I Am The Sun: EP com seis canções raçudas
Resenha - Drink, Destroy, Repeat - I Am The Sun
Por Marcos Garcia
Fonte: Metal Samsara
Postado em 27 de julho de 2015
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Quando se falar em Stoner Rock/Metal, as pessoas têm uma idéia um pouco errônea, de que o gênero remete diretamente aos anos 70, sendo retro e bolorento, ou com qualidades sonoras duvidosas. E não é por aí. É sabido desde sempre: nenhuma banda é obrigada a fazer algo novo ou revolucionário, mas tem por compromisso criar algo dela, uma música pessoal que ouçamos e que seja distinto de outras bandas do gênero. E um belo exemplo do que tratamos aqui é o excelente quarteto I AM THE SUN, de Bragança Paulista (SP), que acaba de soltar seu primeiro trabalho, o EP "Drink, Destroy, Repeat".
Aqui realmente é um Stoner Metal de primeira, com uma música espontânea e descompromissada, mas longe de ser simplória ou mal feita. Aqui, temos o peso, melodia e agressividade nas medidas certas, e ao mesmo tempo em que temos aquele feeling retro, a banda apresenta muito groove e energia. Ótimos vocais (com muitos backing vocals certeiros), riffs raçudos e gordurosos, solos melodiosos e simples (mas não achem que falta técnica, por favor), baixo pesado e firme na marcação, e uma bateria com peso e boa técnica. E essa mistura gera algo bem pessoal e pesado, mas melodioso e envolvente.
Ricardo Biancharelli fez a produção do EP nos estúdios FUZZA, e verdade seja dita, ele acertou em cheio. A sonoridade do trabalho está pesada e azeda, mas com um nível de clareza que é até um pouco estranho para o gênero, mas que encaixou perfeitamente com o que o grupo quer. É orgânico, cru e pesado, mas com muita qualidade.
Quando se fala em composição, apesar da obsessão por cerveja, barulho e destruição, a banda arrasa. Arranjos simples e bem feitos, uma boa dinâmica de andamentos, e uma qualidade que surge da experiência (basta dizer que o baterista é o mesmo do excelente grupo SILENT CELL).
Seis canções raçudas compõem o EP, com cada uma delas com seu próprio valor. É impossível não ficar ensandecido com as ótimas "Black Label" e seu jeito sujo e truculento de ser, com um trabalho diferenciado de guitarras e bateria; a azeda e melodiosa "End of Days" e seus riffs cabulosos, e excelentes backings; o jeito mais espontâneo e pesado de "Relapsed", que transita entre o Metal e o Hard Rock sem pudor algum (e reparem bem no peso que o baixo dá à base rítmica do grupo); a mais intimista "Guiding Light", que tem um peso absurdo e alguns toques grooveados excelentes; a rebelde "You Can’t Fix Me", mais uma vez com um mix inteligente entre Metal e Hard Rock clássico, mas sem abrir mão do peso; e a gigante "Way Over My Limit", com seus mais de 8 minutos de duração, é uma faixa bem diversificada em termos musicais, mas longe de ser enjoativa, com momentos mais intimistas e outros mais "Sabbathicos".
Sim, a banda é ótima, o EP está disponível para download gratuito no site oficial do grupo, e é uma excelente oportunidade para conhecer um trabalho feito com tanta espontaneidade.
Agora, deixem a preguiça de lado, cliquem no site deles e boa diversão!
http://www.iamthesun.net/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As melhores bandas que Lars Ulrich, do Metallica, assistiu ao vivo
Lenda do thrash metal alemão será o novo guitarrista do The Troops of Doom
O disco ao vivo que define o heavy metal, segundo Max Cavalera
Dee Snider revela quem além de Sebastian Bach poderia tê-lo substituído no Twisted Sister
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Fã de Rita Lee no BBB pede show da cantora, e se espanta ao saber que ela faleceu
A internet já começou a tretar pelo Twisted Sister sem Dee Snider e com Sebastian Bach
Rafael Bittencourt elogia Alírio Netto, novo vocalista do Angra; "Ele é perfeito"
Venom anuncia novo álbum de estúdio, "Into Oblivion"
Por que Roger Waters saiu do Pink Floyd; "força criativa esgotada"
As músicas que o Iron Maiden tocou em mais de mil shows
Ouça Sebastian Bach cantando "You Can't Stop Rock 'N' Roll" com o Twisted Sister
Joe Satriani conta como indicou Bumblefoot ao Guns N' Roses
O hit do rock nacional que boa parte do Brasil não sabe o que significa a gíria do título
O álbum clássico de heavy metal que Max Cavalera gostaria de ter feito
O dia que Cazuza pagou justo esporro para Sandra de Sá ao ver atitude da cantora em festa
Como e por que Linkin Park contratou Emily Armstrong como cantora, segundo Shinoda
Porque Gene Simmons tem o dobro da fortuna de Paul Stanley, com quem co-fundou o Kiss


"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



