Running Wild: A Fase De Ouro da Pirataria

Resenha - Port Royal - Running Wild

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Por Vitor Sobreira
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Imagino que quase ninguém presta muita atenção ao título de um disco, mas como ignorar um como "Port Royal"? Para quem não sabe, foi um importante e conhecido centro de comércio e navegação na Jamaica a partir do século XVII, tendo sido dominado inicialmente pelos espanhóis, foi adquirido depois pelos ingleses, e, por questões de localidade, acabou servindo de refugio para piratas. Ou seja, um prato cheio para o nosso amigo Rolf se deliciar mais do que comendo Chucrute!

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Se 'Under Jolly Roger' já apresentou indícios da temática que marcaria para sempre o Running Wild, 'Port Royal' foi o passo definitivo para mostrar (ainda mais) amadurecimento e a consolidação de uma fase que não seria apenas uma "tempestade passageira", mas sim algo eterno de uma das principais bandas do estilo.

Heavy Metal sem frescuras e bem ousado é o que você presenciará aqui, pois o cara soube muito bem o que estava fazendo, e não quis desapontar a ninguém com músicas fortes e bem tocadas, todavia, um pouco menos "agressivas".

Não há do que reclamar em um trabalho como este, principalmente por contar com alguns destaques como as empolgantes "Port Royal", "Raging Fire", a instrumental "The Final Gates", "Conquistadores", "Uaschitschun" (que é uma palavra indígena-americana usada para 'homem branco') e "War Child" que é a faixa mais veloz e ainda conta com um som de tiro aos 1:17", dando ainda mais emoção.

Este é sem dúvidas um dos principais discos do Running Wild em sua fase de ouro... Basta conferir!!

Integrantes:
Rock 'n' Rolf - Vocals, Guitars
Majk Moti - Guitars
Jens Becker - Bass
Stefan Schwarzmann - Drums

Faixas:
1. Intro
2. Port Royal
3. Raging Fire
4. Into the Arena
5. Uaschitschun
6. Final Gates
7. Conquistadores
8. Blown to Kingdom Come
9. Warchild
10. Mutiny
11. Calico Jack

Lançamento: Setembro/1988 - Noise Records

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Post de 24 de abril de 2016


Sobre Vitor Sobreira

Moro no interior de Minas Gerais e curto de tudo um pouco dentro do maravilhoso mundo da música pesada, além de não dispensar também uma boa leitura, filmes e algumas séries. Mesmo não sendo um profissional da escrita, tenho como objetivos produzir textos simples e honestos, principalmente na forma de resenhas, apresentando e relembrando aos ouvintes, bandas e discos de várias ramificações do Metal/Heavy Rock, muitos dos quais, esquecidos e obscuros.

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