Il Castello di Atlante: remanescente do prog sinfônico
Resenha - Arx Atlantis - Il Castello Di Atlante
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 12 de setembro de 2016
Resiliente é adjetivo apropriado para Il Castello Di Atlante (ICDA). Formada em 1974, quando o rock progressivo era hegemônico culturalmente – e até desfrutava de certo sucesso comercial – a banda não conseguiu gravar nos 70’s. Estreou em LP apenas em 1992, quando nem mais o outrora soberano Yes importava. Desde então, a cada 4, 5 anos reaparece com material novo.
Em abril, saiu o sexto álbum, Arx Atlantis, que encontra o ICDA com a seguinte formação: Aldo Bergamini (guitarra e vocais), Andrea Bertino (violino), Davide Cristofoli (piano e teclados em geral), Paolo Ferrarotti (vocais, teclados e bateria), Dino Fiore (baixo) e Mattia Garimanno (bateria). Ao longo desses mais de 40 anos, não houve significativas alterações na formação. Fiore e Ferraroti, por exemplo, são fundadores.
Arx Atlantis tem cinco longas faixas de prog sinfônico remetendo diretamente ao período áureo. A intenção do ICDA não é descobrir nova pólvora, apenas seguir a tradição italiana de bandas influenciadas pelos ingleses, tipo Genesis, com instrumentação e vocais dramáticos.
As duas faixas iniciais são o que realmente vale a pena. Nom Ho Mai Imparato tem teclados genesianos, com pitadinha de ELP e guitarra granulada com piano Romântico. Os dois instrumentos estão balanceados ao longo do álbum, agradando a fãs de ambos. Antes de ter faixas memoráveis e viciantes já de primeira audição – como os recentes trabalhos do Big Big Train e da The Neal Morse Band – Arx Atllantis tem trechos bonitos, abundantes nesta faixa e na segunda, Il Vecchio Giovane, que inicia vibrante e tem show de violino, trazendo à mente os conterrâneos 70’s do Quella Vecchia Locanda.
Pena que daí adiante, o ICDA perca o fôlego. Ghino E L’Abate de Gligni abre em clima de trilha de western espaguete para tornar-se convencional prog midtempo e media boca. Il Tempo Del Grande Onore tem eficiente guitarra hackettiana, mas demora demais para achar uma melodia linda, que chega muito tarde para salvá-la. Os 16 genesianos minutos de Il Tesoro Ritrovato tem brilhosos trechos de guitarra, insuficientes para um todo derivativo demais, que só pode ser classificado como legal.
Il Castello de Atlante não é uma grande banda e Arx Atlantis um álbum soberbo, mas para amantes de bons momentos de progressivo sinfônico, em um ano de boa safra, dá para ouvir de boa, salvar canções e saudar a continuidade do rock progressivo.
Tracklist:
1. Non Ho Mai Imparato
2. Il Vecchio Giovane
3. Ghino e L'Abate di Clignì
4. Il Tempo del Grande Onore
5. Il Tesoro Ritrovato
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
A canção do Metallica que ainda emociona James Hetfield toda vez que ele a escuta
Metallica anuncia mais 12 datas da tour M72 para 2027
Angus Young (AC/DC) autografa bebê no Canadá
Regis Tadeu explica por que show final do Sepultura foi para um lugar menor
Regis Tadeu finalmente explica detalhe do Iron Maiden que fãs discutem há 20 anos
Disco novo do Anthrax tem música que mistura Slayer e Metallica da era "Load"
"Nunca compusemos juntos" - Roger Waters explica sua parceria com David Gilmour no Pink Floyd
Como a opinião de James Hetfield sobre Lars Ulrich mudou ao longo dos anos
A mensagem escondida na intro de "Hell Awaits", clássico do Slayer
As 10 músicas de Elton John que são as preferidas de Zakk Wylde
Ouça música que Keith Richards gravou para trilha de "Grand Theft Auto VI"
Falling in Reverse lança "Joseph", com Corey Taylor (Slipknot) e Serj Tankian (SOAD)
O grande problema do show de Roger Waters, segundo Ed Motta
O artista dos anos 1960 muito à frente dos Rolling Stones, segundo Mick Jagger
Quem é o brasileiro que apresentou o disco "Nevermind", do Nirvana, para Joey Ramone
Keith Richards revela qual é sua faixa favorita de seu álbum favorito dos Rolling Stones
Beatles - Perguntas e respostas e curiosidades

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



