Myrath: Banda se recupera e volta a fazer música inspirada
Resenha - Legacy - Myrath
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 27 de fevereiro de 2016
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois de um mediano Tales of the Sands, em que o quinteto tunisiano de metal progressivo oriental Myrath moderou demasiadamente suas influências árabes e abdicou de faixas contrastantes em termos de peso e duração, Legacy vem para mostrar o reencontro do grupo com suas raízes.
Há duas coisas que chamam a atenção no quarto disco deles: em primeiro lugar, justamente essa recuperação dos elementos árabes. Do começo ao fim, temos sons típicos da região o tempo todo, garantindo que a banda não abdique daquilo que a tornou única.
Em segundo lugar, a consistência do som, que já era uma constante desde sempre, mas agora traz uma divisão mais equitativa de espaço para cada instrumento, o que no caso significa teclados sendo menos eclipsados que no lançamento anterior.
A ausência daqueles belos duelos de "Hope" ou "Ironic Destiny" é compensada pela inspiração das composições. A abertura instrumental "Jasmin" e sua sequência "Believer" (que recebeu "o vídeo mais louco já feito", segundo eles mesmos) já jogam o nível do álbum lá em cima. As sequências fazem jus, e o tempo todo você visualizará a banda tocando em meio às areias do Saara.
As influências de Symphony X estão mais gritantes do que nunca, especialmente em faixas como "The Needle" e "The Unburnt" mas sem parecer uma mera tentativa de copiar os estadunidenses. Enquanto essas faixas mostram um lado mais cru e direto, "Duat" e "Nobody's Lives" já vão por um caminho mais lento e sereno. "Endure the Silence" surpreende pelo seu riff introdutório ao piano, que se encaixaria em praticamente qualquer gênero, inclusive rap e pop.
Assim, de faixa em faixa, o Myrath mostra que ainda tem inspiração de sobra para criar uma ponte entre o metal euro-americano e as raízes árabes, fazendo de Legacy um álbum que será tomado como parâmetro para a análise dos lançamentos futuros deles.
Passado o susto de Tales of the Sands, o Myrath conseguiu voltar a fazer uma música que empolga, embora nunca seja demais ressaltar que uns duelinhos não matariam ninguém. Ouça esta joia do metal africano sem medo de ser feliz!
Abaixo, o vídeo de "Believer":
Track-list:
1. "Jasmin"
2. "Believer"
3. "Get Your Freedom Back"
4. "Nobody's Lives"
5. "The Needle"
6. "Through Your Eyes"
7. "The Unburnt"
8. "I Want to Die"
9. "Duat"
10. "Endure the Silence"
11. "Storm of Lies"
12. "Other Side" (faixa bônus da versão norte-americana)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
Os oito discos essenciais do thrash alemão, segundo a Ultimate Guitar
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
A canção que mudou a vida de Jimi Hendrix e completou 60 anos de gravação
O que James Hetfield pensa de cantores que dublam nos próprios shows
O pedido que Steve Harris negou a Nicko McBrain no primeiro show com o Maiden
Os dois ex-membros do Black Sabbath que não se davam bem
O vocalista que deu cano em Slash, e o guitarrista descobriu que ele estava com medo
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
Eloy Casagrande anuncia ter finalizado suas partes para o próximo álbum do Slipknot
Eminem iria gravar música do primeiro disco solo de Tony Iommi
O jovem guitarrista inovador que fez Eric Clapton lembrar da primeira vez que viu Prince
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
David Ellefson comenta relação entre "Go to Hell", do Megadeth e "Enter Sandman", do Metallica
Professora aponta curiosos erros de português em hits de Raul Seixas, Cazuza, Titãs e outros
Seis bandas clássicas de rock pesado que já rejeitaram o rótulo de heavy metal
Pearl Jam: A verdadeira origem do nome da banda

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



