Helloween: Sem experimentações, sem firulas, sem novidades
Resenha - My God-Given Right - Helloween
Por Nilton Rodrigues
Postado em 04 de junho de 2015
Nota: 9 ![]()
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Existe um fenômeno que acontece mais ou menos a cada três anos. Um clássico que sempre vem à tona quando o Helloween lança um disco novo: os argumentos Ctrl C Ctrl V. "O pior disco deles!", "o melhor desde (insira aqui um disco que tenha sido lançado nos últimos 15 anos)". É incrível como o repertório é sempre o mesmo.

Particularmente, sempre achei simplista essa dualidade. É uma lógica preguiçosa que só engessa o gênero e cria aquela aura de que todo metalhead é radical. Para não esbarrar nisso, antes de resenhar um disco novo dos alemães é preciso entender qual o conceito da banda nos últimos 10 anos, no mínimo. Desde Rabbit Don't Come Easy (2003), como resultado da formação mais duradoura de sua história, a banda aposta quase sempre na mesma sonoridade. A afinação das guitarras, o fraseado de bateria, as capas e a produção quase sempre são muito similares. Se você não consegue entender isso ou simplesmente é um direcionamento que não lhe agrada, dificilmente você gosta da banda. Se você curte, você gosta da banda, simples, não?

Em My God-Given Right é a mesma coisa. O Helloween está presente aqui da maneira mais física e espiritual possível. Sem experimentações, sem firulas, sem novidades. O mix das músicas resgatam um pouco do tom de Straight Out of Hell misturado com a melancolia crua de The Dark Ride, sem esquecer do humor e do tradicional happy happy Helloween. O que chama atenção em uma primeira audição é facilidade com que as músicas grudam na sua cabeça. É impossível não assoviar o refrão de Lost in America ou imaginar o coro da plateia acompanhando o riff inicial da faixa título, por exemplo. Quando o guitarrista Michael Weikath disse que o disco seria mais "acessível", acho que era nisso que ele estava se referindo. Os refrões são fáceis, as melodias são pegajosas e algumas letras são tão bobas que chegam a ser divertidas, feitas para cantar mesmo. Se o seu negócio é ser true, passe longe desse disco, ele pode lhe dar comichões.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Falar em destaques é fácil, já que as músicas que foram liberadas antes do lançamento conseguem dar um bom panorama do disco. Battle`s Won é uma excelente música para abrir os shows, com um riff que faz a cabeça bater sozinha. Uma canção 100% Helloween. A ótima Living on the Edge e a épica Claws carregam nas costas o final do disco, antes de encerrar com a insossa You, Still of War.
Seria impossível não falar da bem-vinda (ou seria incômoda) sensação de déjà vu que a maioria das músicas possuem. My God-Given Right, por exemplo, tem uma estrutura que lembra muito Power. A primeira estrofe, é praticamente idêntica ao inicio do clássico de 1996.. Você quase se pega cantando "Can you imagine someone being true?". Isso se repete em outros momentos, especialmente nas introduções, que não cansam de emular Future World.

A performance de cada integrante continua a cópia carbono dos últimos 4 discos. Andi Deris é um dos melhores vocalistas de Heavy Metal da história, com um timbre único e inimitável. Sascha Gerstner, apesar de não ser muito criativo, é inegável a sua identidade no som da banda. Michael Weikath é Michael Weikath, o mentor espiritual de tudo que sai da banda. Seu talento para criar linhas de guitarra únicas é incrível. O único que fica um pouco atrás é o bateirista Daniel Loble. Não que puxe o time para baixo, mas sua performance é sempre reta demais, deixando o som da bateria sempre mais do mesmo.
My God-Given Right é Helloween. No fim das contas, não existe elogio maior que esse.

Tracklist:
01. Heroes
02. Battle’s Won
03. My God-Given Right
04. Stay Crazy
05. Lost In America
06. Russian Roulé
07. The Swing Of A Fallen World
08. Like Everybody Else
09. Creatures In Heaven
10. If God Loves Rock ‘n’ Roll
11. Living On The Edge
12. Claws
13. You, Still Of War
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