Death: Os 22 anos de "Individual Thought Patterns"
Resenha - Individual Thought Patterns - Death
Por David Torres
Postado em 28 de junho de 2015
Lançado em 22 de junho de 1993, através da gravadora Relativity Records, "Individual Thought Patterns" é a quinta entrega de estúdio apresentada por Chuck Schuldiner e o seu Death. Sempre acompanhado de um time invejável de músicos e compositores, Schuldiner escolhe novamente a dedo o "lineup" que encabeça esse quinto álbum de estúdio, que além de trazer novamente o excelente baixista Steve DiGiorgio (Sadus, Vintersorg, Iced Earth, Autopsy, Testament, Control Denied e outros) – que já havia gravado o trabalho anterior, "Human" (1991) – reúne também o talentosíssimo baterista Gene Hoglan (Dark Angel, Testament, Fear Factory e outros) e o excepcional guitarrista Andy LaRocque (King Diamond, E.F. Band, IllWill, X-World/5). O resultado final, senhoras e senhores, é mais um registro impecável e recheado de composições inspiradas.
"Individual Thought Patterns", assim como os trabalhos anteriores, com exceção do "debut" "Scream Bloody Gore" (1987), foi novamente produzido por Scott Burns (Cannibal Corpse, Demolition Hammer, Terrorizer). O disco mantém uma linha sonora similar ao registro anterior, "Human", entretanto ruma para uma direção mais progressiva e flerta com elementos de Jazz em suas composições. O álbum se inicia com a furiosa "Overactive Imagination", uma faixa recheada de "riffs" espetaculares, dona de uma "cozinha" absolutamente matadora de baixo e bateria, ótimos solos de guitarra e um desempenho vocal esmagador e acima de qualquer suspeita.
"In Human Form" é a faixa seguinte. A música começa cadenciadamente e não leva muito tempo para que uma nova sequência de arranjos mirabolantes e variações de andamentos muito criativas invadam os alto-falantes. Na sequência, "Jealousy" conta com uma pulsante marcação de baixo de Steve DiGiorgio, um excelente trabalho de bateria do monstro texano Gene Hoglan, além um trabalho de guitarras deslumbrante da dupla LaRocque/Schuldiner. As mudanças de andamento são bem construídas e completamente alucinantes, enlouquecendo os ouvintes a cada instante. Os acordes iniciais de "Trapped in a Corner" ecoam pelos alto-falantes, abrindo assim a quarta faixa do álbum. Não há muito que dissertar sobre essa faixa. É uma daquelas composições que já nascem clássicas, recheada de "feeling" e virtuosismo em suas notas afiadas e certeiras. Um dos grandes destaques da obra!
As palhetadas cadenciadas de "Nothing is Everything" apresentam a quinta composição do álbum. As melodias de guitarras criadas para essa música possuem um "feeling" descomunal e proporcionam uma viagem musical maravilhosa. A próxima faixa é "Mentally Blind" e novamente temos um instrumental executado com maestria por todos os músicos. Alternando de momentos mais agressivos para passagens mais harmônicas e cadenciadas, é também uma ótima música, novamente caminhando em uma direção progressiva e não menos intrigante. Suas harmonias de guitarra hipnotizam qualquer um e não há palavra capaz de descrever tal beleza musical. Os "riffs" afiados da faixa título, "Individual Thought Patterns" ecoam pelos alto-falantes. Schuldiner e Cia. jamais perdem a mão e nos brindam com mais uma composição bem construída e fascinante, repleta de atmosfera e criatividade em cada acorde. Uma introdução bastante melódica e dedilhada apresenta "Destiny". Pouco depois, palhetadas pesadas entram em cena, bem como toda uma série de novos e portentosos arranjos.
A nona faixa do álbum é "Out of Touch". A música possui uma introdução bastante atmosférica e interessante, que logo abre caminho para grandiosos "riffs" e solos, levadas sensacionais de bateria e baixo, além de mais variações de andamento. Esse grande registro chega ao fim com a espetacular "The Philosopher". Essa composição é outro forte exemplo de composição que já nasceu um clássico, recheada de passagens instrumentais e vocais realmente marcantes, permeada por melodias belíssimas e que grudam na mente do ouvinte com uma facilidade tremenda. Essa música é a única do álbum a possuir um videoclipe. Um grande clássico e um dos maiores êxitos comerciais da banda, que encerra esse trabalho de estúdio de forma competente. Mesmo caminhando em uma direção mais experimental e complexa, "Individual Thought Patterns" é um excelente álbum, com composições bem elaboradas e coesas, cortesia de músicos de primeira linha que executam o seu trabalho com perfeição. Outra grande obra da discografia do Death e outro grande registro da década de noventa.
Escrito por David Torres
01. Overactive Imagination
02. In Human Form
03. Jealousy
04. Trapped in a Corner
05. Nothing Is Everything
06. Mentally Blind
07. Individual Thought Patterns
08. Destiny
09. Out of Touch
10. The Philosopher
Chuck Schuldiner (Vocal/Guitarra) (R.I.P. 2001)
Steve DiGiorgio (Baixo)
Andy LaRocque (Guitarra)
Gene Hoglan (Bateria)
Outras resenhas de Individual Thought Patterns - Death
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