Death Cab for Cutie: A caretice agradável de Kintsugi
Resenha - Kintsugi - Death Cab for Cutie
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 28 de julho de 2015
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Ano passado, o guitarrista Chris Walla tocou ao vivo pela última vez com seu grupo de 17 anos, o DEATH CAB FOR CUTIE (DCFC). Ben Gibbard (vocais, guitarra, teclado), inventor da banda, diz que Walla continua envolvido no coletivo em diversos aspectos, apenas não tocará com eles. Seja como for, a ideia de rompimento e separação permeia Kintsugi, oitavo álbum do DCFC, lançado no derradeiro dia de março.
Kintsugi é uma técnica japonesa de reparo em cerâmica, que, ao invés de tentar esconder os estragos, filosoficamente encara-os como partes da história do objeto. Utilizando ouro ou outro metal em pó, o conserto passa a fazer parte do visual da cerâmica ao invés de ser camuflado. Veja a foto:
Hold Guns e sua quase nudez instrumental refletem essa arte japa. A melodia é tão esparsa e suave, que dá pra ver o compositor sentadinho dedilhando/compondo em seu violão.
Embora se repetindo a ponto de por momentos parecer autoparódia e de o material não ter a força de trabalhos anteriores, Kintsugi é agradável.
No Room in Frame abre como o infelizmente obscuro JAMES pra virar meio Everybody Wants to Rule the World, do TEARS FOR FEARS. Sem ser cópia oitentista, o álbum exala nostalgia devido ao clima intimista de muitas faixas, mas também porque o indie rock do DCFC é manso e aponta para o passado de vez em quando. A guitarra de Robert Smith não está referenciada apenas no óbvio agito meio amuado de The Ghosts of Beverly Drive. Momentos da reflexiva Black Sun também tem guitarras à THE CURE. E a percussão de Everything’s a Ceiling que lembra PRINCE ou o PHIL COLLINS de Take Me Home?
As 11 faixas são bastante homogêneas, sempre com um travo de melancolia, mesmo em momentos mais dançantes como El Dorado. O tom confessional continua imperando como na assombrante You’ve Haunted Me All My Life e na elegíaca Binary Sea. Gibbard tá meio passadinho pra cantar alguns versos, como o refrão de Little Wanderer ou Ingenué, mas dá pra perdoar.
O termo indie rock surgiu nos 80’s para denominar bandas que, como os SMITHS, corriam por fora do synthpop dominante ou que faziam algo distinto do mainstream ELTON JOHN. Uma publicação brasileira ao comentar o fabuloso e revolucionário Psychocandy (1985) disse que papai escutava o bolachão de Elton John, enquanto o Júnior não parava de rodar o disco do THE JESUS AND MARY CHAIN. Será que agora os filhos de muitos júniores não escutam o indie careta do DCFC junto com o papai? Nada contra música careta, mas a modalidade de indie do DCFC é tão quadrada comparada a dos "inventores" do sub-sub-gênero!
Tracklist
1. "No Room in Frame"
2. "Black Sun"
3. "The Ghosts of Beverly Drive"
4. "Little Wanderer"
5. "You've Haunted Me All My Life"
6. "Hold No Guns"
7. "Everything's a Ceiling"
8. "Good Help (Is So Hard to Find)"
9. "El Dorado"
10. "Ingénue"
11. "Binary Sea"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor introdução de bateria de todos os tempos, segundo Gastão Moreira
O metal do Angra respira: Alírio Netto e banda em noite iluminada.
Tony Iommi (Black Sabbath) fala sobre seu melhor amigo, Brian May (Queen)
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
Bill Ward não quis participar da turnê de despedida do Black Sabbath
Curitiba ganha "Cidade do Rock" e recebe festival com gigantes do rock nacional anos 1980
O disco dos anos 70 que David Ellefson considera perfeito
De Megadeth a Bruce Springsteen, as 10 músicas mais sombrias da história do rock
As famosas bandas dos anos oitenta que Joey Ramone colocou no mesmo saco e chamou de "merda"
Site indica que Pantera fará turnê latino-americana em 2027
A opinião de Bruce Dickinson sobre o Cannibal Corpse em 1994
Baterista do Linkin Park tenta tocar Paralamas e é detonado: "João Barone dá de mil nele"
Por que o Pink Floyd é considerada uma banda "preguiçosa"?
O que o Nightwish pedia para Anette Olzon mudar no palco, segundo a própria
A canção dos anos 60 que Geddy Lee diz ser "heavy metal antes de existir heavy metal"
A diferença indiscutível entre ruptura dos Titãs e do Sepultura, segundo João Gordo
A capa dos Beatles que seria sem graça, mas ficou genial graças a um feliz acidente
O dia que Paula Toller deixou muito claro que não curte comparações com Madonna

O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



