Fallen Idol: um trabalho honesto e arrebatador
Resenha - Seasong of Grief - Fallen Idol
Por Leandro Fernandes
Fonte: Roadie Metal
Postado em 22 de junho de 2017
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Impactante e criativo, assim podemos definir o trabalho do trio. Hoje, no Brasil são poucas as bandas que conseguem remeter algo tão saudosista desta forma. O Fallen Idol com o excelente trabalho "Seasons of Grief" consegue de uma forma simples e direta agradar facilmente os amantes de um bom Doom/Heavy, desde seu formato digipack até o último acorde pode-se dizer que chegaram perto de um trabalho perfeito.
O disco é curto, com sete faixas, mas convence de forma sutil e sem soar forçado. Algo a se destacar aqui são os trabalhos de backing vocals que trabalham em grande harmonia, assim como o setor primordial em uma banda, a famosa cozinha que é intensa, bem arrastada (como manda o figurino) e mostra bastante desenvoltura no baixo que se entende bem com o ritmo sincopado da bateria. Os riffs são bem trabalhados e solos curtos sem exageros que são bem engajados e executados no momento certo, sem firulas, quesito que não é muito agradável quando se trata de um Doom Metal de qualidade.
A obra se inicia com a obscura faixa titulo "Seasons of Grief", com excelentes passagens e marcações impostas pelo baixo (Márcio Silva executa um belo trabalho), sendo assim o disco se inicia primoroso. Seguindo para "Nobody’s Life" logo vem em mente uma das pioneiras do estilo, a excelente banda Candlemass, grande destaque desta faixa é o excelente solo, bastante variado e denso. Um ponto alto no disco é o vocal de Rodrigo Sitta que é bem encaixado e limpo, chegando em certos momentos no decorrer do disco, soar com bastante melancolia, fato que irá agradar e muito o ouvinte.
"Unceasing Guilt" é uma faixa interessante, bem arrastada e soturna, a linha de baixo executada é realmente interessante. A grande sacada do disco é "Heading For Extinction", o clima arrastado que se iniciara no disco fica um pouco de lado e dá lugar a um som mais rápido, riffs potentes e uma bateria mais variada, onde Ulisses Campos usa e abusa de seus bumbos, ou seja, se encaixa em um Doom/Heavy facilmente com direito a um refrão grudento, digna de "repeat". "The Boy and the Sea" segue a mesma linha, fato que muda um pouco em "Worsheep Me" que é bem diversificada, mas intensa e marcante.
Para encerrar com honrarias, "Satan’s Crucifixion" é intensa do início ao fim, bem executada, bem trabalhada juntamente com peso, velocidade e melancolia. "Seasons of Grief" é um trabalho honesto e arrebatador, os caras sabem realmente o que fazem. Se curte Paradise Lost, Trouble, Candlemass e outras voltadas para o estilo, disco mais do que recomendado.
Banda:
Rodrigo Sitta: Vocal e Guitarra
Márcio Silva: Baixo
Ulisses Campos: Bateria
Músicas:
01 - Seasons of Grief
02 - Nobody's Life
03 - Unceasing Guilt
04 - Heading for Extinction
05 - The Boy and the Sea
06 - Worsheep Me
07 - Satan's Crucifixion
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
A música de 1968 dos Beatles que é a pior de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
Bangers Open Air 2027 define data para anúncio do lineup completo
Metallica volta a tocar música que estava fora dos seus shows desde 2008
David Ellefson não faz mais parte da banda Dieth
Os dois clássicos do rock que Ian Anderson do Jethro Tull acha genéricos demais
Por que Angra não chamou Marco Antunes de volta, segundo Rafael Bittencourt
James Hetfield beija a noiva Adriana Gillett durante jogo do Las Vegas Raiders
Os 5 melhores discos do Metallica, segundo o Classic Rock History
Como Kerry King, do Slayer, foi parar em clipe do Beastie Boys
"Não consigo mais fazer isso"; a cruel frase que Freddie Mercury disse a Brian May
O corpo real da Paola de Rogério Skylab, entre representações de corpos e provocações
"O Type O Negative nunca foi tão grande quanto hoje", diz guitarrista Kenny Hickey
Aos 79 anos, Brian May (Queen) anuncia aposentadoria das turnês
Tom Araya, vocalista do Slayer, não é ateu, acredita em Deus e fez a Primeira Comunhão
A resposta de Renato Russo a quem compara Legião Urbana com Engenheiros do Hawaii

O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



