Pain of Salvation: O auge criativo de uma carreira desconcertante
Resenha - In the Passing Light of Day - Pain of Salvation
Por Junior Frascá
Postado em 03 de março de 2017
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Confesso que não sou lá um grande fã de rock/metal progressivo, mas algumas bandas realmente chamam minha atenção, como é o caso do PAIN OF SALVATION, pela criatividade de suas composições, e pela intensidade que cada uma de suas faixas, por mais doidas que sejam, tocam o ouvinte. Mas dessa vez os caras realmente se superaram, lançando aquele que é sem dúvida um dos melhores álbuns de sua carreira, equiparado ao clássico "Be", de 2004.
Daniel Gildenlöw (vocal e guitarra), líder e principal compositor da banda, é realmente um cara excêntrico e talentosíssimo, e procurou aqui trazer de volta todos os elementos que caracterizam a sonoridade da banda desde suas raízes, criando uma obra complexa e introspectiva, com faixas emocionais e repletas de variações, e com um peso protuberante que há tempos havia deixado de lado, inspirado no período em que ficou internado há alguns anos, devido a uma bactéria carnívora que lhe trouxe diversos problemas.
Pain Of Salvation - Mais Novidades
Ouça, por exemplo, "On a Tuesday" e "Reasons", e perceba como essa agressividade transborda, com um trabalho impecável de Daniel e Ragnar Zolberg (novo membro) nas guitarras, com riffs que remetem até ao Djent, de tão pesados e sujos. Ambas também são bem progressivas, mostrando toda a técnica do quinteto.
Outro destaque fica para a faixa título, uma epopéia de mais de 15 minutos, cheia de variações, com um clima melancólico e um refrão dos mais tocantes já criados pela banda. Os solos de guitarra dessa música também são de fazer cair o queixo.
E esse clima obscuro e emocional permeia todo o material, que conta com uma produção fantástica, limpa nos momentos suaves, porém suja nos agressivos, deixando o som da banda cheio de energia e vitalidade.
Além disso, fica clara a inspiração da banda em todo o material, com arranjos inteligentes, mesclando peso e melodia na medida certa, e levando o ouvinte a experimentar uma viagem por uma diversidade de emoções durante seus mais de 71 minutos de duração, viagem está difícil e complexa, porém compensadora.
Sem dúvida um dos melhores discos da banda, e do metal progressivo dos últimos anos, fugindo do lugar comum, e recolocando o PAIN OF SALVATION entre as grandes do estilo.
Imperdível!
In the Passing Light of Day – Pain of Salvation
(2017 – Hellion Records - Nacional)
01 – On a Tuesday
02 – Tongue of God
03 – Meaningless
04 – Silent Gold
05 – Full Throttle Tribe
06 – Reasons
07 – Angels of Broken Things
08 – The Taming of a Beast
09 – If This Is the End
10 – The Passing Light of Day
Outras resenhas de In the Passing Light of Day - Pain of Salvation
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
O músico que Freddie Mercury considerava o maior de todos os tempos
A banda dos anos 2000 que mais orgulhava Geddy Lee por seguir os passos do Rush
Bruce Dickinson diz que prefere gravar novo álbum do Iron Maiden a fazer outra turnê
Após mais de três décadas, vocalista e ex-guitarrista do Saxon fazem as pazes
O álbum do Slayer que merece ser redescoberto, segundo a Kerrang
A banda dos anos oitenta que Slash e Axl Rose não suportavam
A primeira banda que fez Phil Collins se apaixonar pelo rock progressivo
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Steve Hackett (Genesis) e Steve Rothery (Marillion) anunciam álbum colaborativo
Estátua gigante de Ozzy Osbourne é inaugurada no Hellfest 2026; veja o vídeo
Os melhores álbuns de todos os tempos, segundo Eric Martin, do Mr. Big
Bruce Dickinson pretende se manter ativo depois que parar de cantar
Gary Holt relembra como conseguiu abandonar a metanfetamina
Metal sinfônico: os 10 melhores segundo o TeamRock
O motivo pelo qual Bill Ward não deixava John Bonham tocar sua bateria
Kiko Loureiro diz que separação da formação clássica do Angra foi pior momento da carreira


11 bandas de metal progressivo cujo terceiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta



