Running Wild: A Fase De Ouro da Pirataria
Resenha - Port Royal - Running Wild
Por Vitor Sobreira
Postado em 19 de abril de 2016
Nota: 9 ![]()
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Imagino que quase ninguém presta muita atenção ao título de um disco, mas como ignorar um como "Port Royal"? Para quem não sabe, foi um importante e conhecido centro de comércio e navegação na Jamaica a partir do século XVII, tendo sido dominado inicialmente pelos espanhóis, foi adquirido depois pelos ingleses, e, por questões de localidade, acabou servindo de refugio para piratas. Ou seja, um prato cheio para o nosso amigo Rolf se deliciar mais do que comendo Chucrute!
Se 'Under Jolly Roger' já apresentou indícios da temática que marcaria para sempre o Running Wild, 'Port Royal' foi o passo definitivo para mostrar (ainda mais) amadurecimento e a consolidação de uma fase que não seria apenas uma "tempestade passageira", mas sim algo eterno de uma das principais bandas do estilo.
Heavy Metal sem frescuras e bem ousado é o que você presenciará aqui, pois o cara soube muito bem o que estava fazendo, e não quis desapontar a ninguém com músicas fortes e bem tocadas, todavia, um pouco menos "agressivas".
Não há do que reclamar em um trabalho como este, principalmente por contar com alguns destaques como as empolgantes "Port Royal", "Raging Fire", a instrumental "The Final Gates", "Conquistadores", "Uaschitschun" (que é uma palavra indígena-americana usada para 'homem branco') e "War Child" que é a faixa mais veloz e ainda conta com um som de tiro aos 1:17", dando ainda mais emoção.
Este é sem dúvidas um dos principais discos do Running Wild em sua fase de ouro... Basta conferir!!
Integrantes:
Rock 'n' Rolf - Vocals, Guitars
Majk Moti - Guitars
Jens Becker - Bass
Stefan Schwarzmann - Drums
Faixas:
1. Intro
2. Port Royal
3. Raging Fire
4. Into the Arena
5. Uaschitschun
6. Final Gates
7. Conquistadores
8. Blown to Kingdom Come
9. Warchild
10. Mutiny
11. Calico Jack
Lançamento: Setembro/1988 - Noise Records
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