Virgin Steele: Recuperando boa parte da mágica ausente
Resenha - Nocturnes Of Hellfire & Damnation - Virgin Steele
Por Rodrigo de Marqui
Postado em 26 de junho de 2015
Nota: 9 ![]()
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Os norte-americanos do VIRGIN STEELE estão de volta com o lançamento de "Nocturnes Of Hellfire & Damnation", o álbum de número 13 em sua discografia. Depois de um hiato de 5 anos desde "The Black Light Bacchanalia" e uma recente polêmica sobre a ausência do baterista Frank Gilchriest nas gravações, o VIRGIN STEELE parece ter recuperado boa parte da mágica ausente nos últimos trabalhos.
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Antes da análise propriamente dita, é importante ressaltar que a citada ausência de Frank Gilchriest (Riot, Liege Lord) ainda não foi satisfatoriamente esclarecida, por ambas as partes, motivo pelo qual esta resenha focará na música e não nos problemas externos que não são convenientes tratar neste espaço.
Aproveitando o gancho do último parágrafo, curioso o fato de que a bateria no novo álbum soa realmente melhor em comparação aos recentes trabalhos. Em sua longa carreira, de quase 35 anos, a banda sempre esteve em constante evolução. "Nocturnes of Hellfire & Damnation" é mais uma prova disso, sendo o trabalho mais diversificado da banda, onde a primeira metade remonta aos clássicos álbuns "The House Of Atreus" e mesmo "The Marriage Of Heaven & Hell Part II" .
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O leitor pode duvidar. Mas basta ouvir a incrível "Persephone", dona de riffs galopantes, além de provavelmente a melhor perfomance do vocalista David Defeis em todo o álbum :"Mother, Mother", Defeis grita de maneira desesperadora, numa interpretação emocionante. Certamente a música estará entre as preferidas da banda entre os fãs. Aliás, David Defeis revelou em uma das poucas entrevistas para promover o álbum, que o tema geral do álbum é a mulher. Isso mesmo. Outro ponto positivo é a performance do guitarrista Edward Pursino, novamente em primeiro plano, algo que não se via de maneira tão forte desde o álbum "Invictus", de 1998. Completando o time, o baixista Joshua Block provavelmente está em seu melhor momento, aparecendo em todas as músicas e dando um pouco de "corpo" para as composições épicas.
Defeis parece ter recebido com resignação as críticas feitas às suas brandas performances vocais nos dois últimos álbuns. Aqui no novo álbum ele demonstra por que é um dos grandes interpretes do Heavy Metal, conseguindo unir sutileza e agressividade com assombrosa facilidade, como poucos, sem contar o domínio para encarnar personagens e falas aqui e ali com sua capacidade lírica bastante rica.
Há destaques por todo álbum e a sua diversidade e criatividade ajudará a cada ouvinte ter uma música preferida. Uns certamente irão ver em "Persephone" uma das melhores composições de David Defeis em toda a sua prolífica carreira, outros irão gostar da nova roupagem que músicas como "Black Sun- Black Mass" e "Queen of the Dead", ambas da banda Exorcist, ganharam. Não há muito o que criticar sobre a qualidade das composições. Neste sentido, "Nocturnes Of Hellfire & Damnation" encara de cabeça erguida os melhores álbuns. Nada está ali de forma exagerada ou sem ideias. Neste novo álbum nenhuma música soará igual a outra (ouçam "Demolition Queen" e "Glamour"), cada uma delas terá algo de interessante a ser ouvido. Tudo foi pensado nos mínimos detalhes, pois David Defeis continua o perfeccionista de sempre.
Como ponto negativo, além da situação envolvendo o baterista Frank Gilchriest, ficou o final do álbum, composto por 14 faixas. Não havia posição pior do que colocar duas baladas para o final, embora particularmente a última faixa, "Fallen Angels", seja uma das grandes baladas já compostas por Defeis, nada justifica unir duas baladas em sequência, funcionando meio como um "anticlímax", pois a música "Delirum", que antecede as duas últimas faixas , com riffs e solos monumentais, fecharia o álbum da maneira perfeita.
Tracklist
1 – Lucifer´s Hammer
2 – Queen Of The Dead
3 – To Darkness Eternal
4 – Black Sun-Black Mass
5 – Persephone
6 – Devilhead
7 – Demolition Queen
8 – The Plague And The Fire
9 – We Disappear
10 – A Damned Apparition
11 – Glamour
12 – Delirium
13 – Hymns To Damnation
14 – Fallen Angels
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