo.

É isso exatamente o que vemos neste Boundary "Overdose of Sins", uma banda que aprendeu com o legado anterior, incorporou-o em sua música fazendo um belo uso dos ensinamentos. Uma banda que faz um Heavy Metal moderno, excitante e atualizado. Musicalmente falando, o Boundary lembra bastante o Guns N' Roses e o Mötley Crüe, mas como doses generosas do Metallica na era do "Black Album". O grande achado é a utilização das pentatônicas para compor os riffs e os solos de guitarra. Isso é para quem achava que as velhas técnicas estavam perdidas. Não estão. Não é só subir e descer escalas maiores e maiores, tem de ter paixão e emoção. E isso o Boundary tem de montão.

São ao todo onze faixas em "Overdose of Sins". Todas elas muito bem compostas com ideias plenamente satisfeitas. Algumas faixas, no entanto, como "Quit the Torment", mostram que a influência do Metallica é bastante forte principalmente nos vocais e nos solos de guitarras com aquele whah característico. Outra coisa bastante peculiar no Boundary é que o baixo toma a liderança em algumas faixas. Isso dá um efeito incrivelmente pesado às músicas. Pena que muitas bandas se esqueçam disso. "Resurrection" é uma faixa que lembra a grande usina de riffs que o Boundary coloca em "Overdose of Sins" e que ainda há muito o que fazer. O Boundary faz isso para nós. De novo.

Bom minha criança da noite, "Overdose of Sins" é um álbum para fazê-lo relembrar dos anos maravilhosos, mas não para trazer saudades deles porque eles se foram. Eles não se foram, continuam vivos em bandas como o Boundary que continuam mantendo o espírito vivo e alto. Se me permite, vá direto a "Wasting Time" e divirta-se.

Boundary "Overdose of Sins" será lançado em 18 de janeiro de maneira independente.

Lista de músicas:

First Line
Better Off Dead
City Of Madness
The Curse
Overdose Of Sin
War
Break The Wall
Quit The Torment
Resurrection
L.N.D.A.
Wasting Time

Assista ao vídeo de "Overdose of Sin" aqui:



GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por escolha do autor os comentários foram desativados nesta nota.


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Boundary"


Slipknot: 12 histórias que retratam o quão insana a banda éSlipknot
12 histórias que retratam o quão insana a banda é

Refrãos: alguns dos mais marcantes do Rock/MetalRefrãos
Alguns dos mais marcantes do Rock/Metal

Sílvio Santos: The Number Of The Beast em ritmo de festaSílvio Santos
"The Number Of The Beast" em ritmo de festa

Corey Talor: "Axl é um pau no cu e quem espera por ele é otário"Metal Progressivo: os dez melhores álbuns do estiloMike Patton: "Lá estava eu, mijando no teleprompter de Axl Rose"Red Hot Chili Peppers: Dave Navarro não saiu da banda, nem foi demitido

Sobre Ivison Poleto dos Santos

Veterano das guerras metálicas. Pesquisador, escritor, resenhista, músico frustrado (por isso tudo o anterior). Ao contrário da opinião comum, acho que o melhor do Metal ainda está por vir e que existem grandes bandas novas por aí. Só procurar. No meu caso elas vêm até mim.

Mais matérias de Ivison Poleto dos Santos no Whiplash.Net.