Serenity: Se originalidade fosse tudo...
Resenha - Codex Atlanticus - Serenity
Por Vicente Reckziegel
Postado em 10 de fevereiro de 2016
Nota: 8 ![]()
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E eis que os austríacos (bom, quase todos austríacos) do Serenity chegam agora ao seu quinto álbum, e com Codex Atlanticus eles mantêm sua trajetória rumo a consolidação de seu nome, mas agora ainda mais sinfônico, mais teatral.
Mas, apesar de já terem uma identidade criada, ainda não se apagou por completo aquela impressão de estarmos ouvindo um disco mais antigo do Sonata Arctica. Porém, sonoridades à parte, seria uma infelicidade tremenda transformar o Serenity em uma reles cópia de grupo citado, ainda mais pelo trabalho despendido neste novo disco.
Trabalho duro provavelmente, pois as orquestrações, vocalizações e melodias apresentadas durante toda a audição de "Codex Atlanticus" são acima do lugar comum, e não é algo que se consegue conquistar com poucas horas de estúdio. Ponto para a banda, que deve ter ralado sério para conseguir o resultado final.
O álbum começa com a orquestração da instrumental que origina o nome do disco, que é seguida pela mais Power Metal "Follow Me", música contagiante que se tornou o primeiro vídeo clipe do disco. (podem conferir o mesmo ao final da resenha). "Sprouts of Terror" é mais agressiva, mas sem esquecer de lado a melodia e a grandiosidade nas cordas. Grandiosidade que se torna ainda mais evidente em "Iniquity", onde o lado mais Nightwish da banda vem a tona. "Reason" traz aquela faceta meio Sonata Arctica que permeia algumas faixas, mas sendo uma bela música, com um breve mais ótimo solo de guitarra. As baladas não poderiam deixar de dar suas caras, e aqui temos a épica "My Final Chapter" e "The Perfect Woman" que, a despeito da roupagem mais sinfônica, não ficaria nem um pouco deslocada em um álbum de Hard Rock, com alguns toques ao estilo do Queen.
"Caught in a Myth" retoma o caminho mais épico, com coral de vozes e um andamento mais moderado e outro solo de guitarra interessante. E o Power/Symphonic volta com força total em "Fate of Light". "Spirit in the Flesh" também segue esse caminho, apesar de ter algumas nuances meio Dream Theater em certos momentos, e o disco encerra com "The Orde", que não poderia deixar de ser o final de "Codex Atlanticus", visto toda a grandiosidade e dramaticidade de suas orquestrações e fecha com chave de ouro o álbum.
Destaque também para bela capa e as letras, voltadas para as obras de Leonardo da Vinci em sua maioria, mas também versando sobre teorias da conspiração, os Illuminati e coisas afins.
Não soa como a banda mais original de todos os tempos, mas se originalidade fosse tudo, deveríamos aplaudir os precursores do Sertanejo Universitário e Funk, pois os mesmos foram originais em criar tamanha "obra cultural".
Formação:
Georg Neuhauser - Vocal
Fabio D'Amore – Baixo/Vocal
Andreas Schipflinger – Bateria/Vocal
Cris Hermsdörfer - Guitarra
11 Faixas – 51:54
Tracklist:
1-CodexAtlanticus
2-Follow me
3-Sprouts of Terror
4-Iniquity
5-Reason
6-My final Chapter
7-Caught in a myth
8-Fate of Light
9-The perfect Woman
10-Spirit in Flesh
11-The Orde
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