RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas

imagemTodos os rockstars que já recusaram ser condecorados pela rainha Elizabeth II

imagemMembro do Guns N' Roses vai na Galeria do Rock de SP e compra camiseta oficial

imagemAxl e o pequeno gesto com Slash comprovando que as tretas do passado ficaram pra trás

imagemA banda que mostrou no Rock in Rio como se faz um show num festival gigantesco

imagemO hit de Cazuza feito durante internação e que seria indireta para affair Ney Matogrosso

imagemO dia que Renato Russo colocou companheiro da Legião em saia justa após piti homérico

imagemA curiosa origem da rivalidade Sepultura x Sarcófago, segundo Jairo Guedz

imagemEpica anuncia EP com convidados inesperados; assista o primeiro clipe aqui

imagemRafael Bittencourt confessa ambições no início do Angra: "Queria derrubar o Metallica!"

imagemPink Floyd: Snowy White ensina como evitar o lado "feroz" de Roger Waters

imagemO motivo que fazia Ozzy Osbourne não se sentir "tão importante" no Black Sabbath

imagemA chave oculta no disco do Led Zeppelin que Raul usou para abrir as portas do conhecimento

imagemCinco perrengues que todo headbanger já passou em algum show de metal

imagemO hino que o Iron Maiden quase não gravou pois o autor achou que era "muito comercial"

imagemOs dois rockstars que influenciaram Casagrande a entrar no mundo das drogas


Stamp

Slayer: Como o vendedor de atrocidades em Repentless

Resenha - Repentless - Slayer

Por André Gurgel
Em 21/12/15

Nota: 2

Depois da grande depressão da década de 90, a maior parte dos ícones do thrash metal lançou algum álbum representativo que vislumbrasse um retorno à boa forma dos anos 80. Esse não parece ser o caso da instituição SLAYER. Após o razoavelmente promissor "World Painted Blood" (2009), "Repentless" era pra ter sido o álbum da consolidação do retorno à boa forma, mas, infelizmente, briga de igual pra igual com o horrendo "Diabulous in Musica" (1998) e o vergonhoso representante do nu metal "God Hates Us All" (2001) pelo posto de pior CD da banda.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Confesso que tentei. Devo ter ouvido "Repentless" pelo menos umas quinze vezes; sempre na vã esperança de que ele melhorasse, mas desisti. O décimo-primeiro álbum de estúdio do SLAYER é enfadonho, esquecível e mentiroso e a sensação ao final da audição é de total frustração.

Um dos fatores que mais comprometem o álbum são as letras. A imbecilidade das mesmas remete instantaneamente à plasticidade do medonho "God Hates Us All", ou seja, uma avalanche de versos extremamente juvenis dignos de mallcore e a palavra "fuck" utilizada como vírgula. É ridículo ver "fucking" usado como recurso estilístico para corrigir problemas de metrificação sob o falso pretexto de conferir agressividade às músicas; uma agressividade mentirosa, típica de nu metal, que não convence ninguém.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

É óbvio que Jeff Hanneman faz falta, mas nada justifica tanta infantilidade nas composições, de tal ordem que algumas boas ideias acabam completamente arruinadas. O caso mais icônico está presente na cômica letra de "Vices", a qual apresenta uma metáfora que relaciona violência a uma espécie de droga; um conceito com bastante potencial, mas versos como "A little violence is the ultimate drug / Let’s get high!" são indefensáveis e destroem qualquer ambientação lírica.

Não me levem a mal. Mesmo letras pobres que desafiam a lógica racional e sejam difíceis de aceitar como "Cancer shooting from my eyes" (de "Atrocity Vendor", orgulhosa detentora do posto de pior letra do álbum) podem sim se tornar boas músicas se houver um instrumental digno; afinal de contas o primordial componente do heavy metal, principalmente do thrash, são os riffs. E é aí que a coisa desanda de vez...

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

As fracas letras do álbum ganham maior destaque devido à pobreza instrumental de "Repentless", Riffless seria um título muito mais apropriado. Após a faixa-título o que se vê é uma superabundância de guitarras a mid tempo com "groove", o maldito e exonerável "groove"! Esse recurso é o responsável pelo assassinato do álbum e torna tudo insuportavelmente chato! As músicas acabam perdendo identidade aglomerando-se num enorme e indistinguível filler. Honestamente falando, se eu ouvir um trecho instrumental aleatório não sei dizer se é propriedade de "Take Control", "Implode" ou "Chasing Death". Sendo assim questiono veementemente a real necessidade de produzir um álbum com tantas faixas em detrimento de lapidar as com mais potencial.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Esse é o cerne do problema. Acredito que a insistência no "groove" foi um recurso propositalmente usado para mascarar a torturante pobreza das linhas de guitarra e a ineficácia das mesmas em ditar os riffs. Parece um delírio acreditar que justo o SLAYER, a banda que sempre se notabilizou por conseguir criar atmosferas tenebrosas o suficiente para fazerem jus aos temas mórbidos que as músicas propunham, fazendo com que temas obscuros como "Mandatory Suicide" ou "Seasons in the Abyss" soassem perfeitamente coerentes numa engenhosa amalgama de instrumental e letra, fosse capaz de produzir um álbum tão opaco. Aqui as guitarras parecem descartáveis tanto ritmicamente quanto nos solos, os quais são fracos e não demonstram nenhum apelo; pergunto: para quê trazer o monstro Gary Holt para fazer parte do time? É nítido que ele não teve nenhuma participação no processo criativo, o que é lamentável porque sua veia compositora tem potencial para emular (eu disse emular) o Jeff Hanneman que King necessita.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O desempenho musical dos demais integrantes também não é muito digno de nota. Tom Araya até vai bem nos vocais (particularmente em "You Against You"); mas como baixista fica difícil de saber, uma vez que o seu baixo é novamente negligenciado e inaudível em todo o trabalho.

Paul Bostaph é outra decepção. Com uma bateria monótona e extremamente burocrática, em nada contribui para conferir peso às músicas, muito pelo contrário: sua "ausência" evidencia a escassez instrumental do álbum. Mesmo na boa faixa-título a bateria é um porém.

Mas o cabeça por trás de "Repentless" é Kerry King. Com uma performance irreconhecível, King consegue errar tanto liricamente quanto melodicamente a ponto de criar linhas de guitarra praticamente inexistentes e irrelevantes. Além disso, o triste falecimento de Hanneman parece ter salientado o lado concentrador que Kerry vinha assumindo na banda o que certamente não se provou musicalmente benéfico.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Todavia, "Repentless" não é totalmente descartável. A metalinguística faixa-título é bastante competente e enérgica (apesar de não ser um primor nas letras) e é forte candidata a opener nos vindouros shows da turnê e a única música com potencial para se fixar nos setlits das turnês futuras. O refrão de "You Against You", por sua vez, é um verdadeiro oásis em meio à mediocridade que toma conta do album, é com certeza o riff mais SLAYER do CD e o único que gruda na cabeça; uma faixa que começa com o famigerado "groove", mas que rapidamente dá lugar a um belo solo de Holt e um riff instrumental competente, bela música!

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Os outros dois singles: "Cast the First Stone" e "When the Stillness Comes" se destacam apenas por ter um andamento mais lento que as demais músicas do álbum e são pífias tentativas de evocar as atmosferas de "South of Heaven" e "Seasons in the Abyss". Esbarram nos mesmos recorrentes problemas: letra fraca, riff fraco e "groove" forte.

Além dessas quatro músicas, todas as demais compõem o pesaroso e indistinguível filler supramencionado o qual padece dos mesmos males. Com destaque para as completas abominações musicais que são "Take Control" e "Pride in Prejudice" que conseguem a proeza de executar tudo da pior forma possível.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Com uma controversa campanha de marketing ao melhor estilo SLAYER (lançamento no dia 11 de setembro, a polêmica capa...), e umas edições de luxo espetaculares pra deixar toda a Slaytanic Wehrmacht babando, é inegável que o álbum foi bem promovido. Tudo parecia estar no lugar certo, mas infelizmente a música não é digna do padrão de qualidade da banda e se a fonte da máquina de riffs que é o SLAYER parecia estar secando, esse lançamento só corrobora o nebuloso futuro da banda. Sem Jeff Hanneman, só nos resta especular por mais quanto tempo a criatura conseguirá perdurar sem seu "criador".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Repentless - Slayer
(Nuclear Blast - 2015)
1. Delusions Of Saviour
2. Repentless
3. Take Control
4. Vices
5. Cast The First Stone
6. When The Stillness Comes
7. Chasing Death
8. Implode
9. Piano Wire
10. Atrocity Vendor
11. You Against You
12. Pride In Prejudice


Outras resenhas de Repentless - Slayer

Resenha - Repentless - Slayer

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

NFL Steve Harris


publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Vocais de "Temptation", do Slayer, foram criados a partir de um acidente de percurso

Tom Araya virou amigo de Jerry Cantrell e "cantou" em música do Alice In Chains

Dave Lombardo deixou Slayer nos anos 90 por família ou desinteresse?

Tom Araya e Kerry King viraram fãs de Alice In Chains durante turnê "Clash Of The Titans"

Fã coloca Lombardo contra a parede: após polêmica demissão, ele voltaria ao Slayer?

"213", a música do Slayer sobre Jeffrey Dahmer, serial killer tema de série da Netflix

Os discos que mudaram a vida de Matt Tuck, vocalista do Bullet For My Valentine

Dave Mustaine diz que corria risco de nunca mais andar ao fazer show com Big Four

King Diamond compartilha a foto mais pesada que você vai ver hoje (e nos próximos dias)

Nick Menza fez teste para o Slayer, porém, tocou rápido demais e foi para o Megadeth

De Slayer até Bon Jovi, bandas de rock e heavy metal que fizeram mais de 2 mil shows

Lemmy, Filho e Espírito Santo: Gary Holt tem certeza que ele era três ao mesmo tempo

Scott Ian usa correntes de ferro para imitar o guitarrista Kerry King; veja vídeo

David Ellefson diz que baterista do Exodus fez Slayer tocar mais rápido

Slayer: Dave Lombardo surpreende ao eleger suas três músicas favoritas

Dave Mustaine: "imprensa mantinha a rivalidade acesa"

Todos os discos do "Big Four" do thrash, do pior ao melhor, em lista do Loudwire

Gary Holt: um dos músicos mais "zoeiros" do instagram

Fotos de Infância: Gene Simmons, do Kiss

Marilyn Manson: ele removeu costelas para praticar autofelação?