Bon Jovi: Mais um tropeço, mesmo para um álbum de "restos"

Resenha - Burning Bridges - Bon Jovi

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Por Victor de Andrade Lopes, Fonte: Sinfonia de Ideias
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Nota: 5

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Separados de um membro importante e sem ganhar uma boa recepção da crítica há mais de dez anos (com efeito, o trabalho anterior agradou a poucos), o momento que o Bon Jovi vive não pareceria propício ao lançamento de um álbum. Mas o trio não pensou assim e resolveu criar, meio que na surdina, uma coletânea de "restos".

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O álbum é tão "errado" que fica até difícil decidir por onde começar. Primeiramente, é como se a banda sequer desejasse que os fãs o ouvissem. No Facebook oficial do grupo, não há uma única menção a ele nos últimos meses (a não ser que tenham feito postagens não-visualizáveis para brasileiros). A capa, por sua vez, não é menos simplória que um rabisco qualquer no caderno de um estudante entediado.

Falando da parte musical, são poucas as faixas que interessam realmente. "Who Woud You Die For" repete insistentemente a pergunta que lhe dá nome, e quando você menos espera, já está mentalmente formulando uma resposta. A faixa-título destoa com seu ritmo meio country e é precedida pelo máximo de rock que se verá aqui: "I'm Your Man". "Fingerprints" dá sono, mas encerra-se com um solo que mostra a que veio o novo guitarrista da banda, Phil X. Ao menos na escolha do primeiro single, eles acertaram em cheio: "We Don't Run", uma das poucas recém-compostas.

De resto, é um amontoado de baladas sonolentas. Ao menos o lançamento foi bem definido como um "álbum de fã". Até supera a vergonha que foi o lançamento anterior What About Now, mas não consegue ser mais que um apanhado de curiosidades, um item de colecionador.

O maior problema, aliás, é que este trabalho mal tem cara de Bon Jovi. A ausência de Richie Sambora sozinha não explica isso, pois a banda já adotava um direcionamento mais pop há muito tempo, e as guitarras dele iam ficando mais discretas. Ser uma coletânea de sobras também não é desculpa, pois 100,000,000 Bon Jovi Fans Can't Be Wrong também trazia um monte de raridades, só que bem mais interessantes.

Vejam bem, ninguém está pedindo um novo Slippery When Wet (seria insanidade), mas peguemos The Circle, por exemplo. Não é lá um queridinho da crítica e dos fãs, mas faz jus ao legado da banda, encaixava-se na música de sua época e mantinha a relevância dos nova-jersianos. Burning Bridges, porém, apenas alimenta a fogueira dos que decretaram a morte da banda, deixando-os receosos quanto ao que está por vir em 2016, quando mais um álbum deles - este totalmente original - virá.

Abaixo, o lyric video de "We Don't Run"

1. "A Teardrop to the Sea"
2. "We Don't Run"
3. "Saturday Night Gave Me Sunday Morning"
4. "We All Fall Down"
5. "Blind Love"
6. "Who Would You Die For"
7. "Fingerprints"
8. "Life Is Beautiful"
9. "I'm Your Man"
10. "Burning Bridges"


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Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 77507/SP) formado pela PUC-SP com extensões em Introdução à História da Música e Arte Como Interpretação do Brasil, ambas pela FESPSP, e estudante de Sistemas para Internet na FATEC de Carapicuíba, onde mora. É também membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil e responsável pelo blog Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cultura pop, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados e misturas. Toca piano e teclado nas horas livres.

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