Virgin Steele: Recuperando boa parte da mágica ausente
Resenha - Nocturnes Of Hellfire & Damnation - Virgin Steele
Por Rodrigo de Marqui
Postado em 26 de junho de 2015
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Os norte-americanos do VIRGIN STEELE estão de volta com o lançamento de "Nocturnes Of Hellfire & Damnation", o álbum de número 13 em sua discografia. Depois de um hiato de 5 anos desde "The Black Light Bacchanalia" e uma recente polêmica sobre a ausência do baterista Frank Gilchriest nas gravações, o VIRGIN STEELE parece ter recuperado boa parte da mágica ausente nos últimos trabalhos.
Virgin Steele - Mais Novidades
Antes da análise propriamente dita, é importante ressaltar que a citada ausência de Frank Gilchriest (Riot, Liege Lord) ainda não foi satisfatoriamente esclarecida, por ambas as partes, motivo pelo qual esta resenha focará na música e não nos problemas externos que não são convenientes tratar neste espaço.
Aproveitando o gancho do último parágrafo, curioso o fato de que a bateria no novo álbum soa realmente melhor em comparação aos recentes trabalhos. Em sua longa carreira, de quase 35 anos, a banda sempre esteve em constante evolução. "Nocturnes of Hellfire & Damnation" é mais uma prova disso, sendo o trabalho mais diversificado da banda, onde a primeira metade remonta aos clássicos álbuns "The House Of Atreus" e mesmo "The Marriage Of Heaven & Hell Part II" .
O leitor pode duvidar. Mas basta ouvir a incrível "Persephone", dona de riffs galopantes, além de provavelmente a melhor perfomance do vocalista David Defeis em todo o álbum :"Mother, Mother", Defeis grita de maneira desesperadora, numa interpretação emocionante. Certamente a música estará entre as preferidas da banda entre os fãs. Aliás, David Defeis revelou em uma das poucas entrevistas para promover o álbum, que o tema geral do álbum é a mulher. Isso mesmo. Outro ponto positivo é a performance do guitarrista Edward Pursino, novamente em primeiro plano, algo que não se via de maneira tão forte desde o álbum "Invictus", de 1998. Completando o time, o baixista Joshua Block provavelmente está em seu melhor momento, aparecendo em todas as músicas e dando um pouco de "corpo" para as composições épicas.
Defeis parece ter recebido com resignação as críticas feitas às suas brandas performances vocais nos dois últimos álbuns. Aqui no novo álbum ele demonstra por que é um dos grandes interpretes do Heavy Metal, conseguindo unir sutileza e agressividade com assombrosa facilidade, como poucos, sem contar o domínio para encarnar personagens e falas aqui e ali com sua capacidade lírica bastante rica.
Há destaques por todo álbum e a sua diversidade e criatividade ajudará a cada ouvinte ter uma música preferida. Uns certamente irão ver em "Persephone" uma das melhores composições de David Defeis em toda a sua prolífica carreira, outros irão gostar da nova roupagem que músicas como "Black Sun- Black Mass" e "Queen of the Dead", ambas da banda Exorcist, ganharam. Não há muito o que criticar sobre a qualidade das composições. Neste sentido, "Nocturnes Of Hellfire & Damnation" encara de cabeça erguida os melhores álbuns. Nada está ali de forma exagerada ou sem ideias. Neste novo álbum nenhuma música soará igual a outra (ouçam "Demolition Queen" e "Glamour"), cada uma delas terá algo de interessante a ser ouvido. Tudo foi pensado nos mínimos detalhes, pois David Defeis continua o perfeccionista de sempre.
Como ponto negativo, além da situação envolvendo o baterista Frank Gilchriest, ficou o final do álbum, composto por 14 faixas. Não havia posição pior do que colocar duas baladas para o final, embora particularmente a última faixa, "Fallen Angels", seja uma das grandes baladas já compostas por Defeis, nada justifica unir duas baladas em sequência, funcionando meio como um "anticlímax", pois a música "Delirum", que antecede as duas últimas faixas , com riffs e solos monumentais, fecharia o álbum da maneira perfeita.
Tracklist
1 – Lucifer´s Hammer
2 – Queen Of The Dead
3 – To Darkness Eternal
4 – Black Sun-Black Mass
5 – Persephone
6 – Devilhead
7 – Demolition Queen
8 – The Plague And The Fire
9 – We Disappear
10 – A Damned Apparition
11 – Glamour
12 – Delirium
13 – Hymns To Damnation
14 – Fallen Angels
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Regis Tadeu esclarece por que Elton John aceitou tocar no Rock in Rio 2026
A maior banda do Brasil de todos os tempos, segundo Andreas Kisser do Sepultura
Guns N' Roses anuncia valores e início da venda de ingressos para turnê brasileira 2026
Radiohead quebra recorde de público do Metallica em Londres
O "maior" álbum do Led Zeppelin, de acordo com Jimmy Page; "Não há dúvida disso"
Bruce Dickinson relembra, com franqueza, quando foi abandonado pelos fãs
O disco do Dream Theater que Felipe Andreoli levava para ouvir até na escola
A banda de classic rock que Angus Young achou um tédio ao vivo; "uma piada"
Para Edu Falaschi, reunião do Angra no Bangers Open Air será "inesquecível"
James Hetfield deu o "sinal verde" para vocalista do Paradise Lost cortar o cabelo nos anos 90
As 3 bandas de rock que deveriam ter feito mais sucesso, segundo Sérgio Martins
Nem Jimi Hendrix, nem Eric Clapton existiriam sem esse guitarrista, afirma John Mayer
As cinco melhores bandas brasileiras da história, segundo Regis Tadeu
Os quatro clássicos pesados que já encheram o saco (mas merecem segunda chance)
A banda que foi "os Beatles" da geração de Seattle, segundo Eddie Vedder
Iron Maiden: quinze canções que definem a banda
O hit dos Engenheiros do Hawaii que faz uma dura crítica à panelinha do rock nacional
Os melhores discos de todos os tempos, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica

Os 25 melhores discos da história do power metal, em lista da Metal Hammer



