Matérias Mais Lidas

Angra: Ex-integrantes foram convidados para turnê dos 20 anos de RebirthAngra
Ex-integrantes foram convidados para turnê dos 20 anos de "Rebirth"

AC/DC: Cliff Williams explica por que faz linhas de baixo tão simplesAC/DC
Cliff Williams explica por que faz linhas de baixo tão simples

Guns N' Roses: por que Izzy Stradlin saiu da banda, segundo Gilby ClarkeGuns N' Roses
Por que Izzy Stradlin saiu da banda, segundo Gilby Clarke

Brian May: ele venceu eleição de melhor, mas acha que não mereciaBrian May
Ele venceu eleição de melhor, mas acha que não merecia

Ian Paice: Ritchie Blackmore apresentou pra ele o maior guitarrista de todos os temposIan Paice
Ritchie Blackmore apresentou pra ele o maior guitarrista de todos os tempos

Loudwire: O melhor álbum de thrash metal de cada ano desde 1983Loudwire
O melhor álbum de thrash metal de cada ano desde 1983

Steve Hackett: ele diz que compositor do século 19 inventou o heavy metalSteve Hackett
Ele diz que compositor do século 19 inventou o heavy metal

Nervosa: Entrar para a banda foi a realização de um sonho, diz Diva SatanicaNervosa
"Entrar para a banda foi a realização de um sonho", diz Diva Satanica

uDiscover Music: Os 30 maiores cantores de rock progressivouDiscover Music
Os 30 maiores cantores de rock progressivo

Mike Terrana: Malmsteen foi uma das piores pessoas que conheci!Mike Terrana
"Malmsteen foi uma das piores pessoas que conheci!"

Faith No More: ex- guitarrista diz que clima na banda nos anos 1990 não era dos melhoresFaith No More
Ex- guitarrista diz que clima na banda nos anos 1990 não era dos melhores

Johnny Depp: a banda que poderia ter desbancado o GunsJohnny Depp
A banda que poderia ter desbancado o Guns

Supla: Papai é petista, mamãe é golpista e eu sou anarquista!Supla
"Papai é petista, mamãe é golpista e eu sou anarquista!"

Anthrax: Charlie Benante posta foto inédita ao lado de Joey Ramone e Scott IanAnthrax
Charlie Benante posta foto inédita ao lado de Joey Ramone e Scott Ian

Vocalistas: 12 velhinhos que ainda mandam muito bem ao vivoVocalistas
12 "velhinhos" que ainda mandam muito bem ao vivo


Matérias Recomendadas

Fãs de Rock e Metal: 15 verdades que eles sempre temeramFãs de Rock e Metal
15 verdades que eles sempre temeram

As regras do Thrash Metal
As regras do Thrash Metal

Versões originais: 10 músicas que foram tomadas emprestadasVersões originais
10 músicas que foram "tomadas" emprestadas

Lemmy: sob investigação, em 2008, por exibir insígnia nazistaLemmy
Sob investigação, em 2008, por exibir insígnia nazista

Fãs de Rock: você conhece o estilo de se vestir de cada umFãs de Rock
Você conhece o estilo de se vestir de cada um

Stamp
Tunecore

Opeth: Maior equilíbrio entre o peso e o prog em disco brilhante

Resenha - Sorceress - Opeth

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Ricardo Seelig, Fonte: Collector's Room
Enviar Correções  

publicidade

Em 1968, o Fleetwood Mac surgiu como uma das mais perfeitas expressões do blues inglês. Uma banda jovem, capitaneada pelo vocalista e guitarrista Peter Green, com uma sonoridade refrescante. Uma porta de entrada perfeita para os jovens brancos ingleses se apaixonarem pelo blues nascido nas fazendas de algodão norte-americanas, onde os negros trabalhavam sem parar, dia sim, outro também.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

No entanto, Green permaneceu na banda por apenas três discos, saindo em 1971. O Fleetwood Mac passou um par de anos meio sem rumo, até incluir em sua formação, durante o ano de 1974, o guitarrista e vocalista Lindsey Buckingham e a cantora Stevie Nicks. Com a nova formação, o som também mudou, culminando em um soft rock cativante e que ganhou o mundo com o best seller "Rumours" (1977), disco que vendeu mais de 20 milhões de cópias somente nos Estados Unidos.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Foram dois períodos distintos, com sonoridades bastante diferentes entre si, criadas e desenvolvidas pela mesma banda. Ambas as eras da carreira do Fleetwood Mac são excelentes, e possuem fãs próprios. Uns preferem o período blues, outros a fase pop - e alguns ainda apreciam os dois momentos.

Corta para 2011. Após construir uma longa carreira como um dos nomes mais criativos do metal extremo, a banda sueca Opeth chocou os fãs ao lançar o seu décimo disco, "Heritage". O álbum deixava de lado os vocais guturais típicos do death metal e apostava em uma sonoridade vintage, enormemente influenciada pelo rock progressivo da década de 1970. Saíam o guitarrista Peter Lindgren, o tecladista Per Wiberg e o baterista Martin Lopez, fundamentais na primeira fase da banda, e chegava uma nova trinca de instrumentistas para fazer companhia ao vocalista Mikael Akerfeldt e o baixista Martín Mendez: Fredrik Akesson (guitarra), Joakim Svalberg (teclado) e Martin Axenrot (bateria).

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

No lugar do death metal original e inovador da primeira fase - e que, é preciso ficar claro, sempre apresentou influências progressivas -, emergia uma nova sonoridade, totalmente distinta. Menos peso, mais nuances. Menos pancadaria, mais detalhes. Nada de guturais, tudo com vocais limpos. O choque foi enorme.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

É preciso entender que o fã de metal, em sua maioria, possui um ouvido bastante conservador. Ele admite, é claro, inovações, mas desde que dentro do ambiente que conhece: o peso, os riffs, a violência sonora. Ao abrir mão disso, toda banda se vê diante de um desafio. E a resistência dos ouvintes é facilmente entendível. O ser humano, e não apenas aquele que ouve heavy metal, é naturalmente resistente à mudança. É difícil para nós, homens e mulheres, abrir mão do que conhecemos, daquilo que torna o nosso ambiente e o nosso cotidiano concreto, amigável e reconhecível. Caminhar por ambientes desconhecidos é sempre desafiador. Porém, é justamente ao entrar em contato com algo novo que aprendemos, experimentamos novas abordagens e conceitos e, consequentemente, nos desenvolvemos.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O paralelo entre as trajetórias do Fleetwood Mac e do Opeth é interessante pois são situações similares. Exemplos de bandas que tiveram não apenas coragem, mas, sobretudo, talento e criatividade para se reinventarem de maneira radical, trilhando caminhos sonoros inesperados com o mesmo brilhantismo que já haviam apresentado antes.

Se "Heritage" chocou, "Pale Communion" (2014) trouxe um pouco mais de peso para a mistura, em um resultado que manteve o nível do álbum que rompeu com o passado da banda. Já "Sorceress", terceiro capítulo da história desse novo Opeth, surge como o mais sólido e consistente trabalho da segunda fase da banda. Conseguindo um equilíbrio maior entre as influências progressivas e o peso que, afinal, faz parte do seu DNA, a banda sueca gravou um disco que pode ser definido como uma espécie de "stoner prog". A aura pesada é predominante e divide espaço com o sempre presente requinte instrumental, com as decisões criativas dos arranjos e com a bem-vinda variação instrumental, capaz de entregar canções mais agressivas para logo em seguida exibir toda delicadeza instrumental da banda em trechos belíssimos.

Lançado no dia 30 de setembro pela Nuclear Blast, "Sorceress" foi gravado no Rockfield Studios, no País de Gales. A magia e o clima da milenar região britânica parecem ter inspirado consideravelmente o grupo, que entregou um dos melhores trabalhos de sua longa, e variada, carreira.

"Sorceress" consegue apresentar referências tanto de álbuns anteriores como "Ghost Reveries" (2005) e "Blackwater Park" (2001) quanto explorar as inspirações que ganharam destaque nessa nova fase da carreira dos suecos. O resultado é um disco com uma musicalidade diversa, refletida em excelentes canções que, como convém à tradição da banda, nunca apresentam medo de experimentar. Há influência de ícones da música pesada, notavelmente os primeiros anos do Black Sabbath e do Deep Purple, assim como as faixas acústicas remetem ao clima agradável do terceiro álbum do Led Zeppelin. No meio disso tudo, a veia progressiva surge forte trazendo ecos de King Crimson, Gentle Giant e do Genesis da fase Peter Gabriel. Tudo embalado com um trabalho de composição excepcional. O resultado final é um disco brilhante, e que em certos aspectos parece fruto da união entre "Watershed" (2008) e "Heritage" (2011).

A conclusão disso tudo leva a fatos bastante claros: alguns irão seguir preferindo a fase death metal do Opeth, enquanto outros se apaixonarão de vez pelo novo momento do grupo. Mas é impossível negar que o que ouvimos em "Sorceress" é algo excepcional, de uma qualidade incrível e que solidifica de vez a escolha do Opeth pelo desenvolvimento de uma nova sonoridade.

Acima de rótulos, períodos ou preferências pessoais, "Sorceress" é um ótimo disco, que recompensa o ouvinte com inúmeros detalhes e gratificantes canções. E, acima de tudo, é o registro mais bem resolvido e consistente desta nova cara mostrada pelos suecos.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Comente: E você, prefere a fase death metal ou a atual?


Outras resenhas de Sorceress - Opeth

Opeth: O ápice da nova fase da banda

Opeth: Revigorando o som com o "Sorceress"

Opeth: "Sorceress" é o disco definitivo da nova fase da banda

Opeth: Novo álbum será referência na história da música pesada


Dead Daisies
Como consegui viver de Rock e Heavy Metal
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal


Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Timo Ketola: falece artista que trabalhou com Opeth e Therion, relembre suas obras aquiTimo Ketola
Falece artista que trabalhou com Opeth e Therion, relembre suas obras aqui


Pra ouvir e discutir: os melhores discos lançados em 2003Pra ouvir e discutir
Os melhores discos lançados em 2003

Opeth: Fã de Metal só quer saber de ter seu McLanche FelizOpeth
"Fã de Metal só quer saber de ter seu McLanche Feliz"


Time Magazine: os 100 maiores álbuns de todos os temposTime Magazine
Os 100 maiores álbuns de todos os tempos

Avril Lavigne: Aprenda com Rihanna como fazer um meet & greetAvril Lavigne
Aprenda com Rihanna como fazer um meet & greet


Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

Mais matérias de Ricardo Seelig no Whiplash.Net.