Glenn Hughes: Mais um grande álbum do veterano da música

Resenha - Resonate - Glenn Hughes

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Por Ricardo Pagliaro Thomaz
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Pensei que não veria mais um disco solo de Glenn Hughes! O ex-Deep Purple esteve tão entretido com o seu supergrupo, o excelente Black Country Communion, que não deu mais sinais de que lançaria algo novo; seu último lançamento solo foi em 2008.

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É com grande alegria que anuncio o retorno triunfal de Hughes e seu vozeirão soul, que a cada ano parece que fica melhor, diferente de vários outros vocalistas por aí!

Eu tenho sido um seguidor assíduo da carreira solo do baixista e vocalista desde 2003, quando ele lançou o maravilhoso Songs in the Key of Rock e me apresentou a seus projetos solo. O que sempre me atraiu no Hughes foi a combinação de sua potente voz soul, quase como uma voz de cantor negro, voz inclusive que só melhora com o passar dos anos, tanto que ele ainda é capaz de alcançar notas altíssimas, e também o seu estilo que mixa o melhor do Hard Rock com os gêneros do Funk americano e do Soul, as vezes até aliados a arranjos de Jazz.

Sim, o cara é versátil dessa forma. E se você observar as fases dele no Deep Purple e no Trapeze nos anos 70, vai perceber que todos estes elementos sempre estiveram em sua música. Resonate, lançado em Outubro de 2016, apenas faz o trabalho de nos lembrar novamente de todos estes valores sensacionais de seu som, e claro, nos traz novamente ao universo do músico, que ainda nos dias de hoje, ressona em nossa memória afetiva e nos proporciona novos e bons momentos do mais puro Rock'N'Roll. Glenn Hughes, David Coverdale, Tommy Bolin, Joe Lynn Turner... cara... o Deep Purple é realmente uma fábrica de Rock da mais alta qualidade! Quando alguém sai da banda, pode não fazer mais parte dela, mas a música permanece indelével no coração e na alma do cara que integrou o grupo inglês. Vamos então ao novo e vibrante lançamento de Glenn Hughes.

Para começar, os destaques, aquelas músicas que eu fiquei voltando diversas vezes no carro, e nunca me canso de ouvir. "Heavy", por exemplo, que abre o disco. Um exemplar da força e da categoria que o músico sempre teve! Um som forte, um Rock marcante, e, como diz o título, pesado! Glenn Hughes literalmente começa matando no grito. "Flow" tem aquele peso que ele imprimia no Purple, e de uma certa forma até mesmo lembra o peso do Sabbath; não por acaso, Hughes já trabalhou com Tony Iommi algumas vezes.

"Let It Shine" também se tornou outra de minhas favoritas; ela mistura o peso do Rock com a sutileza do Soul de compositores como Stevie Wonder, por exemplo. Também curti demais o trabalho de arranjos de Hughes com o tecladista australiano Lachy Doley e do dinamarquês Søren Andersen na guitarra, na ótima "Steady" e na pesada "How Long".

Depois destes destaques, tem aquelas músicas que você sempre pode esperar do músico. "My Town", por exemplo, é pesada e com um groove bastante excitante, assim como "God Of Money" e seus ótimos riffs e passagens. O lado mais Soul do músico, lado esse que ele nunca se preocupou em esconder, está bem impresso na boa "When I Fall", e na animada "Landmines"; e eis um último motivo para você ir atrás deste CD, a doce, triste e belíssima faixa de fechamento, a balada acústica "Nothing's The Same".

Em outras palavras, meu amigo, mais um grande álbum de Glenn Hughes, um veterano da música que sempre praticou aquele Hard Rock enérgico e maravilhoso de se ouvir. E podem ter certeza que, assim como a capa do disco faz referência ao púrpura profundo da qual Hughes foi protagonista indelével na história, a ideia que passa o nome do disco será praticada por mim, pois este disco vai ressonar durante muito tempo aqui no meu sistema de som. Faça você o mesmo e vá atrás dele.

Resonate (2016)
(Glenn Hughes)

Tracklist:
01. Heavy
02. My Town
03. Flow
04. Let It Shine
05. Steady
06. God of Money
07. How Long
08. When I Fall
09. Landmines
10. Stumble & Go
11. Long Time Gone
12. Nothing's the Same

Selo: Frontiers

Banda:
Glenn Hughes: voz, baixo, violão
Søren Andersen: guitarra
Pontus Engborg: bateria (faixas 2 - 10)
Chad Smith: bateria (faixas 1 e 11)
Lachy Doley: teclados
Luis Maldonado: violão (faixa 12)
Anna Maldonado: violoncelo (faixa 12)

Discografia anterior:
- First Underground Nuclear Kitchen (2008)
- Music for the Divine (2006)
- Iommi/Hughes - Fused (2005) - colaborativo
- Soul Mover (2005)
- Hughes Turner Project 2 (2003) - colaborativo
- Songs in the Key of Rock (2003)
- Hughes Turner Project (2002) - colaborativo
- Building the Machine (2001)
- A Soulful Christmas (2000)
- Return of Crystal Karma (2000)
- The Way It Is (1999)
- Addiction (1996)
- Feel (1995)
- From Now On... (1994)
- L.A. Blues Authority Volume II: Glenn Hughes – Blues (1992)
- Hughes/Thrall (1982) - colaborativo
- Play Me Out (1977)

Site: www.glennhughes.com

Para mais informações sobre música, filmes, HQs, livros, games e um monte de tralhas, acesse também meu blog: acienciadaopiniao.blogspot.com.br

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Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.

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