Melanie Klain: Apenas dizendo a verdade!
Resenha - Análise do Caos - Melanie Klain
Por Vitor Sobreira
Postado em 24 de julho de 2017
O famoso e luxuriante selo "Parental Advisory – Explicit Content", não é ostentado de graça, na detalhada capa feita pela arista Carol M. Navarro, pois as letras pagam muito bem esse preço, explicitando literalmente a podridão do nosso Brasil, no primeiro registro oficial da banda Melanie Klain, de 2016.
Formada em Mococa/SP, a proposta musical do Melanie Klain é muito vasta, pois os músicos não se prenderam unicamente em algum estilo. Para compor suas dez faixas (no total 12, já que a primeira, e a última são basicamente narrações). é muito fácil perceber referências de Thrash, Heavy, Groove, Prog e New – por causa do estilo narrado que o vocalista Duzinho, optou na maioria dos momentos. O conceito lírico, por sua vez, chega a ser atemporal, em se tratando de Brasil, pois sempre existiu e sempre existirá corrupções e tudo o que for de desonesto e vergonhoso.
A audição pode ser extensa, esbarrando nos 59 minutos, mas de maneira alguma, é maçante, até por que, variação é o que não falta em todas as composições. Além disso, os integrantes se saíram muito bem em seus instrumentos, e o ciclo se fechou com os processos de estúdio, que deixaram o som bem profissional – fruto do trabalho de produção da banda, juntamente com Fábio Dias, e as gravações no SeteStudio, em Guaxupé (MG). Como sempre ressalto, esses três fatores determinam e muito, a qualidade de um material.
"Desrespeitável Público", serviu muito bem como introdução, simulando aquelas apresentações circenses, onde já se começa a ouvir boas e revoltantes verdades, que muitos cidadão brasileiros sabem, mas que infelizmente, pouco podem fazer. "Abençoados por Deus", inicia de fato os trabalhos, a todo o vapor, e com aquilo que eu disse ali em cima: variedade! Passando pelas ótimas "Fé Cega", "Marcas do Abandono" e "Lavagem Cerebral", chegamos ao ‘gran finale’ com a agressiva faixa título "Análise do Caos" e com "Reflexão" – nos moldes da primeira faixa, mas como uma mensagem mesmo, ao ouvinte, com a marcante frase final: "… Eu não odeio o meu país, eu odeio o que fizeram com ele."
Ficou curioso? Então ouça, e curta ao máximo este trabalho, pois o lance aqui, é bom e verdadeiro!
Formação:
Duzinho (vocal);
Violla (guitarra);
Chapolim (guitarra e vocal);
Vic Escudero (baixo);
Pedro Bertti (bateria).
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