Patrick Pedroso: Desvendando os segredos do Labirinto
Resenha - Labyrinth - Patrick Pedroso
Por Vitor Sobreira
Postado em 02 de junho de 2017
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Muitos ainda possuem algum receio, quando o assunto é álbum instrumental – principalmente de um guitarrista. Mas, nada mais justo do que ouvir e apreciar um trabalho digno de respeito, feito por quem realmente nasceu para o "negócio", não é mesmo? Pois bem, eis que o guitarrista Patrick Pedroso, lançou seu primeiro disco oficial, ‘Labyrinth’, em 2015, e se mostrou uma grata surpresa a esse seguimento (dentro do Metal), no Brasil.
São 11 faixas, em um pouco mais de meia hora de pura jornada sonora, sem exageros ou exibicionismos supérfluos, em um empolgante e diversificado Heavy Metal/Rock, com sutis referencias do Power e conduzido por uma ótima captação e produção sonora. O jovem músico Patrick, além de brilhar com a guitarra, também tocou violão, cuidou da produção (ao lado do baixista/guitarrista Marcos Janowicks) e de todas as composições (com exceção de "New Days", composta pelo tecladista Anghelo Rodrigues), além de ainda ter estampado a capa do trabalho e o encarte – cujas fotos e arte, são creditadas ao fotografo Paulo Belotto e ao designer gráfico João Duarte.
Após a concisa introdução "New Ways", sentimos a força do Metal Tradicional com "Rage of Storm", onde levadas rápidas e riffs certeiros tem seu espaço garantido – já sendo possível de perceber que ‘Labyrinth’ não é um trabalho comum, pois esbanja coesão – entre as partes executadas por cada músico e nas composições em si. "Only Ashes" e "Revolution" (esta última, com uma pequena e suave lembrança de Iron Maiden) se apresentam com um pouco mais de peso, para chegar em "New Days", que pode enganar por parecer uma espécie de "balada", com alguns instantes lembrando um pouco Steve Vai, mas não abrindo mão de riffs pesados em outros.
Até aqui, diversidade e precisão são as palavras de foco, e não virtuosismo ou técnicas mirabolantes, que só servem para fazer inveja em outros músicos. Dando continuidade, "Some Creations" e "The New World Was Born" podem remeter a algo de Joe Satriani (uma das prováveis influências para Patrick).
Se "inspiration" tem nome de música do sueco Yngwie Malmsteen, isso fica apenas no título mesmo, pois o músico presta um tributo à inspiração que o moveu a compor e gravar este trabalho, enquanto que "Visons of Time" apresenta uma sessão bem bonita de violões, para descambar no retorno da velocidade, quase predominante, do Tradicional/Power, mas ainda com quebras de ritmo (que poderia ter aparecido de novo, pelo menos no meio do álbum), juntamente com "Sounds of Mind", que mescla o Tradicional a arranjos suaves. Por fim, "Freedom" encerra o trabalho como ele começou: de forma concisa, sem enrolações enfadonhas, apenas com interessantes teclados e alguns dedilhados de violão.
Como o disco apresenta um clima mais direto, ficou faltando da parte do guitarrista Patrick Pedroso, apostar em novas distorções e efeitos, bem como em mais técnicas diferentes, que se domadas, e não forem guiadas para o lado experimental da coisa, surtiria ainda mais resultados positivos. No mais, estão todos de parabéns!
Formação:
Patrick Pedroso (guitarras e violão);
Marcos Janowitz (baixo);
Jarlisson Jaty (bateria);
Convidados:
Marcos Janowitz (guitarra solo)
Jaison Danielli (violão)
Karim Serri (guitarra solo)
Anghelo Rodrigues (teclados).
Faixas:
01. New Ways
02. Rage of the Storm
03. Only Ashes
04. Revolution
05. New Days
06. Some Creations
07. The New World Was Born
08. Inspiration
09. Visions of Time
10. Sounds of Mind
11. Freedom.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
O pedido que Steve Harris negou a Nicko McBrain no primeiro show com o Maiden
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
Skid Row anuncia seu novo vocalista, Justin Sargent
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
Isa Nielsen anuncia nova banda de death metal e toca Sarcófago com Aquiles Priester
O tempo que Lemmy Kilmister levou para escrever "Mama, I'm Coming Home"
Ed Motta diz que não é muito fã do Rush por conta da voz de Geddy Lee
O vocalista que deu cano em Slash, e o guitarrista descobriu que ele estava com medo
A música do Iron Maiden que é a preferida de Nicko McBrain; "ela é muito especial para mim"
O que James Hetfield pensa de cantores que dublam nos próprios shows
O clássico do Queen que Rick Rubin tentou estragar de propósito; "Era uma gravação perfeita"
Os oito discos essenciais do thrash alemão, segundo a Ultimate Guitar
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
Dave Mustaine, do Megadeth, explica por que não usa guitarras de sete cordas
A canção questionadora de Raul Seixas que se complementa com uma canção da Rita Lee
Guitarrista que tocou com Barão, Legião, Cássia e Ultraje diz que às vezes o superestimam

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



