I See Stars: Flerte perigoso com a eletrônica
Resenha - Treehouse - I See Stars
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 06 de julho de 2016
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Aos poucos, a nova realidade do grupo estadunidense I See Stars foi sendo revelada: Jimmy Gregerson e Zach Johnson estavam fora. O primeiro era um dos guitarristas, uma ausência não tão complicada de suprir. Mas o segundo era apenas o tecladista e vocalista gutural do então sexteto. Como resultado, Devin assumiu todos os vocais (guturais e limpos), enquanto que seu irmão Andrew deixou a bateria para se dedicar à área das teclas e programações. A percussão ficou nas mãos do convidado Luke Holland, do The Word Alive.
Muitos se perguntaram como seria o impacto disso na banda. É difícil dizer se é a mudança de membros a responsável, ou se eles já se direcionavam para isto mesmo na formação antiga, mas a verdade é que os estadunidenses parecem sinalizar um direcionamento para um som mais leve e artificial, seguindo um caminho perigosamente parecido com o do We Came as Romans.
Se a faixa de abertura "Calm Snow" dita a tônica geral de Treehouse, sua sucessora "Break" quase engana com sua qualidade superior à média do álbum. Mas o restante das faixas revela que a banda quer mesmo é se distanciar do electronicore que ela própria ajudou a moldar. As ótimas "Running with Sissors" e "Mobbin' Out" até darão uma ponta de esperança, mas vão da água para o vinho quando chega a puramente eletrônica (e nem por isso ruim) "Walking on Gravestones".
A reta final do álbum, finalmente, faz jus à trajetória do grupo. "Light in the Cave", "All In", Portals"... Pode escolher, são todas faixas que valem a pena. O custo para chegar até elas, este sim, é elevado demais. Fãs menos pacientes provavelmente interromperam a audição na quarta ou quinta faixa.
É louvável que o I See Stars tente dar uma repaginada no seu som, e isto é natural, dada a nova formação - mas o flerte perigoso com a eletrônica nos deixa com um frio na espinha, pensando se no próximo lançamento eles não vão chutar o balde e virar mais uma banda do insuportável "indie pop".
O electronicore é um estilo perigoso por abrir espaço para elementos normalmente rechaçados pela comunidade headbanger, dando margem para insetos vociferarem que "ishtu num é metau". Mas quando o eletrônico começa a dar sinais de que vai tomar o espaço das guitarras, fica difícil de defender vocês, amigos.
Abaixo, o vídeo de "Mobbin' Out":
Track-list:
1. "Calm Snow"
2. "Break"
3. "White Lies"
4. "Everyone's Safe in the Treehouse"
5. "Running With Scissors"
6. "Mobbin' Out"
7. "Walking on Gravestones"
8. "Light in the Cave"
9. "All In"
10. "Two Hearted"
11. "Portals"
12. "Yellow King"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música de Bonnie Tyler que foi "reconstruída" e virou hino do Bon Jovi
O maior guitarrista da história para Eddie Van Halen e Slash; "meu grande herói"
A melhor banda de rock progressivo do Brasil, segundo a Loudwire
O show do Guns N' Roses que foi rejeitado por Slash; "Eu me recuso a ver"
A canção dos Ramones que virou um dos maiores hinos do punk
Adrian Smith já "cobrou" Steve Harris por usar equipamento em show do Iron Maiden
5 músicas que todo(a) metaleiro(a) apaixonado(a) já enviou para a(o) cremosa(o)
10 músicas do metal brasileiro lançadas após 2000 que já entraram para a história
5 músicas de heavy metal que são maiores que as próprias bandas
A banda que realmente criou o heavy metal, de acordo com Eric Clapton
O integrante mais importante do Led Zeppelin, segundo Pete Townshend
Tarja Turunen relata plano para destruí-la depois da saída do Nightwish
Os 20 maiores hinos do heavy metal, em lista do WatchMojo
O guitarrista que, para David Gilmour, restaurou algo que estava perdido no rock
5 hits que quando tocam no show todo fã de rock vai pegar cerveja ou ir ao banheiro
Ace Frehley: "Se não fosse 'Music From The Elder', talvez eu não saísse do Kiss"
Segundo Gene Simmons, Axl Rose, do Guns N' Roses, merecia uma surra
Os dois erros científicos eternizados na capa do "Dark Side of the Moon" do Pink Floyd
Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



