Symphony X: Uma obra prima moderna

Resenha - Underworld - Symphony X

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Por Phelipe Torres
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Meu velho... Se segura que a pancadaria aqui é de esmagar os miolos.

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Russel Allen, Michael Romeo e seus parceiros apresentam nesse álbum (o nono de estúdio) um verdadeiro festival de brutalidade, técnica e melodia acima da média. O álbum pode ser dividido em dois sendo a primeira parte referência ao disco "Iconoclast" de 2011 e a segunda um retorno gradual aos trabalhos anteriores a "Paradise Lost" de 2007, digo isso porque o mais notável nas músicas é o peso e sentido de urgência de algumas canções em que a pancada come solta, em contraparte a outras músicas mais melódicas e ate mesmo suaves em alguns momentos. E tenho que dizer: isso é espetacular.

A temática do álbum gira em torno da obra "A divina Comédia", precisamente sobre o Inferno. Todo o trabalho musical, de encarte e afins remetem a Dante Alighieri, os círculos na capa fazem referencia aos nove camadas do inferno, o encarte possui uma arte digital bem bacana, que cai perfeitamente dentro da temática e bem... Ponto para os caras.

A abertura com "Overture" já mostra que a audição será no mínimo estrepitosa, caímos direto na pancadaria com "Nevermore", que dentro de algumas estrofes trás referências a outras músicas da banda (Capitão América aproves). "Underworld" dá uma aula de como soar pesado, melódico e intricado em uma música e olha que essa não é sequer a melhor música do álbum. Ate aqui se seu pescoço continua no lugar é um milagre, vide tamanho atropelo essas duas músicas.

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"Withou You" vem dar uma acalmada nas coisas, como um sinal que mais uma porrada sonora faria seus ouvidos explodirem, contudo há um peso muito bem vindo nessa canção que a diferencia de baladas costumeiras. "Kiss of Fire" trás de volta o inferno dantesco com toda sua fúria e orquestrações dignas de um embate colossal entre o céu e o inferno tendo como regente o Coma Doof do Mad Max: Fury Road. "Charon" é mais cadenciada e melódica que as outras músicas ate aqui executadas e isso trás uma renovada ao som em meio ao álbum. Essa renovação continua com "To Hell and Back" bem progressiva e intricada, como se duas músicas fizessem parte de uma, de maneira magistral e fodástica.

"In My Darkest Hour" faz a junção entre a porrada da primeira parte do álbum com a cadência que inicia a segunda. "Run With the Devil" e "Swan Song" flertam com o passado da banda de maneira excelente e sem soar como um clone de si mesmo. A primeira tem uma pegada mais animada e pra cima a segunda é mais melancólica e com clima de balada. Belíssima por sinal. "Legends" encerra essa obra prima de maneira primorosa remetendo instantaneamente ao álbum "Paradise Lost" de 2007 e entregando uma canção espetacular.

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O Symphony X entrega um álbum incrível e indispensável para os fãs de heavy metal e com certeza irá figurar nas primeiras posições de melhores do ano por todo o globo. Não tem nem o que falar dos músicos, tamanha técnica e domínio de cada um, Allen continua um monstro no vocal e esta na minha lista de melhores vocais do mundo então... sou suspeito em escrever qualquer coisa.


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