Armored Dawn: Atende as expectativas, mas apenas isso
Resenha - Barbarians in Black - Armored Dawn
Por Renan Soares
Postado em 01 de março de 2018
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Se houve uma banda brasileira que me deixou otimista em relação ao seu novo disco que ainda estava por vir é o Armored Dawn, e eles nem precisaram fazer muito para deixar essa sensação em mim, apenas terem feito um álbum sensacional que foi o "Power of Warrior", lançado em 2016. Sendo assim, esperava para o "Barbarians in Black", segundo disco do grupo paulistano, um trabalho tão bom quanto.
Lembro que conheci a banda de uma forma repentina, quando um CD com quatro músicas deles caiu de dentro de uma edição da Roadie Crew que comprei. Além das quatros músicas, parei depois para ouvir o "Power of Warrior", seu debut, e tinha achado simplesmente um dos melhores sons que tinha descoberto naquela época. Toda a sonoridade e atmosfera viking característica deles havia me conquistado.
Enquanto o "Power of Warrior" me deu essa sensação, em contra-ponto, o "Barbarians in Black" não conseguiu fazer surtir o mesmo efeito.
Entendam de início que não estou dizendo que o disco é ruim, porque não é. O álbum apresenta uma sonoridade power metal bastante competente de forma técnica, e colocando mais velocidade nos riffs do que se era encontrada em seu antecessor, o peso, certamente, não deixa nada a desejar.
Mas, acho que o vocalista Eduardo Parras ter abandonado a sua voz "viking" (vamos chamar dessa forma) que foi bem característica no primeiro disco acabou não sendo tão vantajoso, tanto que no início do disco, na música "Beware of the Dragon" para ser mais específico, acabei demorando um pouco para reconhecer sua voz.
Isso sem falar que essa entonação diferenciada dada no vocal era o que deixava as músicas com aquela atmosfera medieval em sua sonoridade, o que foi perdida nesse novo trabalho.
A entonação foi mantida apenas na faixa "Sail Away", que foi lançada no fim de 2017 como primeiro single do álbum, música essa que classifico como a mais chata do disco.
Mas, para não dizerem que estou apenas focando na parte negativa, destaco as faixas "Bloodstone" (que também foi lançada como single), "Chance to Live Again", "Eyes Behind the Crow" e "Gods of Metal" como as que mais me agradaram nesse novo trabalho.
No geral, podemos dizer no "Barbarians in Black", o Armored Dawn fez seu dever de casa e conseguiu apenas tirar a nota miníma para não acabar indo para a recuperação. Ou seja, é agradável de ouvir, mas passa longe de ser algo tão sensacional quanto o primeiro CD.
TRACKLIST:
1- Beware of the Dragon
2- Bloodstone
3- Men of Odin
4- Chance to Live Again
5- Unbreakable
6- Eyes Behind the Crow
7- Sail Away
8- Gods of Metal
9- Survivor
10- Barbarians in Black
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



De Megadeth a Bruce Springsteen, as 10 músicas mais sombrias da história do rock
Mötley Crüe realiza trollagem com Extreme em último show de tour conjunta
Como surgiu a ideia de formar o Heaven & Hell, de acordo com Geezer Butler
A melhor introdução de bateria de todos os tempos, segundo Gastão Moreira
Hammerfall anuncia turnê latino-americana 2027 e confirma três sideshows do Bangers Open Air
Tony Iommi (Black Sabbath) fala sobre seu melhor amigo, Brian May (Queen)
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
Por que Lobão foi expulso da Blitz às vésperas do estouro, segundo o próprio
O metal do Angra respira: Alírio Netto e banda em noite iluminada.
Site indica que Pantera fará turnê latino-americana em 2027
Por que o Pink Floyd é considerada uma banda "preguiçosa"?
Bill Ward não quis participar da turnê de despedida do Black Sabbath
O filme dos anos 90 que fez Dave Mustaine dar boas risadas
O disco dos anos 70 que David Ellefson considera perfeito
As famosas bandas dos anos oitenta que Joey Ramone colocou no mesmo saco e chamou de "merda"
A falsidade do Heavy Metal que irrita Robert Plant, por isso ele detesta o gênero
Pearl Jam: os temas complexos abordados em "Daughter"
Dez covers que ficaram tão bons ou melhores que as versões originais, em lista da Metal Hammer

O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



