Serpentine Dominion: Death moderno cheio de pedradas da cozinha
Resenha - Serpentine Dominion - Serpentine Dominion
Por Fábio Leonardo
Postado em 09 de novembro de 2016
Nota: 8 ![]()
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Serpentine Dominion aparece como uma banda que conta com ninguém menos do que o já velho de guerra George Fisher, Aka Corpsegrinder, imortalizado vocalista do Cannibal Corpse. Completando o time aqui temos Adam Dutkiewicz (Guitarra e baixo), que toca no Killswitch Engage e Shannon Lucas (Bateria), tendo passado pelo Black Dahlia Murder.
Fischer cante (?). Esse aparente sonho de groupie data de 2009, o que indica que a banda já estava há algum tempo pra sair do forno. O que me chamou atenção (E creio que é o que chamará a muitos) é me perguntar o que podia sair do esforço conjunto de um vocalista perfeito pra Grindcore com dois músicos daquela escolinha metalcore que fez fama da metade pro fim da década passada. Pois bem, o resultado é no mínimo, curioso.
Bem, primeiramente, esqueça Cannibal Corpse. Esqueceu? Ok. Agora não se deixe enganar pela introdução bonitinha. E muito menos (para o tr00s de plantão) subestime os músicos envolvidos. A faixa Vengeance In Me, disponibilizada como tira-gosto, já nos deixa claro que temos aqui um Death Metal moderno cheio de pedradas da cozinha e mudanças de andamento que esbanja muito talento, principalmente por parte deste guitarrista, com uma quantidade de riffs ótimos e solos melhores ainda. Shannon Lucas é o que se espera de um baterista de Death Metal: Bom o bastante pra deixar o ouvinte seguro do peso que o estilo carece. Corpsegrinder dispensa elogios. Seu vocal é (pasme) gostoso de se ouvir, com o timbre de vômito ideal para o estilo ao qual se dedica. Sai-se bem no Cannibal e saiu-se muito bem aqui.
E bem quando eu achava que esse registro ia ganhar nota máxima é que eu ouço passagens melódicas aqui e ali. Pois é, George Fischer junto a um backing vocal limpo em um refrão digno de um Death melódico/Metalcore da vida. É nessa hora que você percebe que os outros músicos não resistiram e tentaram colocar um pouco de suas bandas atuais ou passadas nesse registro. Digo, ficou muito estranho. O vocal de Corpsegrinder parece simplesmente não ter sido feito pra se encaixar em melodia. E isso é uma coisa perceptível de cara! Eu não sei porque tentaram. Enfim... Isso aparece em Vanquished Unto Thee e This Endless War, e ficou tão estranho que acabou estragando essas músicas. Em Sovereign Hate, eles pelo menos alternam, deixando a melodia apenas com o Backing Vocal enquanto George canta os pedaços pesados. Menos pior, mas ainda sim estranho. As outras faixas são tão legais que esse fator acaba passando batido, mas vai fazer qualquer ouvinte mais "caxias" entortar os lábios.
Não é pra menos. George Fischer? Melódico? Imagina só...
Bem, destaco aqui Divide, Conquer, Burn, And Destroy e a já conhecida The Vengeance In Me, por terem escapado dessa "melodificação". Das restantes, cito On The Brink Of Devastation e Jagged Cross Legion pelo peso empolgante das guitarras de Adam, que acaba sendo o músico de maior destaque nessa banda.
No fim, Serpentine Dominion é um otimo registro pra que curte som extremo sem o puritanismo Old School. Teriam se saido muito melhor sem esse experimentalismo infeliz...
Erraram de bobeira.
01. Intro
02. The Vengeance In Me
03. Vanquished Unto Thee
04. Divide, Conquer, Burn, And Destroy
05. Sovereign Hate
06. On The Brink Of Devastation
07. Jagged Cross Legions
08. Prelude
Line-up
George "Corpsegrinder" Fisher - Vocal
Adam Dutkiewicz - Guitarras/Baixo
Shannon Lucas - Bateria.
09. This Endless War
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